A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que não recebeu convite formal para ocupar o cargo de vice-presidente em uma eventual chapa liderada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada em entrevista ao jornal ao O Estado de S. Paulo.
“Esse assunto não sai da minha frente”, disse a parlamentar. “Nunca fui convidada. Se eu for, lá na frente nós vamos pensar. Nunca chegou esse convite.”
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A ex-ministra da Agricultura e Pecuária voltou a comentar a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro, depois que o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, declarou que torce para que uma mulher ocupe a vaga. Segundo ele, o nome da senadora é o principal entre as opções avaliadas. A fala ocorreu na segunda-feira 30, durante evento com empresários em São Paulo.
Posições distintas de Flávio Bolsonaro
No Congresso Nacional, o projeto de lei que equipara misoginia a crime de preconceito aparece como um ponto sensível entre Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro.
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A senadora votou a favor da proposta, justificando que o Brasil enfrenta uma onda sem precedências de violência contra mulheres.
“É um tema difícil, mas eu acho que precisava ser feito”, afirmou Tereza ao Estadão. “Tenho também as minhas convicções, e eu votei a favor.”
Flávio Bolsonaro igualmente apoiou o texto, mas em sua explicação de voto classificou o projeto como uma “armadilha do PT”. O senador disse esperar que aliados na Câmara dos Deputados consigam derrubar ou alterar a medida.
Cenário eleitoral
Em levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas, Flávio aparece numericamente à frente do presidente Lula. O cenário analisou um eventual segundo turno das eleições de outubro em que Flávio aparece com 45,2% e Lula, com 44,1% dos votos validos.
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Deixem o Flávio escolher, por favor!