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Política

Senado aprova aumento salarial e penduricalhos para auditores do TCU

Projeto eleva vencimentos ao topo da carreira, cria gratificações e permite conversão de licença em dinheiro

Tribunal de Contas da União: Senado aprova mais gastos públicos | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil
Tribunal de Contas da União: Senado aprova mais gastos públicos | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 3, um projeto que concede aumento de salário aos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, a medida autoriza o pagamento de gratificação extra por acúmulo de função. De acordo com o texto aprovado, os salários dos servidores do TCU podem alcançar R$ 58,6 mil até 2029.

A concessão do reajuste se dará em quatro parcelas, com início previsto para 2026. A proposta partiu do próprio tribunal. Conforme informou o Senado, o custo anual dos benefícios está estimado em cerca de R$ 24,5 milhões.

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TCU: novas funções de comissão

O projeto determina que a remuneração dos auditores no topo da carreira subirá dos atuais R$ 37 mil para R$ 44,5 mil. Esse valor, no entanto, poderá chegar a R$ 58,6 mil. A elevação se deve ao pagamento de gratificações por desempenho. A iniciativa também cria seis categorias de funções comissionadas para servidores que ocuparem cargos de confiança na Corte de Contas. 

Outro ponto relevante é a regulamentação da licença compensatória, para quem desempenhar “função relevante” ou acumular atividades. O sistema poderá converter o benefício em dinheiro e o valor, segundo o projeto, estará isento de Imposto de Renda.

Leia também: “Nação amaldiçoada”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 298 da Revista Oeste

A aprovação reacende o debate sobre a cultura de penduricalhos no serviço público federal. Órgãos de controle, tribunais superiores e carreiras típicas de Estado têm recorrido historicamente a mecanismos de complementação salarial que, na prática, ampliam rendimentos além do teto constitucional. 

Especialistas afirmam que essas práticas pressionam o orçamento e aprofundam desigualdades internas no funcionalismo. Paralelamente, relatos sobre viagens e despesas administrativas no TCU voltaram a alimentar críticas de parlamentares e organizações de controle. Em um momento de restrições fiscais, a adoção de novos benefícios tende a aumentar a pressão por transparência, auditorias externas e revisão dos critérios de concessão, segundo opositores. 

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