Em um dia histórico, Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, e Yasser Arafat, presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), apertaram as mãos e selaram formalmente um acordo, ainda inicial, de paz. Esse encontro foi mediado por Bill Clinton, presidente dos Estados Unidos, em Washington, no gramado da Casa Branca, no dia 13 de setembro de 1993. Ficou conhecido como Acordo de Oslo — em uma referência à capital da Noruega, onde representantes de ambos os países realizaram as negociações.
Neste acordo, Israel reconheceu a OLP como representante legítima dos palestinos e, por outro lado, a OLP havia renunciado ao terrorismo. No acordo estava detalhada a retirada israelense, dentro de cinco anos, de Gaza e Jericó (atual Cisjordânia) e a expansão da autonomia palestina para outros centros populacionais. Também estavam previstos a divisão da Cisjordânia em diferentes zonas, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados e o término dos conflitos.

Reconhecer a legitimidade do Estado de Israel e, em paralelo, a criação interina da Autoridade Palestina (AP), limitada em Gaza e na Cisjordânia, foi uma fonte de esperança para apaziguar os conflitos entre israelenses e palestinos. Em 1994, Rabin, Arafat e Shimon Peres, ministro das Relações Exteriores de Israel, receberam o Prêmio Nobel da Paz.
Mas o esforço pela paz custou caro e teve consequências. Na noite de 4 de novembro de 1995, Rabin foi assassinado por um extremista judeu durante uma manifestação em apoio aos Acordos de Oslo, em Tel Aviv.
A desconfiança e a tensão aumentaram. A continuidade nas negociações começou a falhar. Israel foi acusado de prosseguir criando assentamentos na Cisjordânia. E, ainda mais preocupante, atentados terroristas em Israel minavam a credibilidade das lideranças palestinas.
Outra consequência do colapso da implementação do Acordo de Oslo foi a inesperada visita de Ariel Sharon, na época parlamentar do partido Likud em Israel, a um local sagrado em Jerusalém, na mesquita de Al-Aqsa. Palestinos e israelenses entraram em confronto no Muro das Lamentações. O conflito só terminou em 2005, com um cessar-fogo naquele momento. O processo de paz congelou e uma revolta palestina foi desencadeada: a Intifada de Al-Aqsa ou Segunda Intifada.

O Acordo de Oslo nunca se concretizou, mas deixou uma marca na história. Foi um passo significativo no processo de paz no Oriente Médio.
Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.
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