publicidade
Política

STJ anula inquérito sobre venda de sentenças contra juiz em Goiás

Corte superior aponta vício de origem e invalida medidas adotadas pelo tribunal estadual

Marcello Casal JrAgência BrasilArquivo- stj- venda de sentenças
Fachada do Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília (DF) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a investigação judicial que apurava suspeitas de venda de sentenças envolvendo o juiz Adenito Francisco Mariano, da comarca de Silvânia, no sudeste de Goiás. O entendimento do relator foi de que o procedimento começou sem base legal e contrariou garantias do processo penal.

+ Leia mais notícias de Política em Cultura

Receba nossas atualizações

A apuração teve início na Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Para o STJ, o órgão exerce função administrativa e disciplinar, sem competência para conduzir persecução criminal contra magistrados.

Em agosto de 2024, o TJ-GO deflagrou uma operação que mirou o juiz e dois assessores. Na ocasião, o tribunal divulgou suspeitas de venda de sentenças. As linhas investigativas incluíam corrupção ativa e passiva, uso de documentos falsos, fraude processual, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O magistrado foi afastado da função e submetido ao uso de tornozeleira eletrônica por decisão judicial. A defesa informou que a medida durou cerca de uma semana.

Entendimento do relator sobre o caso da venda de sentenças

No mês seguinte à operação, o STJ determinou a paralisação provisória do caso. A defesa sustentou que a investigação avançou sem autorização do Órgão Especial do TJ-GO, requisito previsto quando há magistrado no polo investigado. A suspensão permaneceu até o julgamento do mérito, concluído na quarta-feira 17, com a anulação integral do inquérito.

Ao analisar o caso, o ministro Messod Azulay Neto registrou que indícios de crimes exigem apuração rigorosa, porém sempre dentro das regras legais. Para ele, a condução do procedimento pelo tribunal estadual ignorou garantias processuais e direitos individuais, o que invalida os atos praticados.

Em nota enviada ao g1, os advogados Romero Ferraz Filho e Alexandre Pinto Lourenço afirmaram que a decisão do STJ permite a recondução imediata de Adenito Francisco ao cargo. Segundo a defesa, o afastamento cautelar se sustentava apenas em provas agora consideradas ilícitas pela Corte Superior.

Leia também: “PF aponta ‘empresa de fachada’ supostamente usada por Sóstenes e Jordy”

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.