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Política

Transparência Internacional critica inércia da PGR

Entidade reclama de falta de medidas contra a J&F

gonet pgr
Paulo Gonet é o atual chefe da Procuradoria-Geral da República, que recebe críticas de organismo internacional | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A divisão no Brasil da organização sem fins lucrativos Transparência Internacional criticou, nesta sexta-feira, 20, a Procuradoria-Geral da República (PGR). Para a entidade, o Ministério Público Federal falha em não adotar medidas contra a J&F, grupo controlado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista.

“Até quando a PGR permanecerá inerte?”, indagou a Transparência Internacional, em mensagem nas redes sociais. “A J&F, protagonista de um dos maiores esquemas de corrupção da história, injetou R$ 26 milhões na empresa que negociou com o fundo que Toffoli era sócio oculto.”

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A crítica da organização ocorre diante a revelação de que a J&F injetou R$ 25,9 milhões na PHB Holding. A transferência ocorreu no ano passado, informa o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

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Sob controle do advogado Paulo Humberto Barbosa, que tem histórico de serviços prestados às companhias dos irmãos Batista, a PHB Holding comprou da Maridt participação no Tayayá, resort localizado em Ribeirão Claro (PR). A Maridt tem como sócios irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

“Antes, Toffoli havia suspendido a multa de mais de R$ 10 bilhões à J&F”, lembra a Transparência Internacional. A decisão do magistrado em favor da companhia ocorreu em 20 de dezembro de 2023.

Sem objeção da PGR, decisão de Toffoli prejudicou estatais

A decisão de Toffoli que suspendeu o pagamento da multa imposta à J&F prejudicou o caixa de empresas estatais. Somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deixou de receber R$ 1,75 bilhão, mesma quantia que deveria ser paga à Caixa Econômica Federal e aos fundos de pensões dos funcionários aposentados da própria instituição financeira e da Petrobras.

Sem o pagamento da multa bilionária, a União deixou de arrecadar R$ 1 bilhão. Por fim, o Fundo Garantia do Tempo de Serviço não recebeu R$ 500 milhões.

Leia também: “Toga fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 295 da Revista Oeste

2 comentários
  1. PCC
    PCC

    Na verdade ele é parte do grupo, sua função é exatamente essa, não fazer nada.

  2. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    O capacho da peruca é o Protetor Geral da República blindando as maracutaias da quadrilha que tomou conta do Brasil

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