O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o fim da reeleição para cargos do Executivo como parte de uma reforma política. A afirmação ocorreu durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 7, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo.
Para o pré-candidato à reeleição ao governo estadual, a possibilidade “está fazendo mal para o Brasil”. Conforme Tarcísio, o atual modelo prejudica o país ao estimular gestores a priorizarem interesses eleitorais em vez de decisões estruturais de longo prazo.
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“A gente tem que questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país”, disse o governador paulista. “Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, perdendo tempo deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. É um questionamento que faço. Hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil.”
A proposta ganha força no debate político nacional, especialmente em meio às articulações para as eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, defende uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a recondução ao cargo. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputará a reeleição à Presidência.
A PEC propõe acabar com a reeleição para presidente, governador e prefeito a partir de 2030, e prevê mandato único de cinco anos.
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O texto de Flávio propõe o fim apenas da reeleição presidencial. Para os demais cargos do Executivo, como prefeito e governador, ela continuaria valendo. Flávio contou com apoio de senadores de sete partidos: PL, PP, Republicanos, União Brasil, Novo, Podemos e MDB.
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Críticos do modelo atual argumentam que a reeleição incentiva medidas de curto prazo e caráter populista, com impacto direto nas contas públicas.
A regra da reeleição, alvo de críticas de Tarcísio
A regra atual mistura a previsão constitucional de reeleição com as disposições da Justiça Eleitoral. Com isso, quem ocupa algum cargo no Executivo e quer concorrer a outro precisa renunciar. A exceção é justamente no caso de buscar o mesmo cargo que já ocupa.
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