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Política

Tarcísio, sobre condenação de Eduardo Bolsonaro: 'Injusta'

Governador diz que decisão do STF não altera planos da direita para a disputa ao Senado em São Paulo

Tarcísio de Freitas Enel governador SP
O governador Tarcísio de Freitas | Foto: Reprodução/site Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “injusta” a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta quarta-feira, 17, durante evento da Secretaria de Segurança Pública paulista.

Apesar de criticar a decisão da Corte, Tarcísio afirmou que a condenação não compromete os planos eleitorais de seu grupo político para as eleições deste ano.

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“Temos que aguardar o acórdão sair e também o recurso que a defesa vai protocolar no STF”, disse. “Eu faço meus argumentos os que a defesa apresentou. Acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo”.

O governador citou nominalmente as candidaturas apoiadas pelo grupo em São Paulo, incluindo a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a reeleição, e dos candidatos ao Senado ligados à sua base política.

O ex-deputado havia sido escolhido para ocupar a primeira suplência da chapa de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, que disputará uma vaga no Senado.

A definição ocorreu durante encontro realizado em Miami, nos Estados Unidos, onde Eduardo reside desde fevereiro de 2025. Na ocasião, André do Prado acertou pessoalmente com o ex-parlamentar sua participação na chapa.

Condenação de Eduardo no STF

Dep. Eduardo Bolsonaro (PL – SP) em discussão e votação de propostas no plenário da Câmara, Sessão Deliberativa, em Brasília, DF (4/2/2025) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A 1ª Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.

A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o ex-deputado atuou com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “pressionar autoridades brasileiras e criar um ambiente de intimidação contra ministros do Supremo”.

Segundo os investigadores, o objetivo seria influenciar o andamento dos processos relacionados à suposta “trama golpista” e evitar uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O julgamento terminou com votação unânime dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Em nota divulgada depois da decisão, Eduardo Bolsonaro afirmou que o julgamento foi “sem pé nem cabeça” e declarou que a condenação tem como objetivo afastá-lo das disputas eleitorais.

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