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Foto: Revista Oeste/Gerado por IA
Edição 287

O impacto do IOF chegou à previdência privada

E mais: Petrobras solar; Vale investirá menos; Embraer emplaca nos EUA; Latam cresce em dois dígitos; Brasil exporta mais carne; Gás dos hermanos; Produção em alta e vendas em baixa; ANS sem grana

A aplicação do novo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 5% sobre aportes de investimentos previdenciários está provocando um progressivo esfriamento das atividades do setor. Segundo o presidente de uma entidade que representa operadoras de previdência privada, em cerca de dois meses de aplicação a nova tributação já provocou uma contração relevante dos aportes e o congelamento de novos produtos.

Muitos investidores estão preferindo investir em papéis isentos de Imposto de Renda, como CRAs, CRIs e fundos de debêntures incentivados, criando sérios problemas para a indústria da previdência privada. A redução da demanda de títulos do Tesouro Nacional com vencimento no longo prazo, registrada nos últimos meses, é fruto dessa situação, já que os principais compradores sempre foram os fundos de pensão.

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Petrobras solar

A Petrobras estaria estudando a aquisição de fazendas solares para abastecer unidades da companhia, incluindo a Transpetro, seu braço logístico. Atualmente, a Transpetro opera dois terminais com energia fotovoltaica, localizados em Guarulhos (SP) e Belém (PA). Um terceiro terminal, em Coari (AM), pode ser incluído no projeto. O projeto da Petrobras segue uma tendência já adotada por outras companhias petrolíferas, que adquirem grandes terrenos para instalar fazendas solares e atender diversas operações.

Petrobras estaria estudando a aquisição de fazendas solares para abastecer unidades da companhia | Foto: Shutterstock

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Vale investirá menos

A Vale reduziu a meta de investimentos para 2025, passando de US$ 5,9 bilhões para algo entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Por outro lado, a mineradora não alterará os investimentos em soluções de minério de ferro, que permanecerão em US$ 3,9 bilhões. A companhia divulgou também a nova meta de venda de 25 milhões de toneladas do novo produto de minério de ferro “Carajás Médio Teor” e de 24 milhões de toneladas para o concentrado PFC.

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Embraer emplaca nos EUA

A Embraer registrou um pedido firme de 50 jatos modelo E195-E2 por parte da companhia aérea americana Avelo Airlines, com direitos de compra para mais 50 unidades. O valor da operação é de US$ 4,4 bilhões, excluídos os direitos de compra. As entregas têm início previsto para o primeiro semestre de 2027. A Avelo será a primeira companhia aérea dos EUA a operar a maior e mais avançada aeronave comercial da Embraer.

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Latam cresce em dois dígitos

A Latam registrou aumento de 10,8% no tráfego de passageiros em agosto ante o mesmo mês de 2024. A capacidade de voo subiu 9,4% no período e a taxa de ocupação foi de 85,4% no mês passado, alta de 1,1 ponto porcentual na comparação anual. A companhia transportou 7,69 milhões de passageiros, número 9,1% maior do que um ano antes.

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Brasil exporta mais carne

A exportação de carne bovina do Brasil em 2025 deve crescer 12% em volume em relação ao ano passado. Segundo a Abiec, associação que reúne os produtores da categoria, essa alta vai ocorrer apesar da imposição do tarifaço de 50% dos Estados Unidos, que entrou em vigor em 6 de agosto. Entre as principais entidades que se beneficiarão com a alta estão as exportadoras JBS, Marfrig e Minerva. No primeiro semestre de 2025, os EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina, com 181.477 toneladas embarcadas, o equivalente a 12,3% do total exportado.

A exportação de carne bovina do Brasil em 2025 deve crescer 12% em volume em relação ao ano passado | Foto: Shutterstock

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Gás dos hermanos

A Argentina poderá exportar gás para o Brasil. Mas só valerá a pena se chegar a um preço menor de US$ 10 por milhão de BTU. Caso contrário, a competição será com o gás natural liquefeito (GNL). Segundo a petrolífera francesa TotalEnergies, para poder exportar, a Argentina deve investir em infraestrutura e concordar com tarifas de transporte mais baixas para os países vizinhos. Em abril a empresa exportou gás pela primeira vez para o Brasil, da formação de Vaca Muerta, no oeste da Argentina, por meio de um gasoduto da Bolívia.

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Produção em alta, vendas em baixa

A indústria automotiva brasileira aumentou a produção em agosto, mas as vendas caíram. Segundo a Anfavea, a associação das montadoras, as fábricas brasileiras produziram 247 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em agosto, registrando uma alta de 3% sobre o volume de julho. No entanto, as vendas caíram 7,3%, para 225,4 mil unidades, no mesmo mês.

Na comparação com agosto do ano passado, a produção caiu 4,8% e os emplacamentos recuaram 5,1%. As exportações de agosto tiveram o melhor desempenho desde junho de 2018, com um volume de 57,1 mil veículos — um crescimento de 49,3% sobre o mesmo mês de 2024.

A indústria automotiva brasileira aumentou a produção em agosto, mas as vendas caíram | Foto: Shutterstock

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ANS sem grana

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está sem dinheiro e isso pode prejudicar suas atividades, como a fiscalização de empresas de planos de saúde. A demanda de financiamento da agência para o ano que vem era de R$ 165 milhões, mas o governo indicou no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa 2025) apenas R$ 112 milhões, valor insuficiente que poderá afetar, principalmente, investimentos em tecnologia para melhorar os serviços da agência.

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