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Vereadores de São Paulo aprovam cachê para 'lives'

Apenas cinco parlamentares foram contrários à destinação de dinheiro público para artistas que fazem shows via internet

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Vereadores liberaram prefeitura de São Paulo para remunerar artistas | Foto: CANVA

Apenas cinco parlamentares foram contrários à destinação de dinheiro público para artistas que fazem shows via internet

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Vereadores liberaram prefeitura de São Paulo para remunerar artistas | Foto: CANVA

Com aval de maioria absoluta dos vereadores de São Paulo, a prefeitura da capital paulista está liberada para repassar recursos públicos (ou seja, dinheiro pago pelo contribuinte) para artistas que realizam apresentações via internet, as populares lives. Na noite de quarta-feira, 1º de julho, apenas cinco integrantes do Legislativo municipal votaram contra a emenda que liberou essa iniciativa.

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A questão de pagamento de shows por parte da prefeitura de São Paulo, via Secretária Municipal de Cultura, foi aprovada como emenda de um projeto que, originalmente, visava levantar mais recursos para um programa de alfabetização de jovens e adultos da cidade. Mesmo sem ter relação direta com o tema, o pagamento por transmissões online foi pautado pela Câmara dos Vereadores e contou com apoio de 43 integrantes do Parlamento.

Aprovado pelo Legislativo, o projeto — com a inclusão da emenda sobre pagamento por lives — seguirá para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB). O mandatário tucano já se mostrou, aliás, um entusiasta do programa. Até agora, ele não explicou a razão de, em meio ao estado de calamidade pública enfrentada pelo país todo, a prefeitura de São Paulo liberar dinheiro público para quem realiza apresentações por meio de plataformas digitais.

Os cinco vereadores que votaram contrários à emenda foram:

  • Janaína Lima (Novo);
  • Fernando Holiday (Patriota);
  • Caio Miranda Carneiro (DEM);
  • Camilo Cristófaro (PSB);
  • Gilberto Nascimento Jr. (PSC).

Reclamações

Logo após a votação, Janaína Lima demonstrou a sua insatisfação. De acordo com ela, a prefeitura deveria destinar recursos dos contribuintes para outras ações. “É um absurdo em plena pandemia utilizar esse recurso, para fomentar a política como justificativa de fomento cultural”, publicou a vereadora do Novo por meio de seu perfil no Twitter.

Além de votar contra o projeto, Holiday avisou que irá acionar a prefeitura na Justiça. Conforme declaração do próprio parlamentar, o “pagador de impostos merece respeito com seu dinheiro”.

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2 comentários
  1. Silvia Tenga Custódio
    Silvia Tenga Custódio

    Enquanto isso as escolas paradas , poderia usar esse dinheiro para melhorias nas escolas para receber os alunos quando retornarem.( Pintura, higienização,)

  2. alfredo
    alfredo

    Esses canalhas não perdem a oportunidade para saquear o erário. E não adianta recorrer à “justiça”, pois, certamente, vai parar no “STF’, e o resultado, todos nós já conhecemos.

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