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Política

Vereador de cidade da Grande SP mudou declaração de raça 4 vezes desde 2014

Lucas do Liceu, do PP de Itaquaquecetuba, se declara preto — mas já se apresentou como branco e pardo

vereador trocou raça
O vereador Lucas do Liceu já se declarou 'branco' ou 'pardo', por falta de 'letramento racial' | Foto: Divulgação/Facebook/Lucas do Liceu

O vereador Lucas do Liceu (PP-SP), de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, trocou sua declaração de raça à Justiça Eleitoral quatro vezes. As alterações ocorreram desde 2014.

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Ao jornal Folha de S.Paulo, o político disse que seu partido era responsável por realizar as declarações.

Conforme Liceu, ele sempre se definia como branco ou pardo por não ter “letramento racial”. Atualmente, no entanto, o vereador se declara preto.

O Tribunal Superior Eleitoral discute a possibilidade de impedir que os candidatos mudem a autodeclaração de raça entre eleições.

Histórico de vezes que o vereador “mudou” de raça

vereador mudou raça
O vereador Lucas do Liceu, do PP de Itaquaquecetuba (SP), já se declarou ‘branco’ ou ‘pardo’; ele, que agora afirma ser ‘preto’, afirma que isso ocorreu por falta de ‘letramento racial’ | Foto: Reprodução/Facebook/Lucas do Liceu

Em 2014, como candidato a deputado estadual pelo PPL, Liceu declarou-se branco. Dois anos depois, em busca de vaga de vereador pelo mesmo partido, descreveu-se como pardo.

De acordo com a Folha, em 2018, em busca do cargo de deputado estadual pelo Patriota, voltou a se declarar branco.

Em 2020, ano em que conseguiu o cargo de vereador de Itaquaquecetuba pelo PP, registrou-se como pardo. Por fim, em 2022, em nova tentativa de se tornar deputado estadual, apresentou-se em sua ficha como preto.

Leia também: “Racismo reverso”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na edição 201 da Revista Oeste

Conforme Liceu, as declarações nunca o favoreceram. Ele afirmou que, na última eleição, não recebeu recursos financeiros do partido nem do fundo eleitoral.

“Minha ascendência provém de pessoas pretas”, disse o vereador de Itaquaquecetuba. “Entendendo que pardo não existe como raça, é apenas uma definição de cor criada pela colonização para definir a mistura.”

Liceu diz que, “ciente dessa construção social”, ele se autodeclara negro, “bem como considera o Estatuto da Igualdade Racial, que define como negro o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas”.

Leia também: “A educação como arma”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na edição 202 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Digno de ser o proximo presidente do Senado. E mais claro que o covarde que temos ajoelhado la. Em terra dirigida por cachaceiro, presepeiro, corrupto e mitomano essa coisa parece escoteiro.

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