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Nesta terça-feira, 30, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado Washington Reis (MDB) e sua irmã, Jane Reis (MDB), pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes. A ação é parte da segunda fase da Operação Anáfora, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa, envolvendo ocultação de bens e gastos incompatíveis com a renda declarada.
A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 30, mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado Washington Reis (MDB). A ação também mira a irmã dele, Jane Reis (MDB), pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes (PSD).
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O caso faz parte da segunda etapa da Operação Anáfora. A primeira fase ocorreu em 2022, quando Washington Reis tentou ser vice na chapa de Cláudio Castro (PL), antes de desistir por problemas na Justiça.
O esquema investigado pela PF
Os investigadores da PF afirmam que os envolvidos escondiam bens em nome de terceiros. O grupo também fazia gastos incompatíveis com a renda declarada e fechava negócios suspeitos com imóveis. A polícia apura crimes de lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa.
A Justiça enviou os policiais para cumprir 14 mandados de busca e apreensão. Quatro ordens partiram do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, porque a investigação cita a época em que Washington Reis trabalhou como secretário de Estado.

A PF separou os alvos em duas frentes. Uma delas foca a empresa Laticínio Vale Carioca, suspeita de ocultar o dinheiro do ex-deputado. A outra frente investiga pessoas ligadas ao empresário Mario Peixoto.
Os policiais não fizeram buscas no endereço de Jane Reis. Mesmo assim, os investigadores analisam a atuação dela na WR Participações, a empresa de imóveis da família Reis.
As respostas dos citados
Washington Reis divulgou uma nota para negar qualquer ligação com o laticínio citado no inquérito. Ele declarou que as empresas que sofreram buscas não pertencem à sua família. O ex-deputado disse ainda que a WR Participações tem 18 anos de mercado e nunca usou dinheiro vivo em transações.
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O advogado Alexandre Lopes, que defende o empresário Mario Peixoto, criticou a iniciativa da PF. O defensor disse que a medida é ilegal, porque usa fatos de 2020 para justificar buscas em 2026.
Transações imobiliárias sob suspeita
O Coaf já havia apontado movimentações atípicas na empresa dos Reis no passado. Em 2022, uma reportagem da Folha de S.Paulo revelou que a firma comprou um terreno por R$ 120 mil em Duque de Caxias. A WR revendeu o mesmo espaço sete meses depois por R$ 1,3 milhão, um lucro de 983%.
O valor da compra foi muito abaixo do esperado. Dois anos antes, o próprio governo do Estado avaliou a área em quase R$ 1 milhão para uma desapropriação que acabou cancelada.
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À época da reportagem, Washington Reis justificou que o ganho expressivo veio de sua habilidade com o mercado. Ele disse que sabe negociar e reconhece boas oportunidades na região.
A família Reis comanda a política em Duque de Caxias, o segundo maior colégio eleitoral do Rio.
Eduardo Paes copia o PT.