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Política

Tribunal de Contas da União dá aval ao Exército para comprar blindados de Israel

Em abril, o grupo israelense Elbit Systems venceu uma licitação para o fornecimento de 36 veículos à Força Armada brasileira

blindados israelenses - exército brasileiro
Empresa israelense venceu licitação para oferecer blindados ao Exército brasileiro | Foto: Divulgação/Elbit Systems

O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou, na última semana, que as leis brasileiras não impedem que as Forças Armadas, sobretudo o Exército, comprem material de empresas sediadas em países que estejam em guerra. O órgão também avaliou que não há tratados internacionais de que o Brasil seja signatário que criem empecilhos a esse respeito.

A decisão respondeu a um questionamento do Ministério da Defesa e foi tomada por unanimidade.

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Em abril, o grupo israelense Elbit Systems venceu uma licitação para o fornecimento de 36 veículos blindados destinados à artilharia do Exército do Brasil. Agora, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa resolver pendências internas antes de fechar negócios. Uma delas é o posicionamento contrário à aquisição por parte de Celso Amorim, assessor-chefe de Assuntos Internacionais da Presidência da República.

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Críticos da compra afirmam que é inconsistente o governo brasileiro adquirir equipamentos militares de Israel, cujas ações na Faixa de Gaza são criticadas por Lula. Esse grupo também afirma que a compra dos obuseiros israelenses pelo Exército do Brasil, por quase R$ 1 bilhão, poderia financiar os ataques israelenses aos palestinos. Pelo critério técnico e de menor preço, a companhia de Israel venceu a licitação contra empresas de França, China e Eslováquia.

O ministro da Defesa, José Múcio, pretende dar uma contrapartida: em vez da compra dos 36 veículos, a Força Terrestre ficaria com apenas duas unidades para testes. Caso sejam aprovadas, os demais 34 obuseiros seriam comprados pelo governo brasileiro com a condição de os armamentos serem produzidos no país.

Essa ação envolveria a Ares Aeroespacial e a AEL Sistemas, empresas brasileiras que podem gerar até 400 empregos diretos. Uma das grandes pautas defendidas por Lula neste terceiro governo é a retomada da indústria de defesa do Brasil.

A licitação do Exército

Míssil comprado pelo Exército Brasileiro
Exemplo de míssil disparado a partir de blindado do Exército | Foto: Divulgação/Rafael Advanced Defense Systems

A Força Terrestre abriu licitação para a compra dos armamentos em 2017, alegando necessidade de modernização do equipamento. O sistema adquirido pelo Exército Brasileiro já é operado em outras forças militares.

Os Exércitos da Dinamarca, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte, e da Colômbia operam a versão mais atual. Diversos outros países, como Filipinas e Tailândia, operam versões mais antigas do aparelho de origem israelense.

Um obuseiro é uma peça de artilharia que lança projéteis em trajetórias curvas, permitindo atingir alvos que estão protegidos por obstáculos ou em áreas inacessíveis a tiros diretos. Ao contrário de canhões, que disparam em linha reta, o obuseiro é ideal para ataques de longo alcance e com maior ângulo de elevação, o que o torna mais eficaz em terrenos acidentados.

Leita também: “Veto à compra de blindados de Israel é político, diz ministro da Defesa”


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

3 comentários
  1. Fausto Góes Fontes Neto
    Fausto Góes Fontes Neto

    Pagamos campanhas de políticos corruptos. Agora pagaremos blindados para nos pegar nas ruas.

  2. Fausto Góes Fontes Neto
    Fausto Góes Fontes Neto

    Pagamos campanhas de políticos corruptos. Agora pagaremos blindados para nos pegar nas ruas.

  3. Christian
    Christian

    E o Brasil perde para a ideologia de um anão diplomático que nem ministro é.

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