O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antônio Carlos Ferreira renovou o pedido de vista no julgamento que pode cassar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), adiando a decisão para 2026.
No despacho da quinta-feira 4, Ferreira pediu mais prazo diante da “relevância, complexidade e grande volume de documentos”. Pelo regimento, pedidos de vista têm prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30; depois disso, o processo deve ser automaticamente liberado.
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O julgamento começou em novembro. A relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação de Castro e Bacellar. Ainda faltam votar Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.
As acusações contra Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar

A ação acusa o governador e seu então secretário de governo de usarem estruturas públicas para fins eleitorais, com a contratação irregular de 27 mil funcionários temporários na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro e mais 18 mil na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, supostamente para atuar como cabos eleitorais em 2022. Castro nega irregularidades.
A prorrogação ocorre na mesma semana em que Bacellar foi preso pela Polícia Federal, sob suspeita de fazer vazarem informações sobre uma investigação que mirava o ex-deputado Thiego Santos, o TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.
A defesa nega. A CCJ da Alerj se reúne às 15h desta sexta-feira 5 para decidir se mantém a prisão, decisão que ainda terá de ser analisada pelo plenário na segunda-feira 8.
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Porque a justiça não investiga a acusação contra o filho do Lula?