Na 11ª hora do 11º dia do 11º mês de 1918 entrou em vigor o cessar-fogo da Primeira Guerra Mundial. A Alemanha assinou um acordo com os Aliados algumas horas antes, precisamente às 5h12 da manhã, em um vagão de trem na floresta de Compiègne, na região francesa da Picardia. A data ficou conhecida como o Dia do Armistício e passou a ser um dia simbólico em memória aos soldados feridos e mortos, com homenagens em muitos países que estiveram envolvidos na guerra.

Depois de quatro anos de uma guerra devastadora, a notícia do cessar-fogo provocou celebrações espontâneas em várias cidades dos países Aliados, como Paris, Londres e Nova York. Milhares saíram às ruas para dançar, cantar e abraçar quem encontrassem pelo caminho.



Já na Alemanha a sensação foi drasticamente oposta. O sentimento de derrota e lástima pairava no ar diante da rendição. O armistício impôs duras condições à Alemanha, como a libertação dos prisioneiros aliados, desmilitarização imediata do exército, pagamento de reparação de guerra e perda de território. Menos de um ano depois, em junho de 1919, o Tratado de Versalhes foi assinado. A aceitação dos termos foi considerada por grande parte dos alemães como uma humilhação nacional. O descontentamento entre a população era tamanho que acabou criando espaço para instabilidade social e política. Anos mais tarde abriu caminho para a ascensão do Partido Nazista no país.
Ao longo dos anos, o Dia do Armistício — agora frequentemente chamado de Dia da Memória ou Dia dos Veteranos, dependendo do país — transformou-se numa data de solene comemoração. É tradição fazer dois minutos de silêncio para honrar a memória das vítimas da guerra, às 11h da manhã do dia 11 de novembro, o momento exato em que o armistício entrou em vigor, além de cerimônias realizadas em memoriais de guerra, como o Cenotáfio em Londres e o Túmulo do Soldado Desconhecido em Paris, com a presença de líderes políticos, membros da realeza e veteranos. Coroas de flores são depositadas em homenagem aos mortos. Milhões de pessoas, especialmente no Reino Unido, usam uma papoula vermelha de papel (Poppy Appeal) na lapela durante as semanas que antecedem a data. A flor foi inspirada no poema In Flanders Fields, que descreve como as papoulas cresceram nos campos de batalha devastados da Flandres, na Bélgica. A venda dessas papoulas também serve para arrecadar fundos para instituições de caridade que apoiam os veteranos e suas famílias.


Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.
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Gosto de ler a Revista Oeste do início ao fim. Parabéns pelas fotos brilhantes. Convido a todos a acessarem diariamente minha coluna https://gazetahora1.com/coluna-do-inabalavel Muito obrigado. Compartilhem com o máximo possível de pessoas!
Amo essa coluna! Parabéns Oeste.