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Política

Sóstenes celebra voto de Fux: ‘Preliminares juridicamente perfeitas’

Deputado diz que ministro reconheceu cerceamento de defesa em julgamento de réus da ‘trama golpista’

Fux juiz de garantias
Durante o voto, Fux reconheceu que houve cerceamento do direito de defesa | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do PL na Câmara, elogiou, nesta quarta-feira, 10, o posicionamento do ministro Luiz Fux no julgamento da “trama do golpe”. Segundo o parlamentar, o magistrado acertou ao acolher parte dos argumentos das defesas e indicar falhas no processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“As preliminares do voto do ministro Fux foram juridicamente perfeitas, justamente o que eu falo há meses”, escreveu Sóstenes em suas redes sociais. “Parabéns, ministro Fux.”

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Além disso, o deputado compartilhou uma publicação do próprio PL que afirma que o magistrado “mostrou imparcialidade diante da injustiça contra Bolsonaro”.

“Em seu voto proferido na primeira turma, entendeu por anular todos os atos decisórios do processo, por considerar que a Corte não tem competência para julgar réus sem foro privilegiado”, compartilhou o partido, que tem o ex-presidente da República como presidente de honra.

Fux reconhece cerceamento do direito de defesa e cita data dump

Durante o voto, Fux reconheceu que houve cerceamento do direito de defesa. Um dos pontos destacados, por exemplo, foi o chamado data dump — prática em que os advogados recebem volumes extensos de documentos em curto prazo, o que inviabiliza a análise adequada do conteúdo.

“Meu voto é no sentido de reafirmar a jurisprudência dessa Corte”, ponderou o magistrado. “Concluo, assim, pela incompetência absoluta do STF para o julgamento desse processo, na medida que os denunciados já haviam perdidos seus cargos.”

Leia também: “‘Fux dá aula de Direito’ no julgamento de Bolsonaro, diz Zucco”

Nesse sentido, as defesas dos réus alegaram que não conseguiram ter pleno acesso à totalidade das provas anexadas ao processo. Para eles, a quantidade de arquivos dificultou a atuação jurídica e comprometeu a paridade de armas no julgamento.

1 comentário
  1. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Agora, só falta reformar seu voto condenando os réus do 8 de janeiro.

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