As recentes declarações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-SP), sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocaram reações no Congresso neste domingo, 30. O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), apoiou publicamente a nota de Alcolumbre que critica a postura do governo federal em relação ao envio da mensagem de indicação do advogado-geral da União ao STF.
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Para Sóstenes, a manifestação do presidente do Senado evidencia excessos do Executivo
Segundo Sóstenes, a manifestação do presidente do Senado evidencia excessos do Executivo. “Quando o Senado cobra respeito, é porque o Executivo ultrapassou todos os limites”, afirmou o deputado. Sóstenes também acusou o governo de tentar controlar o Senado, impor prazos e transferir responsabilidades sobre suas próprias dificuldades administrativas.
Resposta do governo e tensões sobre a indicação
Em sua resposta, Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, declarou que o governo mantém “o mais alto respeito e reconhecimento” por Alcolumbre. A ministra negou qualquer tentativa do Planalto de reduzir a relação institucional a barganhas ou acordos de cargos e emendas.
A indicação de Messias ao STF ocorre em meio a tensões desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, anunciada em 9 de outubro. O nome de Messias foi cogitado desde o início, mas setores identitários defendiam uma mulher negra para o cargo. O anúncio oficial da indicação, feito em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, aumentou o atrito com esses grupos.
No Congresso, Alcolumbre preferia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. O ministro André Mendonça, do STF, manifestou apoio a Messias, destacando a ligação entre ambos na Advocacia-Geral da União. Entretanto, parlamentares da direita criticaram a escolha, classificando Messias como “mais petista do que evangélico”, e contestaram um parecer seu contrário à proibição da técnica de assistolia fetal.
A situação se agravou quando Messias divulgou nota em que se diz pronto para a sabatina antes de conversar pessoalmente com Alcolumbre. Em resposta, o presidente do Senado avisou que a apreciação do nome aconteceria “em momento oportuno”. A escolha da data para a sabatina, marcada para 10 de dezembro, foi interpretada como um gesto de resistência ao governo, que considerou o prazo insuficiente para o tradicional processo de articulação no Senado.
Leia também: “Raio-X de um governo taxador”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 275 da Revista Oeste





































A relação é espúria,qual narcos. O senado se dobrou por motivos já sabidos. Não há nenhuma soror Helena no congresso . Alcolumbre faz o jogo do executivo,até abrir as pernas.
Verdade ! Até tu Sostenes abraçando Aecio Neves , que decepção ! Mais um largando a mão do Bolsonaro . Deprimente esses parlamentares .