O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o rosto de uma “rápida volta” da família Bolsonaro ao topo da política brasileira. Em reportagem publicada nesta terça-feira, 7, o jornal britânico Financial Times afirma que o parlamentar, de 44 anos, emergiu como um candidato “altamente competitivo” para a sucessão presidencial. O periódico destaca pesquisas recentes que já mostram o senador em empate técnico ou em posição superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O veículo destaca que a família parecia “politicamente acabada” no final do ano passado, com Jair Bolsonaro preso e Eduardo Bolsonaro em exílio nos Estados Unidos. Contudo, Flávio agora orquestra uma recuperação baseada no descontentamento dos eleitores com a economia e a segurança pública. Ao jornal, o senador afirmou que o país exige um governo “mais jovem, moderno e com mais energia”.
Contraste de imagem e moderação
O Financial Times descreve Flávio como o membro “de temperamento mais moderado” do clã. A reportagem ressalta que o tom do senador é menos agressivo e confrontador do que o do pai. Apesar da diferença de estilo, a plataforma política permanece fiel às bases do bolsonarismo.
O veículo destaca que seu plano de governo mistura pautas sociais e de segurança com uma visão econômica liberal. Ele exemplifica com uma posição do pré-candidato à Presidência: Flávio defende a redução da maioridade penal para 16 anos (e 14 anos em crimes graves), inspirando-se no modelo de encarceramento em massa de Nayib Bukele, em El Salvador.
Política externa e economia
Em entrevista ao jornal, Flávio criticou a condução diplomática do atual governo. Ele afirmou que Lula é hostil aos Estados Unidos e excessivamente favorável à China. “O presidente Lula erra ao fechar as portas para os EUA e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, declarou ao Financial Times.
No campo econômico, o senador propõe corte de impostos e privatizações, incluindo a dos Correios. Ele sustenta que a redução de gastos ajudará a baixar as taxas de juros. O jornal observa, entretanto, que parte do setor empresarial ainda aguarda demonstrações de que o candidato esteja disposto a tomar decisões orçamentárias difíceis.
O peso do legado
A reportagem revela que o senador precisará lidar com o histórico familiar e investigações passadas, mas todos os casos já foram arquivados e negados por ele. “Analistas políticos esperam que o time de Lula comece a atacar Bolsonaro por seu passado”, afirma o veículo sobre as eleições deste ano.
O PT já sinaliza que a estratégia será associar Flávio ao movimento de direita radical. O ministro Wellington Dias (PT) chegou a classificar o parlamentar como “um lobo tentando se disfarçar”, relembra o Financial Times.
Em seu depoimento, Flávio Bolsonaro rechaçou as comparações diretas com a liderança do pai ao ser questionado sobre assumir a Presidência. “Eu nunca chegarei perto dele”, concluiu. “Seria como comparar o filho do Pelé com o próprio Pelé.”
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Para mim está claro. Aposto no legado de Jair Messias Bolsonaro. Ele indicou Flávio Bolsonaro, que reúne todas as credenciais para governar o Brasil e está disposto a fazer reformas profundas. Mas precisamos da maioria no Senado para a varredura de toda toxina que atrofia nossas instituições.