A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta terça-feira, 23, que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deveria deixar a liderança do governo no Senado. Para a pré-candidata por São Paulo, a medida evita “expor o próprio governo”.
“Ele já deveria ter entregue o cargo”, disse em entrevista ao site Poder360. “Falo como advogada, tá? Eu falo como advogada, todos têm direito a ampla defesa e ao contraditório, mas ele é líder do governo. Então, para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até para que possa cuidar de sua defesa, e fazer os movimentos que achar pertinentes.”
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Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, em 18 de junho, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura irregularidades em instituições financeiras, incluindo o Banco Master.
Além disso, Tebet defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Banco Master para garantir transparência no Congresso.
“É dever do homem público dar transparência ao verdadeiro dono do poder”, disse. “O poder vem do povo, a soberania é popular, ele vai às urnas, ele vota e ele quer saber o que o seu congressista está fazendo. Então, quando você tem o maior escândalo de corrupção do sistema financeiro do país, quiçá do mundo.”
Situação de Jaques Wagner
Wagner, porém, tem afirmado à imprensa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende mantê-lo na liderança. O senador negou vínculo comercial com o Master ou com a Credcesta, empresa criada na gestão do PT na Bahia.
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Contudo, Wagner admitiu que negociou um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. O imóvel consta nas investigações. Segundo ele, houve proposta de compra e recompra.
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