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Lula estrela o remake de "Vale Tudo", agora como herói soberano de um Brasil com três poderes fundidos em um só | Foto: Montagem Revista Oeste/UEREUTERS/Jean Carniel
Edição 282

Sucupira contra o mundo

É de tirar o fôlego uma trama que mostra a imprensa tratando como mocinho da história Lula e seu "regime 3 em 1"

Esse remake de Vale Tudo está emocionante. Lula exige respeito de Trump porque sempre respeitou as pessoas. Uau! Gilberto Braga não seria tão ousado. Essa é a função da ficção: deformar a realidade para levar o público a uma nova percepção dela.

É de tirar o fôlego uma trama que mostra a imprensa tratando como mocinho da história Lula e seu “regime 3 em 1” (três poderes em um só). Os novelistas modernos inventam cada coisa que até o capiroto duvida. O mais emocionante é ver os jornalistas inteligentinhos, aqueles que sempre criticaram o PT, concluindo que nesse embate o marginal é o Trump! Viva o soberanismo providencialista, diria Odorico Paraguaçu.

É sempre uma atração imperdível o protagonista com aquela voz de ogro mal-dormido simulando indignação. Ele já brilhou em papéis como pivô do maior escândalo de corrupção da história e comandante da derrocada econômica nacional. É que nem Tony Ramos e Antônio Fagundes: depois de encarnar a maldade mais abjeta, pode reaparecer como herói que todo mundo acredita. Viva o mundo da imaginação.

Lula brilha de novo como herói nacional — mesmo após escândalos e caos econômico. Viva o roteiro da ficção política! | Foto: Shutterstock

O vilão da história é terrível. Ele combate a imigração ilegal e a proteção a criminosos como tática eleitoreira. O que esse desalmado quer? Acabar com o charme da bandidagem? Como ficaria o mundo sem Butch Cassidy e O Poderoso Chefão? Será que ele não se sensibiliza com as causas cosméticas de Hollywood, que tantos dividendos trazem para os carreiristas e os aproveitadores? O que seria da humanidade sem os carreiristas e os aproveitadores? No mínimo, um tédio.

A imprensa inteligentinha e perfumada recita de olhos fechados: “Trump é mau!” E está coberta de razão. O sujeito não respeita nenhum país dominado pelo crime — o que é obviamente uma postura preconceituosa e uma flagrante intolerância à diversidade. Trata-se de um criminofóbico. Para se ter uma ideia, ele está sempre implicando com os delírios atômicos do Irã e os financiadores do terrorismo do bem. Não tem a menor empatia pelo Hamas, tão querido em universidades e festinhas burguesas ocidentais. Enfim, um homem sem coração.

Foi uma ideia genial dos roteiristas colocar o reino petista como resistência à invasão externa — pouco depois de pedir ao ditador da China que mandasse alguém da sua confiança para regular a internet no país. Como sempre acontece nas tramas heroicas, para tudo dar certo e a história ficar verossímil é preciso algum nível de licença poética — garantida, no caso, pela imprensa e sua indefectível vista grossa para a podridão do reino.

Parabéns aos envolvidos. Vale tudo contra o tarifaço. É Sucupira contra o mundo.

Trump, o vilão que ousa enfrentar o crime e ignora as causas da moda em Hollywood. Imperdoável! | Foto: Shutterstock

Leia também “A missão brasileira na Lua”

13 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    É realmente como disse Fiuza, o Brasil é uma obra de ficção

  2. Manoel Aparecido Santana
    Manoel Aparecido Santana

    Como sempre, o Fiuza é brilhante ao retratar o Brasil Tupiniquin e seus maniqueismos reais…
    Sensacional👏👏👏💝! “Regime 3 em 1…” realmente este “Vale Tudo”, mais um, está emocionante e estou acompanhando capítulo a capítulo…

  3. Jurandir
    Jurandir

    Hahahaha… adorei o título. O coronel Odorico Ogro Cachaceiro encarna o retrato do país emburrecido pelo lulopetismo e que insiste em ficar no atraso, agora com uma ditadura mequetrefe que está sendo aniquilada aos poucos, com sanções e leis magnistsky. Mano, os caras arrumaram briga e dobram a aposta com a maior potência do planeta, enquanto nossas forças armadas não passa de um bando de covardes.

  4. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    Fiuza é a prova que a vida inteligente não acabou no Brasil. o duro é ser assediado pela ex grande imprensa atuando como porta voz do Consorcio 3×1

  5. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    O LL deforma a realidade de acordo com o seu cérebro. Falta-lhe a escolaridade básica. Ao falar atropela as palavras e ao escrever ele desenha as letras. Gosta de discursar e coitados dos que o ouvem. Vou repetir meu refrão: Ele faria um bem enorme ao Brasil se renunciasse e fosse com sua consorte morar, quem sabe, no Afeganistão ou no Irã, onde tem terroristas aliados. Só um detalhe, no Irã a bebida alcoólica é proibida e punido seu consumidor.

    1. Marcos Marcioni
      Marcos Marcioni

      Texto baseado em fatos reais e nada de fatos e personagens fictícios.

  6. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Fiuza, encontrei em casa uma velha coleção de CDs e eis que lá estava a versão original de O Bem Amado do genial Dias Gomes com Paulo Gracindo e outros talentosos atores.
    Estou assistindo a produção e é impossível não associar o populismo e a corrupção eleitoral e econômica de Odorico Paraguaçu com Lula.

    1. Herbert Gomes Barca
      Herbert Gomes Barca

      muito bom Fiuza ! governo 3 × 1 foi boa hahahahahá

  7. Jose geraldo covre
    Jose geraldo covre

    Fiuza voce e bom demais, e o melhor, depois de velho GUZZO.

    1. Nelson José Camargo Umbria
      Nelson José Camargo Umbria

      Tirou as palavras da minha boca! O velho Guzzo deixou um substituto à altura!

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