Weintraub afirma que não vê Tarcísio como inimigo, mas sim como adversário

O ex-ministro da Educação e o atual ministro da Infraestrutura são apontados para disputar o governo de São Paulo
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, em entrevista a Oeste, falou abertamente pela primeira vez sobre os nomes já cogitados como possíveis adversários na disputa das eleições em 2022. Weintraub não descartou concorrer ao governo de São Paulo e até mesmo a uma vaga para o Senado.

Em um cenário que pode dividir o movimento conservador, são apontadas como pré-canditadas ao Senado pelo Estado de São Paulo: a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e a médica Nise Yamaguchi. Para o governo do Estado paulista, o nome sugerido pelo presidente da República Jair Bolsonaro (PL) é o do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

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Para o ex-ministro da Educação, numa eventual disputa com esses três nomes, não haveria rivalidade entre inimigos, mas sim, entre adversários políticos. Além disso, Weintraub afirma que a linha de pensamento, apesar de semelhante, difere dos outros possíveis candidatos. “A linha de pensamento deles não é igual a minha e de meu irmão, porque nós somos conservadores, anti-sistema, não queremos ficar batendo papo furado com quem tem ligação com esquema de corrupção ou com quem prega o absurdo”, disse o ex-ministro. “Estou aqui para defender os valores que acredito, coisa que eu não vejo na mesma proporção, nesses nomes que mencionei”.

Weintraub reconhece que ambos são isentos de envolvimento com corrupção, mas questiona a forma como seus possíveis adversários irão enfrentar situações onde há pressão de grupos de esquerda. “Se eu sair candidato por outra frente, enfrentaria questões como, por exemplo, fechar a TV Escolha ou a TV Cultura, que recebe R$ 800 milhões durante um mandato. Acho que esses três nomes [Nise, Janaína e Tarcísio] não fariam isso, vão querer conversar.”

O ex-ministro disse ainda que, por enquanto, não está preocupado com o cargo, e que virá ao Brasil em janeiro para conversar e sentir o clima.

“Quero organizar um movimento conservador realmente de direita, sem papo furado, sem recuar, nem alisar com essa turma”.

Weintraub deixa claro que, se eleito, não irá se unir a pessoas com envolvimento em esquemas de corrupção. “Não quero trabalhar com pessoas que estavam na lista da Odebrecht, por exemplo”, em referência à lista de pessoas beneficiadas no esquema investigado pela Operação Lava-Jato.

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4 comentários Ver comentários

  1. Se a direita não se organizar, vai gastar energia inutilmente e perder o espaço conquistado nas últimas eleições.

    Evitem dividir o eleitorado conservador. Isso fortalece a esquerda.

    1. Esse Weintraub é um falastrão, vive falando asneiras, deveria ficar quieto e agradecer ao Presidente por estar no maravilhoso “exílio” do Banco Mundial, não se elege deputado estadual e quer dar uma de cacique da política, se enxerga!!!

  2. Wentraub deve vir para senador e Tarcísio governador
    A Nise yamaguchi poderia ser senadora pelo Amazonas, desbancar o fdp do O Mal AZIA não tem preço que pague

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