Haddad voltou das férias de uma semana e foi recebido pela derrota que nossos representantes impuseram ao decreto que elevou o IOF. E agora se percebe que aumento de impostos não é culpa de Haddad, mas opção de Lula. Antes da votação, ele defendeu, num podcast, que elevar o IOF serviria para garantir o arcabouço — que foi a forma de seu governo derrubar o saudável teto de gastos instituído no período Temer. A opção de Lula é gastar, pois ele tem por dogma que todo gasto do governo é investimento. Assim como os 15% de taxa Selic não são sabotagem de Campos Neto e muito menos de Galípolo, indicado por Lula. As altas da taxa básica servem para amortizar prejuízos da gastança comandada pelo presidente da República, porque a missão do Banco Central é proteger a moeda e o crédito, isto é, garantir a estabilidade do Real.
Na quarta-feira, havia grande expectativa na reunião do Conselho Nacional de Política Energética, porque teria a presença do presidente da República. Afinal, seria a oportunidade de anunciar retomadas das obras de Angra 3. A manutenção do canteiro da obra parada custa R$ 1,2 bilhão por ano. Mas Lula usou a palavra para ensinar Trump a governar e a não gastar bombas para impedir que o Irã tenha armas nucleares. O Brasil precisando de Angra 3 e Angra 4, com os data centers demandando 9 gigawatts/ano, mas Lula não parece interessado. Prefere um demagógico discurso pacifista a favor do Hamas.

Nesses dias, o presidente não quis sancionar a lei aprovada no Congresso que cria o Dia da Amizade Israel-Brasil. Nem a vetou, como fizera Dilma há dez anos. Vencido o prazo para o presidente se pronunciar, a lei voltou para o Congresso promulgar. Teve a assinatura de um judeu, o presidente senador Davi Alcolumbre. Na política externa, a despeito das tradições do Itamaraty, Lula impõe ação ideológica, alinhando-se a Cuba, Nicarágua, Venezuela, China, Rússia e Irã, como se os brasileiros não vivessem a cultura judaico-cristã do Ocidente. Na guerra, faz declarações claramente favoráveis ao Irã e a seus filiados Hamas e Hezbollah, ainda que isso exija olhos e nariz fechados das feministas e dos movimentos homossexuais brasileiros.
Durante a Guerra das Malvinas/Falklands, que cobri em 1982, perguntei ao presidente Figueiredo por que o Brasil estava ajudando logisticamente a Argentina. Ele respondeu que a Inglaterra está a 10 mil quilômetros e a Argentina continuará na nossa fronteira quando a guerra acabar. O Irã está a 12 mil quilômetros e os Estados Unidos continuarão no mesmo continente que o Brasil. E as afinidades entre esses povos estão na razão direta da geografia. Lula, no entanto, provoca o presidente americano, dizendo não ter medo de cara feia. Mas, para defender a Constituição, como jurou perante o Congresso, escolhe o silêncio do medo e do agradecimento ao tribunal que o tirou da cadeia para voltar à Presidência, como já reconheceu o ministro Gilmar Mendes.

As escolhas de Lula ensejam comparações. Por exemplo, entre a atual política externa ideológica e a diplomacia de resultados, do pragmatismo responsável. Assim como comparar Paulo Guedes com Haddad. Lula e Bolsonaro são responsáveis por suas escolhas. Bolsonaro escolheu Guedes com a humildade de quem não entende de economia, e seu ministro foi o Posto Ipiranga. Os resultados são favoráveis a Guedes em menos impostos, menos gastos, mais investimentos e superávits em estatais e nas contas públicas. Bolsonaro não se metia na economia, e Guedes pôde aplicar o que dá certo. Lula se impõe a Haddad, e nenhum dos dois tem conhecimento econômico além do superficial. Por isso, o Brasil desce rápido na deterioração das contas públicas — e o Congresso mostrou que não dará voto para mais impostos. O que se esperava que rebentaria nas mãos do próximo presidente agora economistas preveem para o ano que vem. Que, para a desgraça da atual administração federal, será ano eleitoral.
José Dirceu está preocupado com as eleições e há pouco se manifestou. Antes, por seu amigo, o advogado Kakai, que expressou sua queixa por Lula já não ouvir seus companheiros mais confiáveis, estando isolado — no que pareceu uma crítica a Janja, que o influencia e evita outros conselheiros. Agora, o próprio José Dirceu argumenta que a esquerda não se atualizou, perdeu o protagonismo no mundo digital e fala para um Brasil que já não existe. Lula se isolou também do aliado histórico, Estados Unidos, e do Estado que um brasileiro, Oswaldo Aranha, ajudou a criar na ONU: Israel. Escolhas de Lula. Que prejudicam o país externa e internamente. Que enfraquecem o poder nacional como um todo. Deterioram posições econômicas e políticas no concerto internacional, endividam e enfraquecem o Estado brasileiro e desestimulam os que produzem e empregam. Mas não se pode dizer que são escolhas só de Lula. Foi, sobretudo, opção dos que têm o poder do voto.

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Davi Alcolumbre judeu. Que desgosto deve ser para este bravo povo ter uma figura patética como essa em seu meio.
Desde quando o Filho de Belzebu e o Taxador mor entendem, ainda que superficialmente, de economia?
Excelente!