publicidade
Política

STF julga se mantém prisão de Bolsonaro nesta segunda, 24

Corte analisa manifestação que cita confusão mental, fragilidade clínica e vigilância policial

STF
Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF, convocou a análise | Foto: Luiz Silveira/STF

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta segunda-feira, 24, se mantém a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. A votação acontece em sessão virtual extraordinária, das 8h às 20h. O ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, convocou a análise.

No ambiente virtual, os ministros apresentam os votos por escrito. A decisão que levou Bolsonaro à prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes no sábado 22. Ele revogou a prisão domiciliar e determinou o recolhimento preventivo do ex-presidente.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Segundo Moraes, a Polícia Federal (PF) apresentou novas provas que indicam risco de fuga e ameaça à ordem pública. A Procuradoria-Geral da República já solicitou o trânsito em julgado da condenação, que impôs a Bolsonaro 27 anos e três meses de prisão, por suposta tentativa de golpe.

Moraes afirmou que o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica à 0h08 de sábado. De acordo com o ministro, a ação coincidiu com uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para ele, o episódio demonstrou intenção de fuga.

Médicos afirmam que Bolsonaro agiu sob efeito de medicamentos

Neste domingo, 23, dois médicos que acompanham Bolsonaro — o cirurgião Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique — foram até a sede da PF no Distrito Federal. Em relatório, atribuíram o comportamento a um surto de confusão mental causado por interação entre medicamentos: pregabalina, clorpromazina e gabapentina.

O ex-presidente tem histórico de problemas médicos. Nesse sentido, sofre de hipertensão, tem diagnóstico de câncer de pele e ainda enfrenta efeitos da tentativa de assassinato, como vômitos e crises de soluço.

+ Leia também: “Prisão de Bolsonaro: Moraes autoriza visita de filhos”

A defesa se amparou no laudo médico para rebater a tese de fuga. Os advogados alegaram que Bolsonaro agiu sob efeito colateral dos remédios. Segundo eles, o ex-presidente apresentava “comportamento ilógico” provocado pela medicação, pela “idade avançada e o estresse a que está inequivocadamente submetido”.

Os advogados também destacaram que policiais o monitoravam ininterruptamente, posicionados em frente à residência onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. A defesa, portanto, pediu a revogação da prisão preventiva e solicitou que a medida seja convertida em prisão domiciliar.

3 comentários
  1. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    ………então hoje será realizada mais uma “palhaçada unânime” da primeira turma.

  2. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Só orando e pedindo perdão a Deus por esta nação de iniquidades

  3. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Que tristeza estar assistindo tudo isto neste país de injustiças e tratamento totalmente desigual para pacientes e presos

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.