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Política

STF mantém anulação de condenação de Anthony Garotinho

2ª Turma rejeita recurso da PGR e valida decisão do ministro Cristiano Zanin

Anthony Garotinho foi governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 | Foto: Reprodução/Redes sociais
A condenação de Garotinho resultou da Operação Chequinho, que investigou troca de votos para Rosinha Garotinho | Foto: Divulgação/Senado Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a anulação da condenação do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) por compra de votos nas eleições de 2016. A 2ª Turma da Corte rejeitou o recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O político é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro.

O ministro Cristiano Zanin anulou a condenação do ex-governador em março deste ano. A PGR recorreu da decisão, mas o colegiado negou o pedido. Zanin argumentou que as provas do processo tinham origem ilícita.

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O recurso da PGR citava uma decisão da própria 2ª Turma do STF de 2022. Na ocasião, o colegiado rejeitou um pedido da defesa semelhante ao que Zanin aceitou.

A condenação de Garotinho resultou da Operação Chequinho. A investigação apurou a ampliação do programa Cheque Cidadão em troca de votos para Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador. A acusação usou dados extraídos de um computador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes.

Decisão de Zanin beneficiou Garotinho

Zanin entendeu que “não houve a preservação do ambiente original para perícia”. O ministro completou que “não é possível assegurar a autenticidade dos elementos informativos coligidos por meio de um pendrive“. Em 2022, o então ministro Ricardo Lewandowski anulou outras condenações da mesma operação por esse motivo. Contudo, ele não estendeu o benefício a Garotinho devido a condenações em processos distintos.

No entanto, Zanin divergiu e considerou que “o fato de os beneficiados terem sido condenados em ações penais distintas não impede o reconhecimento, em seu favor, da mesma nulidade”. A 2ª Turma referendou Zanin, e o ministro Luiz Fux deu o único voto contrário.

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2 comentários
  1. Aeduardo
    Aeduardo

    Em tempo:
    Complementando a manifestação abaixo não se esquecer o eleitor do Estado do Rio ser o ex prefeito Dudu Paes irmão do sócio do BTG Pactual de André Esteves, que na atualidade domina TODO o mercado imobiliário do Rio de Janeiro em tráfico escancarado
    de influência! Haja safadeza neste quesito que poucos conhecem sua extensão.

  2. Aeduardo
    Aeduardo

    Picareta excelente para reavivar na memória do eleitorado fluminense o ladrão pilantra que o Dudu Paes é nas eleições de outubro. Muitos esquecem
    o apelido do ex prefeito do Rio na Lava Jato:
    NERVOSINHO !!! Cria do Cesar Maia,filhote do Sérgio Cabral e parceiro do Lulalau nas bandalheiras feitas em obras da Copa/Olimpíadas na cidade Maravilhosa.
    Interior e Baixada Fluminense rejeitam este malandro safado participante da festa do guardanapo na cabeça em restaurante de Paris, denunciado e vindo à tona na denúncia à mídia feita pelo depravado Garotinho! Tem o mérito de com coragem revelar por imagens toda a celebração do asqueroso momento na cidade luz.

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