Entrevista intergalática com o Sergio Moro | Foto: Montagem Revista Oeste/Agência Brasil
Entrevista intergalática com o Sergio Moro | Foto: Montagem Revista Oeste/Agência Brasil

Moro no topo do mundo

Uma entrevista intergaláctica com Sergio Moro

Um ET fez uma entrevista intergaláctica com Sergio Moro e nós publicamos aqui com exclusividade:

— Moro, por que você quis se candidatar em São Paulo?

— Porque eu sou maior que Curitiba.

— Maior?

— Não. Muito maior.

— Certo. E você está chateado por terem invalidado a sua pretensão?

— É uma injustiça.

— Por quê?

— Porque se São Paulo serviu para dar um upgrade na biografia do Lula, apagando os crimes dele julgados em Curitiba, eu também deveria ter direito a um upgrade na minha biografia pelo mesmo caminho.

— Faz sentido. Biografia é tudo.

— Tudo.

— Mas você está se comparando com o Lula?

— Não. Sou muito maior que o Lula.

— Certo. Por falar em Lula, você acha que o STF acertou ao reabilitá-lo para a vida pública?

— Prezado, não estou à venda.

— Hein?

— Isso mesmo que você ouviu.

— Mas quem falou em te subornar?

— Ninguém.

— Então por que essa resposta?

— Porque sempre que não sei o que dizer falo essa frase. Acho que soa bem.

— Sem dúvida. Mas sobre o STF ter reabilitado o Lula…

— Prezado, não estou à venda.

— Ah, ok. Entendi. Então mesmo você tendo prendido o Lula, prefere agora não se manifestar sobre…

— Prezado, não estou à venda.

— Perfeito, perfeito. Vamos deixar pra lá essa história da decisão do STF. Só mais uma questão sobre o Lula: é verdade que você disse que a relação do governo do PT com a Polícia Federal era melhor do que a do governo Bolsonaro?

— Sem dúvida.

— Mas o governo do PT não abrigou uma quadrilha que você mesmo combateu ao lado da Polícia Federal?

— Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

— Não?

— Não. Me disseram que pra ser presidente eu tenho que atacar o Bolsonaro. E o Lula é adversário do Bolsonaro. Além disso essa imprensa e essas personalidades que sempre me maltrataram agora me dão colo quente se eu alivio o Lula e ataco o Bolsonaro. É uma questão de evolução epistemológica.

— O quê?

— Quem fica preso a um momento perde o bonde da história. Isso é dialética.

— Espera aí. É evolução epistemológica ou dialética?

— Prezado, não estou à venda.

— Ah, ok. Entendi. Bem, então você confirma que é candidato a presidente.

— Não.

— Ué, mas quando disseram que você tinha desistido você não falou que era fake news?

— Não desisti de sonhar com um Brasil melhor.

— Mas pra sonhar não precisa concorrer à Presidência. Dá até pra sonhar na cama.

— Exato. Ou no Senado.

— Vai se candidatar a senador?

— Não sei. Me disseram que eu ia ser coisa grande. Pelo menos deputado federal… Ou estadual… Vereador não aceito.

— Por quê?

— Porque eu sou maior que Curitiba.

— Ah, é verdade. E síndico de prédio?

— Só se for do World Trade Center em Manhattan.

— Mas se não te aceitaram em São Paulo, vão te aceitar em Nova York?

— Não tinha pensado nisso. Vou consultar o Mamãe Falei e já te respondo.

— Ok. Você confia nele, né?

— Claro. Quem tem grandeza sempre vai se reerguer.

— Você está falando do Mamãe Falei ou do World Trade Center?

— Prezado, não estou à venda.

Leia também “Vocação para o engano”

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33 comentários Ver comentários

  1. 15-06-2022, 11h40min, Fundo do Sertão;
    Problema técnico em computador do TSE atrasa totalização dos votos
    15/11/2020 – 21:50
    Fonte: Agência Câmara de Notícias
    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que uma falha em um computador provocou atraso na divulgação dos resultados da apuração do primeiro turno. Por volta das 21h40, cerca de 63% dos votos tinham sido computados.
    Segundo o ministro, os dados dos tribunais regionais eleitorais foram recebidos pelo tribunal, mas ocorreu uma falha no processador de um supercomputador e foi preciso fazer a reparação. Segundo Barroso, o atraso não traz prejuízo para o resultado das eleições, porque o problema está somente na divulgação.
    “A ideia de que a demora possa trazer algum tipo de consequência para o resultado não faz nenhum sentido, porque o resultado das eleições já saiu no momento em que a urna imprimiu o boletim da urna. Esse boletim é impresso em diversas vias, é fixado no lado de fora da seção eleitoral e distribuído aos partidos”, explicou.
    No entanto, o ministro disse que a centralização da totalização (soma) de votos no TSE também pode ter contribuído para a lentidão da divulgação. Nas eleições anteriores, a totalização era realizada pelos tribunais regionais eleitorais. Antes de Barroso assumir, a ministra Rosa Weber ocupou o cargo de presidente da Corte.
    “De fato, houve uma alteração e a totalização passou a ser centralizada no TSE. Essa não foi uma decisão minha. Eu tomei posse em maio, o sistema já havia sido alterado dessa forma. Preciso dizer que, desde o primeiro momento, eu não tive simpatia por essa opção, mas era a opção estabelecida, e foi ela que eu segui. Muito possivelmente, por ser uma novidade, pode estar na origem da instabilidade que sofremos”, afirmou.
    Fonte: Agência Câmara de Notícias
    Fofoquinha minha: então as eleiçõe de 2020 teve probleminhas técnicos mo computador do TSE que ficou congelado por horas e atrasou a apuração. O Fachim disse que é inverídica a notícia de que não há apuração simultânea entre o TSE e entidades particulares. Mas, naquela época com o probleminha não houve possibilidade de contagem simultânea… Mas, tudo bem, foi tudo resolvido e o Bolsonaro ganhou e os governardores, deputados e senadores foram eleitos… Eleições 100%, sem problemas.

  2. 13-06-2022, 19h02min. Muitos políticos (prefeitos e governadores) foram eleitos porque a maioria da população não queria o PT. Assim, você esqueceu desta análise onde o Leite Moça também é incluído. Afinal, aqui no sertião o pessoal considera que ele fez um grande serviço ao não deixar o PT ganhar. Só. Depois ele “degringolou”.

  3. Moro, um juiz de respeito, que fez muito pelo Brasil. Aí, deixou de ser juiz e enfiou os pés pelas mãos. Mostrou-se um despreparado, não só para a política, mas para a vida. Esqueceu-se de todas as virtudes que um homem deve ter. Faltou-lhe altivez, honestidade de propósitos, auto-estima, tornou-se um maria-vai-com-as-outras, deu ouvidos a traidores da pátria, arrogante que é, tentou um golpe em quem poderia lhe dar tudo. Bastaria ser mais humilde, seria hoje o candidato a vice de Bolsonaro na chapa presidencial e candidato a presidente em 2026. Mas é um estúpido e jogou tudo fora. Além de estúpido, burro. Enquanto Juiz, nota 10. Saiu da magistratura, nota 0. Fique em casa, Moro. Sua biografia a História vai contar depois.

  4. Lamentável esteTexto horrível denegrindo a imagem do maior herói do país, vide brilhante texto nesta revista de Augusto Nunes e Silvio Navarro

  5. Herói ou traidor. Dentre os juristas que conhecem Sérgio Moro, afirmam ser um juiz competente, porém arrogante que não tem nada de herói nacional.

  6. Moro é mais ou menos isso ai Fiuza. Louvou Fachin quando este o defenestrou mudando o CEP do julgamento de Lula para Brasília, assim dizendo: “Repudio ofensas, ataques pessoais ao ministro Edson Fachin do STF, magistrado técnico e com atuação destacada na Lava Jato. Qualquer discordância quanto a decisão deve ser objeto de recurso não de perseguição”.
    Dá para entender Moro, perseguir tanto Bolsonaro e elogiar Fachin?

  7. Infeliz está matéria. Nem mesmo tem graça que a fina ironia de Fiuza consegue. Moro é um herói nacional e não se presta para essa ironia do Fiuza

    1. 👏👏👏👏👏👏
      Um país que denigre seus poucos e raros cidadãos que fazem obras meritórias, com decência, caráter e idealismo, merece estar na lista dos subdesenvolvidos e medíocres.
      Parafraseando, se não me engano Juca Chaves em uma música que dizia que “só existe um Beethoven pra mil Carlos Imperial”, eu diria que só existe um Sérgio Moro pra um milhão desse articulista infeliz.

    2. Sergio Fernando Moro foi um juiz por quem nutri forte afeição, grande respeito e admiração. Vi seu trabalho em Curitiba, e mesmo já famoso li uma reportagem onde se informava que ia trabalhar de bicicleta levando seu almoço. Se lia e se via a foto dele chegando na magrela com a sacola pendurada no guidão.

      Aliado à humildade, um trabalho ferrenho, que até deu esperanças ao Brasil, a qualquer brasileiro de bem, que achava que o Brasil tinha jeito e que esse papo de que “não era país para amadores” já tinha ficado prá trás há muito tempo.

      De repente saiu Ministro. Parabéns. De repente deixou o Ministério. Que mau; e deixou atirando para todo lado, ou melhor, para o lado do Presidente, atingindo o prato onde havia comido e chegado ao mais alto degrau da fama, até então merecida.

      De lá prá cá, uma simples traíra, cozida no fogo de sua própria vaidade com a vaidade de muitos inimigos. Cozimento temperado com covardia inexplicável, ao amaciar para seus algozes, os esbirros do STF, ao mesmo tempo em que continuava a criticar, sem motivo algum, o Presidente da República, cujo único mal foi o de lhe fazer o bem.

      Agora está nessa. Nem vereador de Curitiba, porque é muito maior do que a cidade, na crônica ferina, bem humorada e certeira do Guilherme Fiúza.

  8. Fiuza, ótima tirada. Mas brincadeiras à parte, esse Moro é meio maluco mesmo. Ele e a mulher. Acho que o juiz de verdade na lava jato foram o Deltan e seus ajudantes. Sérgio Moro não tinha condição de julgar ninguém. Um juiz de verdade não deixaria o STF fazer o que fez sem espernear. É apenas mais um !mbecil.

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