publicidade
Política

Tarifas impostas pelos EUA seguem em vigor no Brasil

Encontro entre Trump e Lula, na manhã deste domingo, 26, serviu para aproximar as delegações dos dois países

Donald Trump discursa antes da assinatura cerimonial de um acordo de cessar-fogo entre a Tailândia e o Camboja, à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, Malásia - 26/10/2025 | Foto: Mohd Rasfan/Reuters
Donald Trump discursa antes da assinatura cerimonial de um acordo de cessar-fogo entre a Tailândia e o Camboja, à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, Malásia - 26/10/2025 | Foto: Mohd Rasfan/Reuters

O encontro entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), marcou o primeiro gesto de reaproximação entre os dois países desde o começo da crise comercial de 2025. Apesar do tom cordial e das declarações otimistas deste domingo, 26, na Malásia, as tarifas impostas por Washington continuam em vigor e seguem como instrumento de pressão sobre o governo brasileiro.

Lula classificou a conversa como “ótima” e “construtiva”, ao afirmar que os dois países decidiram começar “imediatamente” negociações para tratar das sanções e das sobretaxas. Trump, por sua vez, disse que é possível chegar a “bons acordos para ambos os países”, sem dar prazo para mudanças concretas.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

As medidas tarifárias foram impostas em agosto, quando os EUA elevaram para 50% as tarifas sobre a maior parte das exportações brasileiras. Como justificativa, o governo norte-americano alegou motivos de segurança nacional, interferência política e perseguição a opositores no Brasil.

Negociações sobre as tarifas continuam

Mesmo depois do encontro, não houve sinal de reversão imediata do tarifaço. As conversas sobre o assunto serão conduzidas pelas equipes econômicas e comerciais de ambos os países nas próximas semanas, com prioridade para produtos de maior impacto na balança comercial. Do lado norte-americano, Trump escalou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Em outras ocasiões, ambos já advertiram o Brasil para a escalada autoritária no país.

Atualmente, a manutenção das tarifas representa um desafio para o governo brasileiro, que enfrenta pressão de exportadores e empresários por medidas de retaliação. No Itamaraty, o discurso oficial é de otimismo.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade