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Política

STF vai julgar decisão de Toffoli que anulou processos de Marcelo Odebrecht na Lava Jato

Liminar do ministro será submetida ao crivo da Segunda Turma em sessão virtual

Marcelo Odebrecht é um dos principais alvos da Lava Jato | Foto: Reprodução/X/Twitter
Marcelo Odebrecht é um dos principais alvos da Lava Jato | Foto: Reprodução/X/Twitter

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que anulou os processos e as investigações contra Marcelo Odebrecht na Lava Jato será julgada pela Segunda Turma. A apuração é da coluna de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a publicação, os ministros decidirão sobre a manutenção da liminar, vigente há três meses, entre 30 de agosto e 6 de setembro em plenário virtual.

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No julgamento virtual, não há debate direto entre os ministros, já que a votação não ocorre em tempo real. Cada magistrado registra o voto na plataforma on-line, sem a obrigatoriedade de justificativas por escrito. Um pedido de destaque pode transferir o julgamento para o plenário físico.

Toffoli anulou todas as decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba relativas à Odebrecht depois de um pedido da defesa do empresário.

marcelo odebrecht lava jato
Dias Toffoli decidiu que o empreiteiro Marcelo Odebrecht não cometeu as ilegalidades que confessou em depoimento eternizado num vídeo | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro também suspendeu todos os inquéritos e os procedimentos penais contra Marcelo Odebrecht. Ele alegou que houve “conluio processual” entre o ex-juiz Sergio Moro e a força-tarefa de Curitiba, o que violava os direitos do empresário. O acordo de delação, no entanto, foi mantido válido por Toffoli.

Marcelo Odebrecht é réu confesso

Marcelo Odebrecht concluiu a pena por corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro em 2023. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão e alegou que a anulação generalizada dos processos é irregular.

Leia também: “Gilmar Mendes arquiva inquérito contra Valdemar Costa Neto na Lava Jato”

O empresário confessou ter pago propinas a vários agentes públicos e políticos de diferentes partidos. Ele era presidente da construtora Odebrecht quando a Lava Jato foi deflagrada, em 2014.

3 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Já pode dizer o resultado ou é melhor esperar para parecer verdade?

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Os mesmos sem votos para julgar um colega sem voto, o que vai acontecer.? Todos vão concordar com o sem votos. Pura perda de tempo e hipocrisia . Só no Brasil acontece essas coisas

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