TSE identifica 5 vulnerabilidades nas urnas eletrônicas

De acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, não há risco para o resultado das eleições de 2022
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O TSE concluiu o teste de segurança das urnas eletrônicas
O TSE concluiu o teste de segurança das urnas eletrônicas | Foto: Jonne Roriz/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira, 29, os resultados do Teste Público de Segurança (TPS) das urnas eletrônicas para as eleições de 2022. Cinco dos 29 planos de ataque apresentados pelas entidades participantes do exame conseguiram ultrapassar as barreiras de segurança.

O quinto ataque, realizado por peritos da Polícia Federal (PF), foi o mais grave. Os profissionais conseguiram invadir a rede de transmissão de votos das urnas e entrar na rede do tribunal. Entretanto, não conseguiram mexer no sistema nem adulterar voto algum. Isso será averiguado pelo TSE.

As outras investidas também mostraram as possíveis debilidades do sistema. O primeiro ataque, feito com o acoplamento de um painel falso sobre o painel original da urna, conseguiu ler os votos depositados.

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O segundo ataque foi realizado por meio do desembaralhamento do boletim de urna (uma cédula impressa que contém a totalização dos votos dos eleitores após o fim do pleito). Os resultados são repassados de maneira embaralhada para o sistema do TSE, com o objetivo de evitar o vazamento de dados sigilosos. Todavia, os hackers conseguiram desfazer esse sistema de proteção.

No terceiro ataque, os participantes do exame ultrapassaram a barreira de segurança da rede de transmissão, mas pararam na barreira de segurança na entrada da rede do TSE. O ministro Luís Roberto Barroso admitiu que essa invasão representa uma ameaça à segurança do sistema.

O quarto ataque, por sua vez, focalizou no fone de ouvido da urna, que é utilizado para dar suporte às pessoas com deficiência visual. Com um equipamento de tecnologia bluetooth, foi possível transmitir para outra pessoa o que estava sendo dito na cabine. O voto de quem utilizasse esse sistema seria impactado, portanto, de maneira a alterar a contagem final.

O teste das urnas eletrônicas foi concluído no último sábado, 27.

Leia mais: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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