publicidade
Política

Toffoli anula atos da Lava Jato contra Palocci

Decisão abrange tanto as ações da força-tarefa do Ministério Público Federal quanto as medidas adotadas pelo então juiz Sergio Moro

Ministro Dias Toffoli | Foto: SCO/STF
O ministro Dias Toffoli, durante sessão no STF | Foto: SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todos os atos da Operação Lava Jato contra o ex-ministro Antonio Palocci. Essa decisão abrange tanto as ações da força-tarefa do Ministério Público Federal quanto as medidas adotadas pelo então juiz Sergio Moro.

Toffoli manteve o acordo de delação premiada de Palocci, que atuou nos governos de Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. A decisão se segue a outras anulações da Lava Jato, como as referentes ao empresário Marcelo Odebrecht.

Receba nossas atualizações

Os advogados de Palocci solicitaram que ele recebesse os mesmos benefícios de Odebrecht, citando mensagens da Operação Spoofing que mostrariam parcialidade de Moro e conluio entre acusação e defesa.

Advogados de Palocci alegaram “conspiração” a Toffoli

Os advogados afirmam que Palocci foi alvo de uma “verdadeira conspiração” política para atingir o PT e Lula. Segundo eles, Palocci era um tópico de conversas por ser do alto escalão do PT e “um importante ‘degrau'” para avançar contra o partido e Lula.

Toffoli afirmou que as mensagens entre Moro e Deltan Dallagnol indicam parcialidade e instruções para melhorar o desempenho do Ministério Público.

“O necessário combate à corrupção não autoriza o fiscal e aplicador da lei a descumpri-la”, disse Toffoli.

A prisão de Antonio Palocci

Palocci foi ministro da Fazenda entre 2003 e 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Divulgação/Agência Brasil
Palocci foi ministro da Fazenda entre 2003 e 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Palocci foi preso em setembro de 2016 na fase Omertà da Lava Jato, que se refere ao código de honra das máfias italianas. Moro tinha dúvidas sobre as provas de Palocci, mas divulgou trechos da delação antes das eleições de 2018.

Palocci não conseguiu um acordo com a Procuradoria, mas sua colaboração foi aceita pela Polícia Federal e homologada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Toffoli, relator desde a aposentadoria de Lewandowski, em abril do ano passado, de um processo sobre a validade de decisões com uso de provas da Odebrecht, declarou essas provas inválidas em qualquer jurisdição.

Em 2023, ele suspendeu multas significativas, como a de R$ 10,3 bilhões contra a J&F e a do acordo com a Novonor.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

3 comentários
  1. Ayrton Flores Nunes
    Ayrton Flores Nunes

    O que se esperar do amigo do amigo de meu pai, só isso

  2. Francisco das Chagas Alves Pinto
    Francisco das Chagas Alves Pinto

    Acredito que chegará a vez desse corrupto também!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade