publicidade
Foto: Montagem Revista Oeste/REUTERS/Adriano Machado
Edição 286

O cinismo da campanha lulopetista contra Nikolas Ferreira

O socialismo latino-americano não é um movimento político. É organização criminosa em escala continental

“Devemos nos mover o mais rápido possível para usar as drogas e os narcóticos tanto para aleijar a sociedade capitalista quanto para financiar mais atividades revolucionárias.”
(Nikita Kruschev, 1962)

“Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista (…). É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido.” 
(Farc, Saudação ao Foro de São Paulo, 25 de janeiro de 2007)

Nunca a velha máxima atribuída a Lenin foi aplicada com tamanho descaramento: acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é. A campanha de assassinato de reputação orquestrada pelo PT e sua imprensa amestrada contra Nikolas Ferreira — o jovem parlamentar de direita que os comunistas tentam associar ao crime organizado e, em particular, ao PCC — é leninismo puro-sangue.

Com a mais recente peça de cinismo idealizada por Sidônio Palmeira, ministro da propaganda do Reich lulo-alexandrino, chegamos, de fato, ao grau supremo da obscenidade. Afinal, são justamente os membros da cultura política que ensinaram o crime a se organizar no presídio de Ilha Grande (dando origem ao Comando Vermelho), que confraternizaram por décadas com os narcoterroristas das Farc e transformaram países inteiros em reféns de cartéis governamentais (como na Venezuela), que agora posam de paladinos da soberania, da lei e da ordem. É como se Al Capone acusasse o açougueiro da esquina de lavagem de dinheiro. Como se Nero incendiasse Roma e culpasse os cristãos pelo fogo. Como se Suzane von Richthofen fosse promovida a embaixadora de uma campanha mundial contra o parricídio…

Alexander Soljenítsin costumava dizer que a mentira é a alma imortal do comunismo. Ao que eu acrescentaria: e a cocaína é o seu combustível. Quem ainda não entendeu isso não entendeu absolutamente nada do que se passou na América Latina nas últimas cinco décadas, uma longa história de amor entre o crime organizado e o marxismo-leninismo, que agora os seus representantes brasileiros buscam apagar, atribuindo o próprio crime justamente aos seus adversários políticos.

Em meu livro Ideologias de Massa e suas Metamorfoses (PhVox, 2023), dei ao 17º capítulo o título de “epidemia rosa”, expressão que pretendia sintetizar a história política da esquerda latino-americana nas últimas cinco ou seis décadas. Tomei-a de empréstimo do general soviético Boris Shevchenko, chefe do departamento especial de propaganda, que cunhou a expressão para se referir secretamente à operação de inteligência que, usando como base os regimes e movimentos pró-soviéticos na América Latina, consistia em inundar os EUA e o Ocidente com cocaína. Portanto, o “rosa” fazia referência à fusão cromática entre o branco da cocaína e o vermelho do comunismo.

Com efeito, de acordo com arquivos hoje disponíveis — entre eles o célebre Mitrokhin Archive, do dissidente soviético Vasili Mitrokhin, e os do general tcheco Jan Sejna, membro do StB, o serviço secreto da antiga Tchecoslováquia —, a disseminação de drogas no interior dos Estados Unidos era vista pela URSS, por um lado, como forma de enfraquecer o “inimigo de classe” por dentro, pela dissolução de sua juventude, sua disciplina social e sua capacidade de resistência, e, por outro, como meio de aquisição de dinheiro para financiar o movimento revolucionário mundo afora. Eis aí o real sentido do internacionalismo comunista, no qual o lema “trabalhadores do mundo, uni-vos” foi substituído por “traficantes do mundo, abastecei-nos”.

Fidel Castro
Fidel Castro assumiu o poder em Cuba em 1959 | Foto: Reprodução/Wikipedia

Foi em Cuba que a teoria soviética da subversão via narcotráfico ganhou corpo. Desertores como Rafael del Pino relataram como aviões militares de Castro transportavam pó em conluio com cartéis colombianos. E quando a sujeira veio à tona, Fidel organizou um julgamento-espetáculo digno de seu guru Stalin: julgou e executou o general Arnaldo Ochoa como bode expiatório, a fim de acobertar o seu próprio papel na instrumentalização do tráfico de drogas. Ou seja, aquele mesmo regime que posava de farol moral da humanidade era, na prática, um entreposto de cocaína para Miami. Como relata em seu livro de memórias, Juan Reinaldo Sánchez, ex-segurança do ditador cubano: “Fidel havia pedido para eu cortar o sinal do gravador que ele tinha na sala, mas por curiosidade eu o religuei e ouvi o ministro do Interior José Abrantes prestar contas a ele das receitas do tráfico. Foi nesse momento que me dei conta de que eu não servia a um revolucionário, mas a um narcotraficante.” 

Na Colômbia, a simbiose alcançou o paroxismo. As Farc, um bando de celerados marxistas-leninistas, descobriram que slogans revolucionários não compram fuzis. Como resultado, adotaram o lema: “la coca es la gasolina de la revolución”. No início dos anos 2000, relatórios da DEA mostravam que eles controlavam até 60% da produção mundial. Em suma, cada carreirinha cheirada por um jovem rebelde e cretino em Paris ou Nova York ajudava a financiar sequestros, assassinatos e propaganda socialista.

No Brasil, o episódio clássico dessa internacional do crime foi a prisão de Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, num acampamento das Farc em plena selva colombiana, onde negociava com os narcoterroristas armas contrabandeadas do Líbano (mais precisamente do Hezbollah) em troca de cocaína. Depois vieram as delações de Marcos Valério, homologadas pelo mesmo STF que, mais tarde, proibiria toda menção aos fatos, a saber. Em julho de 2022, Valério relatou à Polícia Federal a proximidade entre o PT e o PCC, facção criminosa que hoje controla boa parte dos negócios e das finanças no país.

Narcotraficante Fernandinho Beira-Mar | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Juntando a delação de Valério com outras informações — como as da sociedade do ex-contador de Lula com a mesma facção criminosa; do vereador petista também suspeito de envolvimento com o PCC; do áudio vazado em que um bandido do PCC preso fala em “diálogo cabuloso” com o PT; da confissão do Descondenado-em-chefe de que atuou para soltar os “meninos” (todos guerrilheiros marxistas acima de 30 anos) que sequestraram Abílio Diniz, e cujo contato com presos comuns no Carandiru seria o embrião do surgimento do PCC; da vitória esmagadora do Descondenado entre os eleitores presidiários; da livre visita, sem escolta, do então ministro da Justiça, o comunista Flávio Dino, a uma região dominada pelo crime organizado no Rio de Janeiro etc. —, vemos surgir um quadro perturbador, no qual a política e o crime organizado aparecem inextricavelmente misturados.

Mas foi a Venezuela de Hugo Chávez que elevou o modelo ao paroxismo, tornando-se o primeiro narcoestado da América do Sul. Hoje, na mira de Donald Trump e Marco Rubio, o Cartel de los Soles, formado dentro das Forças Armadas chavistas, transformou o país no grande laboratório do narcossocialismo continental. E, por óbvio, enquanto generais eram sancionados pelo Tesouro americano e sobrinhos de Maduro eram condenados em Nova York por tentar mandar 800 quilos de pó para os EUA, o povo venezuelano continuou condenado à miséria eterna em nome da revolução bolivariana redentora.

A prova final veio com Hugo “El Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência militar de Chávez. Diante da Justiça espanhola, confessou que o regime bolivariano financiava partidos de esquerda em todo o continente com dinheiro do tráfico. Entre os beneficiários, ninguém menos que o PT. Ou seja, segundo o “frango” venezuelano, que hoje continua cantando numa prisão americana, as campanhas presidenciais de Lula e Dilma foram literalmente irrigadas com o suor e o sangue dos viciados em crack e cocaína mundo afora. Haja soberania nacional, hein, Sidônio?

O falecido ditador Hugo Chávez esteve no poder entre 1999 e 2013 | Foto: Harold Escalona/Shutterstock

Diante desse acervo monumental — arquivos soviéticos, confissões de desertores, escutas de membros de facções criminosas, relatórios internacionais, delações homologadas, sentenças da Justiça americana etc. —, qual é a reação da extrema-esquerda? A de sempre: negar, relativizar, inverter. Negam quando ainda podem esconder. Relativizam quando já não podem negar. E invertem quando não dá mais para relativizar.

O pior é que, em alguma medida, a tática aviltante funciona. Funciona porque a mentalidade brasileira foi rebaixada ao ponto em que a mentira não apenas convence, mas consola. Porque uma elite midiática e acadêmica, por burrice, canalhice ou ambas, repete em coro o script da inversão da realidade. E porque setores da própria direita, acovardados e despreparados para o combate contra o mal político, ainda se preocupam em parecer “respeitáveis” diante dos piores vigaristas.

Daí que é preciso deixar muito claro: a “epidemia rosa” não é uma figura de linguagem, mas um diagnóstico preciso. O socialismo latino-americano não é um movimento político. É uma organização criminosa em escala continental, para a qual a política oficial, bem como o narcotráfico, são meros instrumentos. É a fusão entre o vermelho da ideologia mais mortífera da história e o branco da droga mais destrutiva. É uma máfia travestida de ideologia, uma quadrilha treinada em discurso pseudo-humanista. Enfim, rosa é a cor do socialismo latino-americano — uma mistura de sangue e pó, utopia e vício, mentiras e cadáveres. Que os representantes nacionais dessa longa e nefasta simbiose acusem justamente os adversários políticos de praticá-la tampouco deveria causar perplexidade. Matar e acusar em escala industrial — eis as duas artes satânicas nas quais os comunistas se especializaram mais do que ninguém.

Leia também “Um pesadelo totalitário”

Leia mais sobre:

8 comentários
  1. Perecles Antônio Gonçalves Pacheco
    Perecles Antônio Gonçalves Pacheco

    A sexualidade do esquerdista é invertida. Será que não estão querendo dar para o Nikolas?

  2. Edmar Simplício da Silva
    Edmar Simplício da Silva

    Resumo claro do que veio a se tornar aquele partido o qual o General Figueiredo relutou em reconhecer, e quando o fez, acertadamente previu o futuro ao qual nos encontramos hoje.

  3. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Oportuno artigo, Flávio Gordon.
    Felizmente os EUA acordaram contra esta gangue venezuelana, que tem braços inclusive aqui no Brasil. Ou quem sabe até o contrário, o braço seja a gangue venezuelana. PCC, PT, supremos…

  4. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Ninguém tem mais nenhuma dúvida a respeito do papel do PT dentro do cenário mundial, como partido comunista terrorista narcotraficante ladrão genocida assassino e etc. Se houvesse uma justiça íntegra esse PT já tinha sido eliminado

  5. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    A História é especialista em desnudar os FARSANTES da ultra extrema esquerda cleptocrata do Lula. Nem adianta o Sindicato STF/TSE/PGR/PF/PT/LULA/VELHA E VENAL IMPRENSA tentar terceirizar as próprias mazelas, escândalos de corrupção e acelerado processo de destruição do Brasil. Na medida em que o SINDICATO comandado pelo plenipotenciário juiz de fachada Alexandre de Moraes, que atua há anos à margem das LEIS, associa-se com o falido desgoverno Lula 3 para calar o Brasil e os brasileiros. Vejam a desgraça moral de um senil e sempre desonesto Lula. UOL em 31/08/2025 “Aliados de Lula acusam Nikolas de ajudar o PCC com vídeo do Pix; deputado fala em ‘canalhice’ O próprio Lula no auge do seu autoritarismo respaldado no parcial e pouco crível STF, insinuou que o Nikolas Ferreira teria ajudado o PCC. Sabe quem ajudou o PCC, Lula? Revista Veja em 09/01/2015 ” Secretário da Segurança defende cooperativa de van ligada ao PCC”. ” Alexandre de Moraes aparece no Tribunal de Justiça como advogado da Transcooper, investigada por suspeita de vínculo com crime organizado.” ” O secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, ALEXANDRE DE MORAES, (PMDB), aparece no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em pelo menos 123 processos na área civil da Transcooper.” Lula, esse é o mesmo ALEXADRE DE MORAES que hoje lhe coage, também coage Hugo Motta e Davi Alcolumbre, coincidentemente os três manobrados, jungidos, servis por terem os FELPUDOS RABOS PRESOS EM SUPREMAS GAVETAS. ” Empresa de combustíveis do PCC tem contratos com órgãos públicos, apontam investigações. Carbono Oculto indica que Rede Sol Fuel tem contratos milionários para o fornecimento de combustíveis a órgãos públicos federais.” Lembrem, Lula, STF/TSE/PT/VELHA IMPRENSA, que é a mesma patota do PCC, flagrada em ESCUTA AUTORIZADA PELA JUSTIÇA, expondo ” diálogos com nóis ” dada a afinidade delinquente do PCC com o PT. Mais recentemente, o CEO, do PCC, o Marcola, teria dito que na Eleição de 2022 o ” Lula eleito é melhor, mesmo sendo pilantra ” Lembro ao LULA/PT/STF, a CENSURA na mesma Eleição de 2022, quando era proibido dizer que o Lula tem laços com o PCC e é amigo de DITADORES, quando os fatos mostram que o LULA tem laços sólidos com o PCC e é amigo de DITADORES. Mais do Lula. “Tem um deputado que fez campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs, e agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”, disse em entrevista na sexta-feira, 29″ Lula, é o seu DESGOVERNO que tem contratos com empresas de fachada do PCC. Mesmo o conglomerado Globo expos sua CANALHICE, Lula. ” Lauro Jardim | Distribuidora de combustível investigada por ligação com o PCC tem contrato com a Presidência da República e ministérios .”

Anterior:
PIB murchou: a crise do Brasil já começou
Próximo:
O mercado editorial descobre a direita
publicidade