publicidade
Política

STF: Zanin admite investigação de autoridade com foro especial

Processo em questão trata de um suposto esquema de venda de decisões no STJ; nome do investigado não foi divulgado

Zanin PM STF
Ministro do STF, Cristiano Zanin | Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que uma autoridade com foro especial pode estar envolvida em um esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Em despacho divulgado nesta quinta-feira, 14, o relator da Operação Sisamnes detalhou que a Polícia Federal (PF) conduz apurações sobre possível envolvimento de alguém com prerrogativa de foro. Contudo, não revelou a identidade da pessoa investigada.

Essa manifestação marca uma mudança em relação ao posicionamento inicial do ministro, que antes descartava investigações contra magistrados do STJ. A elaboração do novo despacho ocorreu em resposta a pedidos das defesas. Elas solicitavam a transferência do caso para a primeira instância por alegada falta de provas contra ministros.

Diante dos fatos, Zanin explicou que a Suprema Corte analisa os indícios de forma sigilosa, em procedimento separado do inquérito principal.

Investigação no STF e citações a ministros

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Wallace Martins/STF

No parecer, o ministro afirmou que “a investigação apura, em procedimento específico, potencial participação de autoridade com prerrogativa de foro neste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual reafirmo, uma vez mais, a competência da Suprema Corte”.

Os relatórios da Polícia Federal sugerem que ministros do STJ teriam sido citados em conversas de pessoas investigadas. O documento mais recente mostra que o empresário Andreson Gonçalves e o advogado Roberto Zampieri atuavam na intermediação de decisões junto de assessores dos gabinetes dos ministros Og Fernandes, Isabel Gallotti e Nancy Andrighi.

O início da Operação Sisamnes, em novembro de 2024, buscou desmontar um suposto esquema de venda de sentenças no STJ. Entre os alvos estavam advogados, empresários, lobistas e servidores ligados a ministros, suspeitos de negociar decisões favoráveis mediante pagamentos.

Na ocasião, agentes executaram 24 mandados de busca e apreensão, sendo três deles contra funcionários do Tribunal, que os afastou de suas funções.

Leia também: “Os patrões da República”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 296 da Revista Oeste

Os servidores afastados são Daimler Alberto de Campos, chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti; Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, chefe de gabinete do ministro Og Fernandes; e Márcio José Toledo Pinto, ex-assistente em diversos gabinetes. As investigações tiveram início a partir de mensagens localizadas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023 em Mato Grosso.

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade