Em 7 de outubro de 2023, o mundo assistiu estarrecido a vídeos que documentavam a erupção do horror: jovens que minutos antes dançavam e se divertiam num festival de música eletrônica tentavam escapar dos devotos da violência sem limites. As cenas escancaravam sequestros, assassinatos, estupros, decapitações e outras atrocidades cometidas na invasão de Israel pelo grupo terrorista Hamas. Apesar das imagens que registraram a barbárie — gravadas pelos próprios criminosos —, houve quem ficasse ao lado dos carrascos.
Há poucas décadas, 6 milhões de judeus foram torturados, trucidados e mortos depois de submetidos a perversidades inverossímeis. Hoje, são vítimas dos mesmos preconceitos que alimentaram as práticas nazistas. Numa guerra em que Israel luta para impedir que uma bomba atômica seja construída pelo regime político repulsivo que espanca mulheres por mostrarem o cabelo em público, assassina homossexuais e proíbe a existência de qualquer religião que não seja o islamismo, há quem defenda o lado dos aiatolás.
“Nessa guerra, o inimigo verdadeiro é você — o cristão, mesmo que apenas cultural, o ateu, o hindu e, no fim, tudo o que não seja muçulmano”, observa J.R. Guzzo no artigo de capa desta edição. “Israel faz hoje pelo mundo o que a Inglaterra, primeiro, e os Estados Unidos, depois, fizeram ao enfrentar e derrotar a Alemanha Nazista e, com isso, garantir a sobrevivência da liberdade nas sociedades humanas.”
Com ataques cirúrgicos, descritos na reportagem assinada por Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky, Israel não errou um único alvo nem causou uma só morte desnecessária. O texto de Dagomir Marquezi mostra quão avançada é essa tecnologia, que permite que um país com uma população nove vezes menor surre um adversário com um território 80 vezes maior.
Tim Black, editor da Spiked — revista britânica cujos artigos Oeste traduz com exclusividade no Brasil —, registra que a guerra do regime iraniano contra Israel não conta com grande apoio popular. “Os iranianos não querem um regime teocrático apoiando milícias antissemitas com dinheiro que poderia ser usado para resolver problemas domésticos crônicos”, diz. Apesar disso, como demonstra Carlo Cauti, a imprensa velha brasileira insiste em enxergar em Israel os absurdos que são consumados pelo Irã.
Essa mesma mídia é a que trata como normal a existência de um inquérito que, há seis anos, persegue pessoas por possíveis crimes de opinião. “E o STF decidiu que ele vai pelo menos até o ano que vem — um ano eleitoral, claro”, ressalta Rodrigo Constantino. O “Inquérito das Fake News” é um dos temas abordados por Luís Roberto Barroso na entrevista exclusiva ao repórter especial Cristyan Costa. O presidente do STF também comentou, entre outros assuntos, o 8 de janeiro, o caso Cesare Battisti e a anulação de praticamente todas as decisões da Operação Lava Jato. “No tema do enfrentamento à corrupção, minha posição não prevaleceu em diversas votações”, afirmou o ministro. “Eu lamento.”
O fim da Lava Jato marca o início do retrocesso no país que, por algum tempo, acreditou que todos poderiam ser iguais perante a lei. Ao comentar a situação atual do Brasil, Alexandre Garcia conta que volta e meia lhe perguntam o que teria acontecido. “Talvez você, talvez eu, deixamos que acontecesse”, pondera. “Silêncio, sussurros, quando deveríamos ter gritado. Foi acontecendo e fomos deixando para alguém que viesse nos salvar, talvez um anjo, ou um líder num cavalo branco, ou, talvez, o acaso, ou o Deus piedoso. Foi o ‘silêncio dos bons’.”
O mundo está em guerra. As armas não se limitam a tanques, drones e mísseis. Há também “narrativas”, censura e silêncio. A omissão é uma forma de escolha que favorece o lado errado.
Boa leitura.
Branca Nunes,
Diretora de Redação




O texto (capa) magistral de J.R. Guzzo, que, com sua clareza habitual, desnuda a contradição de tantos que tomaram as ruas em defesa de uma causa sem conhecer — ou preferindo ignorar — a realidade dos regimes que exaltam. Marcham por ‘justiça’, mas ignoram que nesses países certas liberdades básicas, que aqui exercem livremente, são tratadas como crime. É esse tipo de lucidez que falta a muitos e que Guzzo, felizmente, nunca deixou de oferecer.
🇮🇱🇮🇱Israel é A menina dos olhos de Deus 🇮🇱🙏
O que tem a dizer o juiz eleitoral que declarou atuar para derrotar um candidato?
É uma vergonha a posição do desgoverno em apoio ao Irã e Hamas.
A maior parte da população não concorda com esta posição.
Talvez a melhor edição de Oeste desde sua fundação. Há várias outras memoráveis, mas escolhi esta pela urgência, por ser uma questão de saúde/ sobrevivência da humanidade tal como a conhecemos. E porque minha bandeira é a mesma da revista: odiar judeus é odioso.