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Política

Transparência Internacional critica decisão de Gilmar Mendes

Organização vê padrão em atuação do ministro e cobra reação do Senado

O ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Transparência Internacional criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que suspendeu a quebra de sigilos da empresa Maridt, ligada ao também ministro Dias Toffoli.

Segundo a organização, Gilmar já adotou “estratégia semelhante” ao “ressuscitar ação antiga para permitir que investigados peticionem diretamente a ele, driblando relatores e instâncias”. Dessa forma, o procedimento dele indica um possível padrão de atuação.

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“Assim como blindou a Maridt dos Toffoli, usou manobra similar para anular toda a investigação sobre a corrupção na FGV, parceira de sua empresa IDP no Gilmarpalooza”, diz nota da Transparência Internacional publicada no X. “Tudo indica ser um método”.

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A organização também menciona reportagens sobre o tema. “As investigações da corrupção da FGV acabaram em pizza”, diz o texto. Nesse cenário, a Transparência Internacional defende que “o Senado (e o país) precisam lutar para que o mesmo não aconteça nas investigações do Master e suas relações com Toffoli e outras autoridades”.

Medida de Gilmar Mendes amplia sensação de impunidade

Por fim, a publicação afirma ainda que a medida do ministro amplia a percepção de impunidade e cobra reação institucional. A organização conclui que “a impunidade desses agentes influentes através de manobras do decano afunda, ainda mais, o STF em sua degradação institucional”.

A manifestação ocorreu depois de Gilmar suspender a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt. Quem determinou a medida foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Na decisão, o ministro classificou a quebra de sigilo como “destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida” e afirmou que ela “apresenta narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”.

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1 comentário
  1. Joaz Santana Praxedes
    Joaz Santana Praxedes

    Só a prisão de ministros que descumprem as leis, depois da expulsão de suas cortes e submissão ao processo legal, pode evitar a presença nas cortes de indivíduos que estão lá para cumprir interesses de bandidos. Se continuarem lá, o mal sempre triunfará.

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