Pular para o conteúdo
publicidade
Escultura A Justiça, de Alfredo Ceschiatti. Ao fundo, Tribunal de Justiça Federal e Palácio do Planalto | Foto: Rosalba Matta-Machado/Shutterstock
Edição 192

Um morto assombra o Supremo

Cadáveres estendidos no caminho da História não são removidos como uma pedra arrancada da encosta

Augusto Nunes
-

Não foi por falta de aviso. Já em janeiro, uma reportagem de capa de Oeste alertou para o cotidiano degradante imposto à multidão aprisionada por suposto envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos no dia 8. Em fevereiro, os esquecidos de Brasília foram lembrados em letras maiúsculas pela capa desta revista. Assim seria nos meses seguintes: em sucessivas edições, Oeste informou que nas celas dos presídios da Papuda e da Colmeia havia mais de uma tragédia em gestação.

Se não faltaram advertências, todas esbarraram na arrogância do Supremo Tribunal Federal, na omissão do Poder Legislativo, no descaso do Ministério Público e na amnésia abjeta da imprensa convencional. O que faltou foi compaixão, respeito à lei, direito de ampla defesa e o devido processo legal. Continuaram no cárcere portadores de doenças crônicas implorando por cuidados médicos, mulheres septuagenárias, centenas de inocentes encarcerados sem julgamento, brasileiros de todas as idades algemados pelo medo.

Capa da Revista Oeste, edição 147. Mais de 1,5 mil manifestantes detidos pela Polícia Federal amontoam-se em ginásio de Brasília, apelidado na internet de ‘Lulag’, depois de protestos em Brasília (9/1/2023) | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Capa da Revista Oeste, edição 151 | Foto: Shutterstock
Capa da Revista Oeste, edição 154. Penitenciária federal de segurança máxima de Brasília, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Capa da Revista Oeste, edição 161. Manifestantes fazem ato contra governo no dia 8 de janeiro 2023 | Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil
Capa da Revista Oeste, edição 169. Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Gonçalves Dias, empossado por Lula | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Capa da Revista Oeste, edição 173 | Foto: Shutterstock
Capa da Revista Oeste, edição 179 | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução
Capa da Revista Oeste, edição 182. Vista do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, na manhã do dia 13 de setembro, durante o julgamento dos acusados de invadir e depredar prédios públicos na Praça dos Três Poderes | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes inventou a meia liberdade: gente libertada por falta de provas não se livrou da tornozeleira eletrônica. Como escravos alforriados mas acorrentados ao pelourinho por decisão do antigo senhor, espalham-se pelo Brasil inocentes confinados em espaços estabelecidos pelo SuperJuiz. Não há uma única e escassa evidência de que cometeram algum crime. Mas não votaram em Lula. Portanto, sofrem de bolsonarismo. E bolsonarista é o judeu do Brasil. Não importa se depredou o Congresso ou se apenas foi orientado pelo general Dias a buscar a melhor saída. Todo bolsonarista merece cadeia.

Ou a morte, ensinou nesta semana o surgimento do primeiro cadáver na maior captura em massa registrada na História. Era questão de tempo, confirma a reconstituição do crime. Preso preventivamente há mais de dez meses, Cleriston Pereira da Cunha morreu de indiferença. Apelos de advogados, pareceres do Ministério Público, a angústia de parentes, o evidente agravamento do estado de saúde — nada comoveu o ministro Alexandre de Moraes. O condutor de todos os inquéritos pareceu surpreso com a notícia. Não deveria. Tampouco pode simular surpresa com outra obviedade: o morto estava sob custódia do Estado. Nem tem o direito de espantar-se com as cobranças que apenas começaram. 

Um cadáver inesperadamente estendido no caminho da História não é removido como a árvore decepada pela tempestade, ou a pedra que a enxurrada arrancou da encosta. O peso do morto não é avaliado em quilos: toneladas intangíveis impõem bruscas mudanças de rota. Em julho de 1930, o político paraibano João Pessoa foi morto por um desafeto inconformado com a divulgação de cartas trocadas com a amante. A bala endereçada ao invasor de intimidades foi transformada no disparo que matou o candidato a vice-presidente da chapa liderada por Getúlio Vargas, derrotado meses antes por Júlio Prestes. E tornou inevitável a revolução que sepultou a República Velha.

Em agosto de 1954, o suicídio de Getúlio Vargas adiou por dez anos a chegada ao poder da frente formada por militares e líderes civis incapazes de digerir o retorno ao poder do ditador que comandara o Estado Novo. Deposto em 1945, o presidente eleito cinco anos mais tarde pelo voto popular decidiu que deveria escolher entre o despejo humilhante e o tiro no coração. No momento em que apertou o gatilho, estava a poucas horas da cadeia. O gesto silenciou as comemorações dos inimigos ávidos por transformarem o pedido de licença em renúncia ao mandato.

“Ele acabou com a nossa festa”, resumiu Affonso Arinos, líder da oposição antigetulista na Câmara dos Deputados, naquele início da manhã de 24 de agosto. No mesmo dia, centenas de milhares de órfãos do líder depredaram as redações de todos os jornais do Rio, ferozes adversários do morto. “Aquela imensidão de gente não gritava o nome de Getúlio”, lembra o jornalista Samuel Wainer em suas memórias. “O que se ouvia era um uivo doloroso. Dizem que a morte política só ocorre com a morte física. O impacto do suicídio foi tão grande que Getúlio seguiria influenciando os rumos do Brasil.”

Agosto de 1954, centenas de milhares de órfãos do líder Getúlio Vargas depredaram as redações de todos os jornais do Rio | Foto: Reprodução

Em outubro de 1975, o assassinato do jornalista Vladimir Herzog num porão da polícia política convenceu o presidente Ernesto Geisel de que era hora de enfrentar extremistas dispostos a ultrapassar todos os limites da vilania para abortar o processo de abertura em andamento. A imprensa mandou às favas a censura prévia e noticiou o que os carrascos tentaram transformar em outro suicídio. Geisel visitou São Paulo para comunicar pessoalmente ao general Ednardo D’Ávila Mello, comandante da mais poderosa concentração de tropas do país, que não toleraria uma segunda afronta.

Barroso usou a expressão “um cidadão brasileiro” para ocultar a identidade do prisioneiro morto na Papuda. Já deve ter constatado a inutilidade do truque. Cadáveres têm nome e sobrenome. A pedra no caminho do STF se chama Cleriston Pereira da Cunha

Em janeiro de 1976, o operário Manoel Fiel Filho morreu em circunstâncias semelhantes às que envolveram a execução de Herzog. O reincidente Ednardo foi imediatamente aposentado. Paciente, Geisel teve de esperar até agosto de 1977 para destituir o general Sílvio Frota da chefia do Ministério do Exército e da linha-dura fardada. Oficialmente, Frota foi punido por um general-presidente. Os fatos ressalvam que por trás da condenação à queda havia dois cadáveres. Esses exemplos reiteram que, em determinados momentos, os mortos governam os vivos.

Foto de Vladimir Herzog, morto no DOI-Codi de São Paulo | Foto: Silvaldo Leung Vieira/Wikimedia Commons

O comunicado lido nesta quarta-feira, 22, por Luís Roberto Barroso informa que o presidente do Supremo Tribunal Federal ignora essa lição antiga como o mundo. Ele não enxergou — ou finge não enxergar, o que dá na mesma — a espécie de obstáculo que obstruiu nesta semana a rota traçada por Alexandre de Moraes, com o apoio militante da maioria dos ministros e o endosso silencioso dos dissidentes de picadeiro. Barroso usou a expressão “um cidadão brasileiro” para ocultar a identidade do prisioneiro morto na Papuda. Já deve ter constatado a inutilidade do truque. Cadáveres têm nome e sobrenome. A pedra no caminho do STF se chama Cleriston Pereira da Cunha. Pior: a morte liberou a vítima da arrogância assassina para divulgar em vídeos as denúncias que foi proibido de fazer enquanto viveu.

Moraes ordenou que a morte de Cleriston seja investigada. É desnecessário. Basta conferir os trechos do inquérito que resumem as tentativas de impedir o homicídio culposo. Ou espiar o vídeo em que o condenado à morte identifica o mandante do crime. Está tudo lá. 

Leia também “O cartel de Brasília”

44 comentários
  1. ROGÉRIO B C FUNFAS
    ROGÉRIO B C FUNFAS

    Admiravel a habilidade, o estilo e a competência de Augusto Nunes com as palavras. Um dos maiores jornalistas da atualidade. Parabéns.

  2. Raceldon Valentim
    Raceldon Valentim

    Mestre Augusto Nunes, o Alexandre de Moraes terá um dia que ser condenado por HOMICÍDIO DOLOSO acrescentando ao mesmo o agravante da TORTURA.

    1. ROGÉRIO B C FUNFAS
      ROGÉRIO B C FUNFAS

      Ou seja: Homicídio DOLOROSO….

  3. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Juiz/ministro, que julga com ódio, tem grandes chances de não fazer justiça, e sim, ser um justiceiro.
    E justiceiro qualquer um pode ser…

    1. ROGÉRIO B C FUNFAS
      ROGÉRIO B C FUNFAS

      Esse cara pode ser tudo, até $ini$tro…
      Agora, juiz….Longe disso!

  4. José Wesley Benício Soares
    José Wesley Benício Soares

    Interessante o paralelo entre as mortes. Geisel sabia que precisava acabar com o regime, mas também não gostava da esquerda. Para que nenhuma parte se sobrepusesse a outra, quando batia no regime, logo batia na oposição. Era a política do “cravo e ferradura”. Em 1974, o povo foi às urnas e elegeu 21 senadores de oposição. Geisel criou a figura do senador biônico, nomeado por Brasília, para manter a maioria no Senado. Era a pancada no cravo. As mortes citadas no artigo depunham contra o próprio Presidente, que não hesitou em defenestrar o General Ednardo. Era a pancada na ferradura. Voltando ao paralelo das mortes, Alexandre não tem, nem de longe, a grandeza de um Geisel. Ele e o STF estão macumunados com a ferradura e somente têm dado pancadas no cravo. Espero que esta morte equilibre as forças.

  5. Gilson Herz
    Gilson Herz

    Esses assassinos terão o retorno que merecem. A justiça tarda, mas não falha.

    1. Sandra barros
      Sandra barros

      Excelente artigo! Essa morte não pode ficar impune.

  6. Raimundo Rabelo Lucas
    Raimundo Rabelo Lucas

    O Brasil está, como se dizia antigamente. Presidido por um meliante condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro e de uma dita suprema corte de ministros desprovidos de conhecimentos jurídicos e moral ilibada. Esse senhor da maldade chamado de Alexandre de Moraes tem,agora, as mãos sujas por ser o principal responsável pela morte de um cidadão brasileiro honesto e trabalhador. .

  7. Daniel Fernandes Paticcié
    Daniel Fernandes Paticcié

    Lamento constatar que a volta do povo de bem às ruas foi precedida por uma execução de um Preso Político, o que expõe a existência de um Estado de Exceção suplantando o Estado de Direito. Justiça já.

  8. COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA
    COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA

    Sr. RODRIGO PACHECO – ESTAMOS ESPERANDO SUA AÇÃO DE CONTENÇÃO OU NUNCA MAIS ESTARA NO SENADO OU CAMARA. NÃO PODE UM PODER NÃO ELEITO PELO POVO IGNORAR TENTAAR CRIAR LEGISLAÇÕES , COM O ABSURDO DE NORMAS INTERNAS DO TRIBUNAL SERA MAIOR QUE LEI.

  9. Fernando Luiz Medeiros
    Fernando Luiz Medeiros

    Quanta tristeza ao constatar que nossa Corte Constitucional se transformou em…

  10. EDUARDO SILINGARDI LOPES
    EDUARDO SILINGARDI LOPES

    ESSE STF ENVERGONHA A HONESTIDADE DOS HOMENS DE BEM DESSE PAÍS

  11. Helder Gouveia
    Helder Gouveia

    O primeiro cadáver do supremo é o segundo dos militares. A primeira morte devido a repreensão aos naziterroristastraficantes, pelas forças armadas durante os anos de chumbo e a segunda pelos generais melancias.

  12. César de Oliveira
    César de Oliveira

    Que artigo primoroso. Daqueles raros para imprimir, emoldurar e colocar em local de destaque na parede.

  13. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Eu me lembro q, logo depois das prisões, houve pedidos de soltura que incluíam questões de saúde e de falta de estrutura da Colméia e da Papuda!

    Zeus respondeu q cadeia não é local para passar férias! O q me faz lembrar do advogado do terrorista Cesare Battisti discursando nesta semana sobre a necessidade de acomodações adequadas nos presídios!

    Tudo o q vemos dessa gente: escárnio, deboche, cinismo, hipocrisia!

    Que esse seja realmente um ponto de mudança!

  14. Jorge Lecoq
    Jorge Lecoq

    A frase é de Marx: “O cérebro dos mortos, cada vez mais, oprime o cérebro dos vivos”; mas isso não se aplica aos muitos mais vivos do STF!

  15. Dalva da Silva Prado
    Dalva da Silva Prado

    Se toda ação pressupõe uma reação, os dez assassinos (stf) mais odiados no país, certamente a receberão…

  16. FABIO RONNIE WINKELMANN
    FABIO RONNIE WINKELMANN

    Parabéns pelo texto. Para mim, temos um novo Tiradentes, morto por buscar a liberdade. Os séculos passaram, mas os canalhas ainda infestam o Brasil.

  17. Virgínia Kieling Steiger
    Virgínia Kieling Steiger

    Cirúrgico Augusto!!!! Parabéns!
    Esse cadáver talvez seja a nossa chance!!! Sofreu muito na prisão, tenho muita pena da família, mas ele irá ajudar muito . Sempre será a assombração AM.

  18. Adelmo Sérgio Pereira Cabral
    Adelmo Sérgio Pereira Cabral

    Como sempre, brilhante. Permito-me dizer, porém, que, diversamente do contido no final, afirmando que se tratou de homicídio culposo, na verdade do que se tratou foi de crime preterdoloso, na medida em que o ministro Senhor de todas as Coisas cometeu um crime doloso antecedente, justo quando mandou para a cadeia um cidadão comprovadamente inocente e, para agravar ainda mais, manteve-o preso por longos 10 meses, mesmo ciente e consciente do precaríssimo estado de saúde do Cleristor. Aliás, consoante se tem saber, em um dos vários pedidos de liberação do preso, a defesa, com amparo em insuspeitos relatórios médicos, chegou mesmo a afirmar que mantê-lo encarcerado seria uma verdadeira “sentença de morte”, ou seja, teve-se uma morte previamente anunciada. De não desmembrar, demais de tudo isso, que o próprio Ministério Público pediu a soltura do cidadão.
    E para debochar dos brasileiros, ao menos daqueles que não compactuam com essas agressões do judiciário, o tal do Xandão foi homenageado, pelo meliante que usurpou a principal cadeira do executivo, levado para tal lugar pelas mãos do supremo, ao lado da vice-presidente Janja, com uma medalha da Ordem do Rio Branco. Talvez o Patrono da diplomacia brasileira esteja até agora se revirando no túmulo

  19. Carlos Alberto Pedroso
    Carlos Alberto Pedroso

    Mais cedo ou mais tarde, o castelo na qual está edificado a estrutura deste DESGOVERNO , vai ruir pois, ele não está edificado em areia, mas em lama e estrume “esgoto”. Não vão conseguir se sustentarem por muito tempo. Quem não tem caráter, dificilmente confia em seu igual.

  20. Hilciene de Jesus Pereira Salomão
    Hilciene de Jesus Pereira Salomão

    Esse artigo de Augusto Nunes é uma verdadeira aula de história, uma viagem. É como diz a história, todo ditador tem um fim trágico. Triste fim dos tiranos.

  21. Jose Ailton Barbosa Dos Santos
    Jose Ailton Barbosa Dos Santos

    E os mudinhos que o Bolsonaro colocou no STF continuam, para surpresa de ninguém, MUDINHOS.

    1. Sergio Tadeu Medina 22
      Sergio Tadeu Medina 22

      Moraes é arrogante, cruel e suas falas verbais quando sobre penalidades beiram ao sadismo.

  22. Marcos Japiassu
    Marcos Japiassu

    Alexandre de Moraes é o assassino com a cumplicidade de todos os seus comparsas do STF. Essa gente tem sangue nas mãos.

  23. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Artigo de Augusto que mais claro é verdadeiro impossível. Apenas um comentário em relação a patética figura de Alexsndre de Moraes, um ser humano desprezível, um tirano que tem prazer em presenciar a tortura e o sofrimento alheio. Não vejo saída do ponto de vista das doenças mentais, quem não tem empatia com a vida de outros seres humanos,não consegue ser salvo de todo ódio que cultiva dentro de si.

  24. José Luís da Silva Bastos
    José Luís da Silva Bastos

    A morte do patriota está na conta do comunista Alexandre de Moraes e do presidente do senado Pacheco por ter deixado estes abusos do STF ir tão longe.

  25. Yara
    Yara

    Alexandre de Moraes, como um bom sociopata, não sente compaixão ou remorso. Está surpreso com a repercussão desse caso, mas não a ponto de se preocupar ainda. O povo brasielrio decente não esquecerá Cleriston Pereira da Cunha, e se Deus quiser, sua partida seja o início de novos tempos. Que Deus conforte a família.

  26. Emilio Sani
    Emilio Sani

    Augusto Nunes sempre excelente , mas o ponto mais alto e verdadeiro foi: E Bolsonarista é o judeu do Brasil. Não importa se depredou o Congresso ou se apenas foi orientado pelo General Dias a buscar a melhor saída…sendo que neste caso minha interpretação é um pouco diferente: o General foi ‘mandado’ pelo lula para executar o incêdio do Reichstag tupiniquim (e chegou a dizer, creio que para si mesmo, ‘vamos ter problemas’, e estava certo- o psicopata o descartou como lixo assim que viu que poderia ter cpi, da mesma forma que ‘descartou’ o chefão Zé D, apesar de que esse foi só para enganar o povo , ele apenas se escondeu e governa com stf ‘desacovardado’ enquanto o encantador de burros viaja com janjita). O ‘incêndio foi planejado pelo dino (que prometeu acabar com os acampamentos em uma semana e ficou assistindo de camarote), com conhecimento do outro psicopata que disse em tom jocoso “tem muita gente pra prender e multar” , e coube ao General indicar as portas seguras para os incitadores saírem em segurança (ou seja, jamais foram presos ou mesmo chamados na CPI), e as para os Bolsonaristas, que levaram as prisões

  27. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Vivi o suficiente para assistir com muita tristeza a pior formação de advogados togados do STF.
    Estamos diante da ditadura do judiciário e se nenhuma ação de enfrentamento for conduzida pelo Congresso Nacional, a situação chegará ao total descontrole e com consequências de toda ordem.

  28. Alem Alberto Chedid
    Alem Alberto Chedid

    Qualquer semelhança entre esse Moraes e o juiz Roland Freisler, capacho jurídico de Hitler, não é mera coincidência. O modus operandi é o mesmo. Todos adrede condenados ou absolvidos ao sabor das vontades do ditador de plantão. Tem que ser responsabilizado por homicídio doloso, e não venham com argumentos, tipo Barroso, de que o juiz não tem responsabilidade sobre a saúde do condenado. Tem que ir a julgamento ou irá a execração pública!

  29. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Morais mandou que a morte de Cleriston seja investigada. Mas, se isso não é o cúmulo da desfaçatez, então, do que se trata?

  30. Paulo Roberto Vieira Camargo
    Paulo Roberto Vieira Camargo

    Exerço a advocacia há mais de 50 anos. No início de minha carreira exerci cargo de Assistente de Ministro em Tribunal Superior , além de estagiar no Escritorio de Victor Nunes Leal, onde tinha por incumbência acompanhar o andamento de alguns processos em tramitação na Excelsa (aquela sim) Corte, o que era feito manuseando enormes livros encadernados em vermelho, em companhia de ilustres e humildes personagens da República como ,por exemplo ,do baiano Senador Josaphat Marinho , prosador emérito. Hoje não reconheço neste STF uma Excelsa Corte de Justiça, mas um tribunal que não raro assemelha-se a uma Corte de “Exceção”, condição a que se deve dar cobro o mais rápido possível.

  31. Edilson MOREIRA DE SOUSA
    Edilson MOREIRA DE SOUSA

    A seguir a cartilha de Xandão e seus pares, muitos outros devem morrer, o próximo pode Roberto Jefferson. O próximo Lule disse: essa gente deve ser exterminada.

  32. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Não vamos nos esquecer que em Janeiro 2023 um homem que protestava em frente ao STF foi queimado vivo.
    Dizem que foi suicídio como forma de protesto.
    Portanto o Moraes e outros supremos teem o sangue de inocentes em suas mãos.
    O conflito que vivemos é entre os amantes da Liberdade e aqueles que querem transformar-nos em uma ditadura. Os esquerdopatas tentam destruir nossa Liberdade pela força bruta, e sob pretextos democráticos, eles compraram e engoliram a democracia que estava suposta a nos manter como um povo livre.

  33. MNJM
    MNJM

    Disse tudo Augusto. O discurso do Barroso foi imoral, Moraes é sim o responsável pela destruição de vidas e famílias que se envolveram no 8 de janeiro. Não teve golpe de estado como diz para justificar suas ações inconstitucionais.
    Desrespeito as leis e aos direitos humanos, como se não bastasse o que fez no período eleitoral para eleger o Lula, censurando, cancelando passaporte de jornalistas, proibindo que dissessem q Lula era amigo de ditadores, achou de terminar com a vida de quem não elegeu o corrupto.
    Espero que o Pacheco deixe de ser covarde e coloque em pauta o impeachment do tirano/ditador..

  34. Dilermando Batista
    Dilermando Batista

    O STF, ou melhor, seus ministros vão encontrar um meio de culpar alguém ou algo, ou simplesmente vão ignorar e encontrar em seus “subconscientes” uma forma de se auto desculpar, como todo aquele que fez besteira, para conseguir encostar as cabeças supremas nos travesseiros supremos e dormirem infernalmente.

  35. Ana Luiza Saboia de Freitas
    Ana Luiza Saboia de Freitas

    Excelente artigo do grande Augusto Nunes. Resumiu de maneira surpreendente as mortes que mudaram o trajeto da história do Brasil.

  36. Wilson Roberto Alonso
    Wilson Roberto Alonso

    Excelente artigo! Se houver justiça, e haverá esses “ministros” serão presos um dia!

  37. Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva
    Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva

    MORRER DE INDIFERENÇA
    QUE HORROR

  38. Carlos Perktold
    Carlos Perktold

    Com tristeza, imagino que quando houver um suicídio no meio dos “terroristas”, alguém vai exigir do cruel ministro que modifique sua postura frente a vida… do outro. Carlos Perktold

  39. MB
    MB

    Sabe o que é Augusto, as autoridades do nosso Brasil tem nos gens a violência cruel. A mesma que enforcou e estrupou Joaquim José da Silva Xavier e que massacrou os pobres de Canudos. E tantos e tantos e tantos outros crimes mais, como os assassinatos de Wladimir Herzog, e o Clériston da Cunha. A extrema violência está entre nós. As autoridades do Brasil fazem escola.

    1. MB
      MB

      ‘estripou’.

Anterior:
Carta ao Leitor — Edição 192
STF Próximo:
Morte anunciada
Newsletter

Seja o primeiro a saber sobre notícias, acontecimentos e eventos semanais no seu e-mail.