A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quarta-feira, 3, a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para prestar depoimento sobre a atuação da Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A. — empresa da família dele — no mercado de empréstimos consignados oferecidos a aposentados e pensionistas.
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A votação da convocação de Zema foi simbólica e referendou o requerimento apresentado pelo deputado federal Rogério Correia (PT). A oposição tentou transformar o requerimento em convite, com a confirmação da ida do governador de Minas Gerais ao colegiado, mas a esquerda não quis fechar o acordo.
A convocação ocorre num momento em que a CPMI avança na apuração sobre possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados a beneficiários do INSS, área em que a financeira do grupo familiar aparece entre as empresas autorizadas a operar.
Zema encaminha ofício à CPMI do INSS

Antes mesmo da votação, o governador enviou um ofício ao senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, no qual pedia o indeferimento do requerimento. Na manifestação, Zema argumentou que a iniciativa teria “propósito político-eleitoral” e seria incompatível com a investigação técnica conduzida pela CPMI.
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O governador mineiro sustentou que não participa da administração da empresa desde outubro de 2018, citando atas registradas na Junta Comercial, e que, portanto, não teria condições de esclarecer questões relativas à gestão operacional da financeira de 2015 a 2025 — intervalo solicitado no requerimento que pedia quebra de sigilo.
“O requerente não participa da administração da companhia desde 2018”, disse Zema no documento. “Eventuais esclarecimentos reputados necessários podem e devem ser prestados pelo presidente da companhia ou pelos diretores administrativo-financeiro e de risco-compliance.”
O ofício também destacou que a diretoria atual da empresa é composta de executivos sem vínculo familiar, conforme ata de assembleia de 24 de agosto de 2024 registrada na Jucemg.






































A esquerda é amaldiçoada.
Ou seja, só convoca direita e só direita vai ser indiciada.