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Política

STF libera nomeação de parentes em cargos políticos

Supremo forma maioria de 6 a 1 para preservar exceção à regra do nepotismo

Plenário do STF retoma questão no próximo dia 29 | Foto: Marcelo Camargo/EBC
O Supremo Tribunal Federal (STF) se debruçou sobre o tema | Foto: Marcelo Camargo/EB

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a regra que permite a nomeação de parentes em cargos de natureza política, como secretários municipais, estaduais e ministros. Até o momento, o placar está em 6 votos a 1 pela manutenção do entendimento. Apesar da maioria, a Corte suspendeu o julgamento para retomá-lo na próxima quarta-feira, 29.

A discussão tem origem na Súmula Vinculante nº 13, aprovada em 2008, que proibiu o nepotismo na administração pública. O texto veta a nomeação de cônjuges, companheiros e parentes até o terceiro grau para cargos de confiança ou comissão. Poucos meses depois, o próprio Supremo reconheceu uma exceção: a norma não se aplica a cargos de natureza política.

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STF e a lei municipal de Tupã

O caso voltou à pauta principalmente depois de um recurso questionando uma lei municipal de Tupã, no interior paulista. Aprovada em 2013, a lei impede a nomeação de parentes do prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores. A norma contraria sobretudo o entendimento anterior do STF, que considerou legítima a escolha de familiares para funções políticas.

Relator do processo, o ministro Luiz Fux votou pela manutenção do entendimento vigente. Segundo ele, o chefe do Executivo tem o direito de escolher seus auxiliares políticos, desde que o critério técnico prevaleça e não haja nepotismo cruzado. “A mensagem do Supremo é que a regra é a possibilidade; a exceção é a impossibilidade”.

Leia também: “Tope a briga, ministro”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 292 da Revista Oeste

O voto de Fux teve o endosso dos ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, assim como de Dias Toffoli. O ministro Flávio Dino foi o único a divergir, defendendo a proibição de nomeações familiares. “Uma reunião de governo não pode ser um almoço de domingo. Legalidade e afeto não se combinam”, escreveu.

A ministra Cármen Lúcia ainda não votou, mas indicou preocupação com o princípio da impessoalidade. Os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia devem apresentar seus votos na próxima sessão.

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4 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Lula fez isso no STF , advogado e companheiros da extrema esquerda .
    Mercadante ocupa cargos em todos os governos do PT , multifuncional kkkkkkk

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Ora o nepotismo é perfeitamente adequado ao despotismo, são farinhas de mesmo saco, que se encontram unidos para a manutenção do totalitarismo via submissão forçada do povo, esses, os partícipes escravos do sistema autoritário! Regimes como o de Stalin na URSS, Kim Jong-un na Coreia do Norte, ou até monarquias absolutistas europeias ilustram como nepotismo e despotismo se entrelaçam. Em muitos casos, o nepotismo não é apenas uma prática administrativa — é uma estratégia de sobrevivência política.

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Por que não botam esses ministros pra morar lá no Sudão do sul, nunca vi tanta filantropia e uma ética de Espinoza. Os povos da África tá precisando desse tipo de gente pra governar

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