João Silva, publicitário | Foto: Arquivo Pessoal
João Silva, publicitário | Foto: Arquivo Pessoal

‘Lula morreu e levou junto a esquerda’

Segundo o publicitário João Silva, especialista em marketing político, o ex-presidente não conseguiu aprovar nenhuma pauta relevante para os brasileiros

O marqueteiro João Silva, 61 anos, deixou a Cidade Baixa de Salvador, na Bahia, para se tornar um dos publicitários mais premiados do Brasil. É criador de mais de mil marcas, entre as quais os dois “LLs” da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello e o símbolo da paz do grupo cultural Olodum.

Ao longo de sua carreira, Silva diz ter aprendido na prática os meandros da política nacional. “Trabalhei para muitos partidos, como o PT e o PCdoB”, contou. “Sei como esses grupos agem. Percebo uma enorme diferença entre o discurso e a prática da esquerda. Eles fazem discursos bonitos, mas não praticam o que pregam.”

Ele também é crítico da imprensa tradicional, a quem qualifica como parcial e atordoada. “Na área de comunicação e marketing, não há ninguém que pense diferente concedendo entrevistas”, observou o marqueteiro. “Veículos como a Rede Globo, a CNN Brasil, O Estado de S. Paulo e a Folha de S.Paulo chamam apenas as figurinhas carimbadas de sempre.”

Silva também analisou a administração do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a politização da pandemia de coronavírus. A seguir, os principais trechos.

De que forma o senhor avalia a imprensa brasileira?

É estranho perceber o bombardeio que o governo e os direitistas estão sofrendo. Na área da comunicação e do marketing, não há ninguém que pense diferente concedendo entrevistas à imprensa. Veículos como a Rede Globo, a CNN Brasil, O Estado de S. Paulo e a Folha de S.Paulo chamam apenas as figurinhas carimbadas de sempre. Essas pessoas foram beneficiadas pelo governo Lula. E falam sobre comunicação política com ares de independência. Ocorre que uma parcela da população fica à mercê dessas “informações”, que passam a ser consideradas verdades absolutas. É como se estivéssemos todos anestesiados. A imprensa tradicional está atordoada com a capacidade de a população de ter acesso direto às informações.

Michael Jackson com a camiseta do Olodum | Foto: Divulgação

O que o senhor pensa da esquerda brasileira?

Ao longo da minha carreira, trabalhei para muitos partidos, como o PT e o PCdoB. Sei como esses grupos agem. Percebo uma enorme diferença entre o discurso e a prática da esquerda. Eles fazem discursos bonitos, mas não praticam o que pregam. A preocupação social, por exemplo, é uma bandeira legítima. Mas foi sequestrada de maneira desonesta pela esquerda.

Como o senhor vê a administração Bolsonaro?

O governo federal está tomando uma série de providências que fortalecem o Brasil. Mas a imprensa não vê, e o Supremo Tribunal Federal (STF) interfere constantemente nos assuntos do Executivo. Apesar da pandemia de coronavírus, do “fique em casa” e das irresponsabilidades da oposição, Bolsonaro está promovendo as reformas necessárias. Muitos profissionais de comunicação o criticam apenas porque o presidente não faz uso da mídia tradicional. Eles se sentem prejudicados, visto que Bolsonaro não depende do trabalho dos marqueteiros tradicionais. Mas o presidente está de pé exclusivamente pela forma pessoal como lida com a comunicação. Ele trata dos assuntos com simplicidade, de forma direta.

O estilo de Bolsonaro “bateu, levou” causou prejuízos desnecessários

E em quais assuntos o governo precisa melhorar?

Bolsonaro deve ter receio de receber conteúdo de marqueteiros antigos, que usam as mesmas fórmulas do PT. Eles mandam os candidatos usarem gravatas rosa, para que fiquem bem com os identitários e com a comunidade gay. A maioria dos publicitários pensa assim. Quando o presidente decidiu cortar as verbas publicitárias, penso que fez isso de forma abrupta. Ele queria dar uma resposta à sociedade e à indústria da comunicação. Mas faltou estudo de caso — saber quanto cortaria, quando seria feito e em quais condições. Isso tudo poderia ser feito com menos dor. O estilo de Bolsonaro “bateu, levou” causou prejuízos desnecessários.

Qual cenário o senhor projeta para as eleições de outubro?

Em 2018, havia dito que Bolsonaro venceria as eleições presidenciais. Fui criticado pelos colegas de esquerda — ministros, senadores, deputados e prefeitos. Neste ano, volto a dizer a mesma coisa: Bolsonaro vencerá a disputa eleitoral. Quando vou às ruas e vejo as manifestações populares, que, aliás, a imprensa tenta esconder e não consegue, percebo quantas pessoas apoiam o presidente da República. É como diz o escritor Guilherme Fiuza: “Se as urnas não tiverem vontade própria”, Bolsonaro deve ser eleito no primeiro turno. As práticas da velha política, disseminadas atualmente por pessoas como Omar Aziz [PSD] e Renan Calheiros [MDB], não são capazes de transformar o eleitor em curral eleitoral. Os mesmos marqueteiros que hoje trabalham contra Bolsonaro também trabalhavam para os partidos de esquerda em 2018. Eles não entenderam que, quando você conta uma mentira, alguém pode pesquisar no Google e descobrir a verdade.

Foto: Divulgação

O senhor se considera de direita ou de esquerda?

Não entro nessa polarização. Isso é coisa de quem tomou vacina batizada. Quando estudei comunicação, meu objetivo era levar informação de utilidade pública para os cidadãos. A esquerda defende as ideias que considero necessárias, mas seus representantes não têm interesse nenhum em pô-las em prática. Ficam apenas no gogó, na enganação. Jaques Wagner, Rui Costa e Lula tiveram mais de 70% de apoio no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas, mas não fizeram absolutamente nada. Não houve nenhum projeto estruturante de Estado. Zero.

Como o senhor analisa a versão atual do ex-presidente Lula?

O PT notou que Lula não pode mais improvisar nos discursos. Estão fazendo com o ex-presidente a mesma coisa que fizeram com Dilma Rousseff. Ele terá de ler os discursos prontos; não conseguirá mais falar em público. Lula morreu e levou junto toda a esquerda brasileira. Ele não promoveu nenhuma das reformas de que o país precisava. Com mais de 70% de aprovação popular, além de quase 100% de apoio do Congresso Nacional, Lula não conseguiu fazer nada. Apenas surfou na onda de estabilidade econômica daquele momento. Ele está velho, quer dizer aquilo em que acredita de verdade. 

Ainda assim, a esquerda continua a eleger seus políticos. Por quê?

Os Estados e os municípios administrados pelos partidos de esquerda têm as piores avaliações. A Bahia, por exemplo, tem os piores índices de educação, saúde, segurança pública e emprego. Mas esses políticos bombardeiam a imprensa com recursos públicos. Despejam altas quantidades de dinheiro dos pagadores de impostos para blogs e rádios, que faturam uma fortuna. O objetivo desse “patrocínio” é não deixar que publiquem notícias negativas. Ao mesmo tempo, as políticas públicas de direita são apresentadas como se fossem ruins, de maneira impositiva, fria e carrancuda. Não há apelo emocional, como a esquerda faz. Mas os benefícios práticos das propostas da direita são maiores. Quando há redução da máquina pública, sobra mais dinheiro para investir na infraestrutura, como fez o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, e na agricultura, como fez a ministra Tereza Cristina. A esquerda faz discursos publicitários mentirosos, e a grande imprensa tenta derrubar o governo. No entanto, depois do WhatsApp e da democratização de informação, não há como enganar a população brasileira.

Esse negócio de “todes” é de uma infantilização. As pessoas começam a pensar que ser intelectual é falar dessa maneira

A politização da pandemia também foi assunto no meio publicitário. O que o senhor pensa a respeito do tema?

Quem tentar fazer uso político da pandemia terá grandes prejuízos. Será desmoralizado. Um momento sério como esse exige preocupação. É preciso entender o que está acontecendo, tentar lidar com o problema. Mas não imaginava que João Doria [PSDB], Renan Calheiros [MDB] e Omar Aziz [PSD] fizessem o que fizeram. Eles tentaram fazer marketing político em uma hora errada. É uma infantilidade.

Como o senhor avalia o debate sobre o racismo?

Levei a campanha “Racismo, aqui não!” para ministérios, governos, secretarias e prefeituras petistas, mas ninguém quis adotar. Nenhum deles tinha o interesse em falar do assunto. A bandeira do combate ao racismo é legítima, mas esse assunto deve ser enfrentado de maneira pacífica, ordeira e honesta. Na hora em que as lideranças políticas começam a estimular conflitos, parece-me uma manobra para sequestrar essa pauta e transferi-la para os movimentos negros. Você repassa os recursos públicos para essas instituições e depois tira foto com os militantes, para mostrar que tem o apoio da “negrada”. Isso é cruel. E a “negrada”, muitas vezes carente, aceita ser cooptada.

De que maneira o senhor avalia a esquerda identitária?

O Jean Wyllys, por exemplo, fala bobagem o tempo inteiro. E a imprensa continua a dar espaço para que mais bobagens sejam ditas. As pautas LGBT querem fazer com que todos sejam gays. Isso é maluquice. Esse pessoal está “dodói” da mente. Uma coisa é fazer campanhas a favor da diversidade, contra a homofobia e o racismo. Outra coisa é querer que a minoria prevaleça diante da maioria. Parece que os militantes caíram em um balde cheio de alucinógenos. Esse negócio de “todes” é de uma infantilização muito grande. As pessoas começam a pensar que ser intelectual é falar dessa maneira. Nessa toada, a Folha de S.Paulo resolveu censurar Antonio Risério. Isso porque o colunista disse que é preciso ficar atento ao racismo dos negros contra os brancos. Não concordo com tudo que Risério diz, mas isso não significa que devo tratá-lo como inimigo. Isso é uma censura infantil, boba. A própria Folha de S.Paulo recusou um artigo meu sobre racismo. Disseram que o assunto não era prioritário.

Leia também “A esquerda sempre foi adepta do regime ditatorial”

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41 comentários Ver comentários

  1. Parabéns pela entrevista!! O entrevistado tem um posicionamento maduro, sensato sobre todos os temas abordados. Quisera tivéssemos mais pessoas do meio midiático com esse tipo de posicionamento.

  2. Excelente entrevista. Parabéns ao entrevistador e entrevistado. Nada melhor do que alguém que trabalhou com os esquerdopatas para mostrar quem eles são de verdade.

  3. stf e tse são golpistas!!! são vergonha INTERNACIONAL e geram insegurança jurídica e desemprego…NINGUÉM INVESTE NUM PAÍS CUJO stf é instável.

  4. Gostei, verdadeiro e combatente do ódio entre raças, quando em nosso pais uniram e miscigenaram-se. Alegra-nos ver Jairzinho filho de Jair Rodrigues se orgulhar de ter pai negro, mãe branca e avó japonesa. Já, não é compreensível famoso cantor negro que entrevistado disse que era preciso criar o POVO NEGRO, e com 3 ou 4 casamentos com brancas e filhos mestiços. Como conviveria sua família com o POVO NEGRO? Mais amor, menos ódio e segregação.

  5. Todos os marqueteiros da sofisticada organização criminosa, o PT, já tiveram problemas com a Justiça: Em 2005, Duda Mendonça confessou à CPI dos Correios ter recebido R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula sob a rubrica de recursos “não contabilizados”, vulgo caixa 2 e foi processado pelo STF; João Santana, e a mulher dele, Mônica Moura, foram condenados a oito anos de prisão cada um pela LavaJato; O atual, Sidônio Palmeira, é acusado pelo Ministério Público de integrar operação ilegal que desviou 7,5 milhões de reais dos cofres públicos. Parece que corrupção e caixa 2 são partes integrantes do DNA petista.

  6. Como diz o Senador Marcos Rogério, ” vai vendo Brasil”, Bolsonaro esculhabou todo o sistema corrupto que imperava no Brasil, claro, ainda existem focos de resistência como STF, Senado Federal, pra não dizer o congresso nacional, mas, contra força não há resistência, vão espernear feitos siris na lata por algum tempo, após a eleição de outubro estarão liquidados. Não haverá fraude nas urnas eletrônicas invioláveis, é sabido que quem te cú tem medo.

  7. Colocou claramente o que é a esquerda, malígna, suja e mentirosa, em todos seus governos prometeram e não cumpriram, vão perecer do cenário político, quanto
    ao racismo atual, LGTB, falou tudo que a maioria acha, mas o grande vilões são
    os ministros do supremo que sancionaram as leis contra homofobia, racismo,
    sendo que existiam lei Afonso Arinos 1.951 contra esses abusos, exarcebando mais as divisões de etinias.

  8. Aonde iriamos ler um entrevistado falar de um assunto com profundidade se não existisse a Revista Oeste? Sou direita moderada, assino também a Veja on line e ao medir as reportagens de ambos, a Veja leva de goleada, e pensar, que durante 30 anos fui assinante da Veja impressa e ao descobrir seu viés esquerdista cai fora.

  9. Adorei conhecer o pensamento deste publicitário de nome tão brasileiro. Inteligente, criativo em sua área, falando algumas verdades de modo direto e corajoso. Espero que sua análise sobre o resultados das próximas eleições esteja correta. Eu penso igual, mas não confio nos métodos do time adversário.

  10. Infelizmente, o entrevistado não teve a percepção que eu já venho advertindo e atraindo muitos críticos por conta disso na Gazeta do Povo. Os eleitores majoritários de Lula da Silva não são os militantes vermelhos, a claque de pessoas que ainda aparecem em comícios e manifestações para aplaudi-lo. Os eleitores de Lula são gente comum, que embora acredite que ele seja corrupto e ladrão, defendem a tese clássica do “rouba, mas faz”. Desde que assumiu a presidência em 2019, Jair Bolsonaro criou problemas desnecessários, atacou a imprensa e as instituições democráticas, esfacelou a base parlamentar que tinha no congresso, atrasou todo o programa de privatizações e adotou posturas negacionistas ao longo da pandemia. São erros sucessivos demais para um ex-capitão, uma pessoa que passou quase 30 anos atuando na política antes de se tornar presidente. Gradualmente, a cada problema criado, a cada aliado rompido, a cada instituição atacada, os adversários do governo e os aliados do ex-presidiário no STF iam se organizando para colocá-lo novamente em campanha e conduzi-lo de novo à presidência. E sinceramente, acredito que apenas uma intervenção divina, a morte de alguém, um fato muito novo e dramático no cenário nacional, para tirar essa eleição do corrupto Lula.

    1. Sr. Luciano qual a base parlamentar que Bolsonaro tinha e esfacelou? Rodrigo Maia? Qual imprensa Bolsonaro atacou? Ou respondeu às agressões?. O senhor conhece o ESTADÃO e seu comportamento desde o primeiro dia de governo Bolsonaro? Até os exames de COVID de Bolsonaro eles levaram ao STF. Não é razoável essa critica ao Bolsonaro que obteve com seu ministério técnico e não politico extraordinários resultados mesmo sendo bloqueado pela imprensa, judiciário, oposição e ressuscitados tucanos que hoje aos 76 anos me envergonho ter sido. Dá para entender FHC, DÓRIA, ALCKIMIN, TASSO apoiarem LULA?

      1. Sr. Antonio Carlos Neves, obrigado pela colaboração. A base parlamentar de Jair Bolsonaro era mais robusta, ideológica, ativa na defesa do governo e passou boa parte do tempo corrigindo os problemas que este praticava a cada semana. Infelizmente, ao invés de se concentrar nos problemas reais que o Brasil esperava resolver, Jair Bolsonaro sempre optava por criar problemas desnecessários e desdenhar das ameaças que Lula da Silva poderia representar. E o resultado estamos vendo neste momento, com a séria ameaça dele voltar a ser presidente do país.

    2. O cara que usa o conceito “negacionista” como válido ou é um inocente, ou um ardiloso tentando passar divisionismo, como parece ser o caso. Um comuna escondido. Mas não consegue. Xô, robô, vai bostejar em outra freguesia.

      1. Sr. Jota Dabliu, obrigado pela colaboração. Infelizmente, eu esperava argumentos melhores e não um ataque pessoal! Sou conservador de direita, não tenho nenhuma simpatia pelo comunismo, mas diferentemente de V. Sa. não sou cego para as insanidades que este governo cometeu desde que assumiu em 2019. E infelizmente, estou vendo pelo retrovisor, a militância vermelha voltar ao Palácio do Planalto.

    3. Luciano, você não é conservador de direita nem no espelho. É um esquerdista roxo e inacreditavelmente desinformado. Seus termos são os preferidos da extrema esquerda: negacionista, instituição atacada, o mesmo blá blá blá de todos. É um que tem vergonha de assumir mas vai votar no 13 com o coração batendo mais forte. Seja mais sincero.

    4. – Vou responder o sr. Luciano, com uma frase que já ficou famosa. “Votei no Bolsonaro para isso mesmo. Temos que sempre condenar e interromper o “status quo”.

  11. O João Silva é boa gente. Eu adoraria ver ele pescar algumas ideias que dançam pela cabeça do pessoal do fundo do sertão. “Branco mata branco. Amarelo mata amarelo. Vermelho mata vemelho. Negro mata negro. Índio mata índio. Gay mata gay. Lésbica mata lésbica. Trans mata trans. Corintiano mata corintiano. Flamenguista mata flamenguista. Pastor mata fiel. Petista mata petista. Direitista mata direitista. Esquerdista mata esquerdista. Comunista mata comunista. Capitalista mata capitalista. Homem mata mulher. Mulher mata homem.Pessoas matam pessoas. Nem todo branco é igual a outro branco. Nem todo amarelo é igual a outro amarelo. Nem todo negro é igual a outro negro. Nem todo índio é igual a outro índio. Nem todo italiano é igual a outro italiano. Nem todo alemão é igual a outro alemão. Nem todo português é igual a outro português. Nem todo russo é igual a outro russo. Nem todo espanhol é igual a outro espanho. Nem todo norte-americano é igual a outro norte-americano. Tem muito mestiço, muitas combinações étnicas, muito preconceito, muita xenofobia no mundo todo. O planeta é superdividido é só olhar o mapa mundi. E existem países que são dividido internamente e que falam dialetos e idiomar diferentes e ainda estão unidos, não se sabe até quando. Até a Bíblia original foi censurada. Quando o Anjo expulso Adão e Eva do Paraíso ele disse: – ide, crescei, multiplicai-vos e dividi-vos…
    Afinal, numa região onde vive a maioria da população negra é lógico que morrem muitos negros assassinados por policiais negros. Ou negros invadem igrejas e matam fieis negros. E nas regiões onde a maioria da população é branca, logicamante a maioria dos bandidos são brancos. Ou são brancos, mas com uma costelinha na senzala e outra na taba. Ou um negro com um DNA escondido de branco ou indígena.
    E pouca gente sabe elogiar acontecimentos extraordinários, como em pequenas cidades onde 90% de eleitores são brancos conseguem eleger e re-eleger prefeitas negras! Ou o contrário: 90% dos eleitores são negros ou pardos, ou mestiços, e elegem e re-elegem um prefeito russo-alemão xucrute!! (Tony Bel).

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