YouTube censura canal da Alesp por exibir documentário crítico ao lockdown

Filme dirigido por Ian Maldonado baseia-se em fontes primárias, documentos oficiais e publicações científicas

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<i>Lockdown, uma história de desinformação e poder</i> é dirigido por Ian Maldonado
Lockdown, uma história de desinformação e poder é dirigido por Ian Maldonado | Foto: Divulgação

O YouTube suspendeu na segunda-feira 27 o canal oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A punição foi imposta depois de o deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) exibir, durante uma audiência, o documentário Lockdown, uma história de desinformação e poder.

O filme, com direção de Ian Maldonado, foi idealizado no início da pandemia de coronavírus, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não tinha uma posição definitiva em relação às medidas restritivas. Apesar de o YouTube alegar que o documentário divulga informações médicas incorretas, a produção baseou-se apenas em documentos oficiais e publicações científicas.

“Não é um filme negacionista”, afirma Maldonado. “É um documentário que faz a cronologia dos fatos que envolvem a pandemia, as políticas de isolamento e a propaganda do medo. Apenas acredito, como diretor do documentário, que tanto as máscaras quanto as vacinas devem ser decisões pessoais.”

Segundo Douglas Garcia, não é a primeira vez que o YouTube derruba vídeos publicados no canal oficial da Alesp. “Até audiências públicas, cuja natureza é dar voz ao povo, sofreram censuras por parte da plataforma”, ressaltou. “Exatamente por isso, tinha protocolado um requerimento, que está na comissão dos Direitos do Consumidor, para que um representante do YouTube venha até a Assembleia Legislativa e explique esses atos de censura.”

O YouTube informou que o caso está sob análise e que todos os conteúdos publicados em seu site precisam seguir as Diretrizes de Comunidade. “Além de uma combinação de inteligência de máquina e revisores humanos, também contamos com denúncias de usuários para identificar materiais com conteúdo suspeito e manter a comunidade segura”, comunicou a plataforma.

Leia também: “O lockdown foi em vão?”, artigo de Fraser Myers, da Spiked, publicado na Edição 112 da Revista Oeste

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