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Política

Vereador preso por suspeita de tráfico atuava em facção desde 2020

Justiça decreta prisão preventiva, e Câmara suspende mandato

O vereador Lucas de Souza Lemos: no tráfico desde 2020, segundo promotoria | Foto: Divulgação/ Câmara Municipal de Itabela
O vereador Lucas de Souza Lemos: no tráfico desde 2020, segundo promotoria | Foto: Divulgação/ Câmara Municipal de Itabela

O Ministério Público da Bahia denunciou o vereador Lucas de Souza Lemos (União Brasil), do município de Itabela, no extremo sul da Bahia. A acusação é principalmente de envolvimento com o tráfico de drogas e vínculo estável à facção criminosa Bonde do Maluco (BDM). Segundo a promotoria, o parlamentar atuava desde 2020 de forma contínua e estruturada dentro da organização.

De acordo com o Ministério Público, a participação do vereador na facção se intensificou a partir de 2022. Neste período, ele teria passado a exercer funções estratégicas no esquema criminoso. Entre as atribuições estariam o financiamento de atividades ilícitas, o apoio logístico ao tráfico de entorpecentes e o compartilhamento de informações “sensíveis” sobre grupos rivais.

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Polícia prende vereador em casa de traficante

A prisão em flagrante ocorreu em novembro, durante uma operação da Polícia Militar da Bahia contra integrantes do Bonde do Maluco. Agentes detiveram o vereador em um imóvel sob o uso de um dos líderes locais da facção. Na ação, policiais apreenderam do mesmo modo armas de fogo, munições, aparelhos celulares e drogas. Um dos alvos da operação reagiu à abordagem policial, foi baleado e morreu.

Depois da prisão, a Justiça converteu o flagrante em medida preventiva, mantendo o parlamentar detido enquanto as investigações prosseguem. Na decisão, o Judiciário destacou o risco de reiteração criminosa e a gravidade dos fatos atribuídos ao vereador.

Leia também: “Homens e porcos”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 301 da Revista Oeste

O Ministério Público sustenta da mesma forma que o parlamentar participou de ações para dificultar investigações policiais, incluindo tentativas de ocultação de provas e práticas de contrainteligência a favor da facção. As condutas, segundo os promotores, reforçariam o vínculo estável do vereador com a organização criminosa.

Em razão da prisão, a Câmara Municipal de Itabela determinou a suspensão do mandato do vereador e de sua equipe de gabinete, em cumprimento a decisão judicial. O regimento interno do Legislativo prevê a convocação de suplente caso o afastamento se prolongue. Em nota, o União Brasil informou que acompanha o caso e aguarda o andamento do processo judicial para avaliar eventuais medidas no âmbito partidário. A defesa do vereador não se manifestou.

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