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Alexandre de Moraes durante sessão que tornou Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto inelegíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Edição 302

Lama na toga

Escândalo do Master escancara a relação promíscua do banco com ministros e põe o STF na defensiva

Desde a revelação da viagem de Dias Toffoli em um jatinho particular com Augusto de Arruda Botelho, da defesa de um dos diretores do Master preso em virtude de fraudes financeiras, o ambiente nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a se deteriorar. A Corte vinha tentando conter os danos desse incêndio quando, uma semana depois, a temperatura voltou a subir (e mais alta) com a revelação de que o Master tinha um contrato de R$ 130 milhões, pagos em três anos, com a advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes. A contratação previa serviços de assessoria jurídica e institucional perante o Banco Central (BC), a Receita, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica e a órgãos ligados aos Três Poderes.

A soma dos episódios, que se acrescentou ao escândalo da Vaza Toga, aprofundou o desgaste em torno de Moraes. Ao menos cinco ministros passaram a tratá-lo como “foco recorrente de crise”, responsável por manter o Tribunal sob exposição permanente. Nesse contexto, chamou atenção o fato de não haver registros da atuação de Viviane junto aos órgãos citados no contrato. O BC comunicou que não existem anotações de acesso, reuniões ou interlocuções da advogada com a autarquia no período mencionado, informações confirmadas por órgãos federais.

Augusto Arruda Botelho recebeu o prêmio Comendador da Ordem de Rio Branco do presidente Lula | Foto: Reprodução/Instagram

Sob pressão

A celeuma no entorno de Moraes aumentou consideravelmente nesta semana, quando o jornal O Globo noticiou que o juiz do STF passou a tratar diretamente do Master com o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. Em um mesmo dia, o magistrado telefonou seis vezes ao chefe do BC num momento em que o Master já estava sob investigação e fiscalização intensa do BC. Os contatos ocorreram antes de qualquer manifestação pública de Moraes e chamaram atenção pela frequência e pelo contexto. Cabia ao BC conduzir a supervisão do Master e decidir, ao fim, sobre o seu destino no sistema financeiro.

Numa das conversas, segundo relato feito pelo próprio ministro a um interlocutor, Moraes afirmou que tinha simpatia por Daniel Vorcaro, dono do Master. Moraes teria argumentado que a instituição vinha sendo alvo de resistência por parte do sistema financeiro tradicional, por estar avançando sobre o espaço ocupado pelos grandes bancos. Ainda de acordo com esse relato, o ministro pediu que o BC autorizasse a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), que estava pendente do aval da autoridade monetária.

Galípolo, por sua vez, teria respondido que técnicos do BC haviam identificado fraudes no repasse de R$ 12 bilhões em créditos do Master para o BRB. Diante da informação, segundo os relatos, Moraes teria reconhecido que, caso as irregularidades fossem confirmadas, a operação não poderia mesmo ser aprovada.

Apesar do absurdo, Moraes permaneceu em silêncio. Somente no dia seguinte, depois da repercussão negativa em veículos de comunicação e junto à opinião pública, o ministro decidiu se manifestar. Em uma primeira nota, limitou-se a negar ter exercido pressão em favor do Master e afirmou que não tratou de interesses privados com Galípolo. O texto, porém, não mencionava o banco nem indicava datas, números de contatos ou reuniões. Horas depois, Moraes divulgou uma segunda versão da nota, agora citando o Master e admitindo duas reuniões com Galípolo. Segundo o ministro, os encontros ocorreram em 14 de agosto e 30 de setembro, para tratar exclusivamente da aplicação da Lei Magnitsky e de seus efeitos sobre o sistema financeiro. A cronologia, no entanto, levantou questionamentos: a sanção foi aplicada pelo governo dos Estados Unidos em 30 de julho, o que torna incongruente a menção a uma reunião ocorrida dois meses depois para tratar de seus impactos iniciais.

Além disso, as reuniões admitidas por Moraes não constavam da agenda oficial de Galípolo, nem da diretoria do BC. A ausência de registro chamou atenção porque a autoridade monetária mantém histórico público detalhado de compromissos, inclusive encontros fechados e audiências externas. Procurada para explicar a falta de registro, a autarquia não apresentou justificativa. O próprio BC confirmou, posteriormente, a realização de reuniões com Moraes para tratar da Magnitsky, mas não detalhou datas nem o conteúdo específico das conversas. As versões sucessivas, as correções posteriores e a ausência de registros oficiais passaram a integrar o debate público sobre a atuação do ministro, num momento em que o caso Master já havia extrapolado o noticiário jurídico e financeiro.

O ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Relações incestuosas

Durante anos, o Master operou longe dos holofotes, construindo sua trajetória sob o signo da discrição. Nesse período, recorreu a escritórios de advocacia com trânsito consolidado em Brasília. Entre eles estava o Warde Advogados, que teve, em 2021, a advogada Roberta Rangel, mulher de Toffoli, como integrante de seu quadro societário — vínculo que hoje não existe mais. A informação, até então lateral, ganhou peso quando o processo que apura um esquema bilionário envolvendo o banco passou a tramitar no STF sob a relatoria do próprio Toffoli. Pouco depois da viagem do ministro no jatinho particular com advogados de executivos do Master, ele decidiu puxar o caso para o STF. Em 3 de dezembro, já como relator de uma ação apresentada pela defesa do dono do banco, Daniel Vorcaro, Toffoli alegou a existência de pessoas com foro privilegiado, retirou a investigação da primeira instância, decretou sigilo integral e concentrou o processo em seu gabinete.

A canetada teve efeito cascata, pois anulou todos os atos praticados até então e condicionou qualquer avanço do caso à autorização da Corte. Na prática, a investigação foi interrompida fora do Tribunal e passou a tramitar sob controle direto de um de seus ministros. A decisão ocorreu no mesmo período em que a Polícia Federal (PF) apreendeu o celular de Vorcaro — o que deixou Brasília em pânico — e manteve o empresário e seus executivos presos por 11 dias.

Os laços do Master não se restringem aos casais Moraes e Toffoli. O banco também patrocinou eventos jurídicos frequentados por ministros do STF e de tribunais superiores, incluindo encontros com a presença de Ricardo Lewandowski, hoje integrante do governo Lula. À época desses eventos, Lewandowski ainda integrava a Corte. A relação avançou para outro patamar após a aposentadoria de Lewandowski. Já fora do Supremo, o ex-ministro firmou contrato de R$ 100 mil mensais com o banco para a prestação de serviços jurídicos por meio de seu escritório. O vínculo, de natureza privada, foi encerrado quando Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública e só veio a público depois que o Master passou a ser investigado pelas autoridades, na esteira do escândalo.

O contrato ampliou o alcance das conexões do Master no Judiciário. Diferentemente do patrocínio a seminários e encontros institucionais — prática comum no meio jurídico —, tratava-se de uma relação profissional direta com um ex-integrante da cúpula do Supremo, agora em atuação privada. A revelação reforçou a percepção de uma estratégia de aproximação contínua com figuras centrais do sistema de Justiça. À época, Lewandowski afirmou que o contrato não guardava relação com processos sob sua relatoria no passado e que não havia conflito de interesses. Ainda assim, o vínculo passou a ser citado como exemplo de como a separação entre atuação jurisdicional e interesses privados se torna mais difusa quando bancos sob investigação mantêm relações com magistrados recém-aposentados.

Tribunal acuado

Diante de toda essa exposição, a postura do Supremo passou a assumir contornos defensivos. À medida que o caso Master deixou de ser tratado como um episódio isolado, a Corte se viu pressionada a conter seus efeitos políticos e institucionais. Coube ao decano, Gilmar Mendes, fazer a única manifestação pública em nome da Corte, assumindo a tarefa de normalizar condutas e amparar os colegas atingidos pelas revelações. Ao comentar os episódios mais recentes, ele declarou ter “confiança” na atuação de Moraes e saiu em defesa de Toffoli, relativizando a gravidade dos fatos. Sobre a viagem de Toffoli em jatinho particular com integrantes da defesa de investigados do banco, observou que “encontros entre juízes e advogados são comuns” e que não via irregularidade na aproximação. O mesmo raciocínio foi aplicado ao caso Moraes. Gilmar tratou como suficientes as explicações apresentadas pelo colega, mesmo diante das revelações sobre contratos milionários, ligações reiteradas ao BC, reuniões fora da agenda oficial e versões sucessivas em notas públicas.

A diferença de tom entre as duas manifestações de Moraes também chamou a atenção nos bastidores. A primeira nota, divulgada de forma lacônica, limitou-se a negar irregularidades e afastar qualquer interferência indevida. Já a segunda adotou um tom mais explicativo, com a indicação de datas, encontros e justificativas. Para interlocutores do Tribunal, a mudança foi interpretada como um sinal de que Moraes passou a reagir ao desgaste público provocado pela sequência de reportagens e pela pressão externa, sobretudo da imprensa. Para um ex-ministro do STF, a mudança foi eloquente: “Quando a toga começa a se explicar demais, é porque o Tribunal já sentiu o peso de tudo o que ocorreu”.

Edson Fachin tenta “pastorear” ministros rumo a um Código de Ética, mas proposta é recebida com hostilidade na Corte | Foto: Fellipe Sampaio/STF

A manifestação isolada contrastou com o silêncio dos demais integrantes da Corte, sobretudo do presidente do STF, Edson Fachin. A ausência de posicionamentos mais claros reforçou a percepção de um Tribunal acuado. Nesse ambiente, o decano, Gilmar Mendes, rompeu o silêncio ao defender publicamente Moraes e Toffoli. Dias antes, Mendes já havia se antecipado à possível vitória da direita no Senado, em 2026, e reduziu o alcance de pedidos de impeachment contra ministros do STF. Em um primeiro momento, tentou concentrar exclusivamente nas mãos do procurador-geral da República a iniciativa para responsabilizar magistrados da Corte. Diante da reação política, recuou desse ponto específico. Ainda assim, manteve de pé o núcleo da decisão: fixou a exigência de quórum de dois terços do Senado para a abertura de qualquer processo de impeachment, restringiu as condutas passíveis de punição e tornou o afastamento de ministros uma hipótese excepcional — mesmo em cenários de forte desgaste público, como o atual.

Ao mesmo tempo, o acúmulo de crises abriu espaço para uma resposta institucional de outra natureza, embora velada. Nos bastidores, Fachin passou a defender a adoção de um Código de Conduta mais claro para os ministros, com regras explícitas sobre relações privadas, conflitos de interesse e limites éticos fora da atividade jurisdicional. A proposta, inspirada na Alemanha, ganhou força justamente por representar uma reação distinta à lógica do fechamento corporativo. A medida submete os integrantes da Corte a regras objetivas sobre transparência em encontros com partes interessadas, participação em eventos patrocinados, vínculos profissionais de familiares, recebimento de convites, viagens custeadas por terceiros e atuação após a aposentadoria.

Se aprovado, o Código não apaga os episódios recentes, mas sinaliza um reconhecimento de que a confiança pública exige parâmetros objetivos. Depois de contratos, viagens, pressões e decisões concentradas, o Supremo se vê diante de uma encruzilhada: insistir na autodefesa silenciosa ou aceitar que o Tribunal precisa se explicar — e se regular. É nesse ponto que a iniciativa de Fachin deixa de ser apenas uma resposta à crise e passa a se apresentar como a possibilidade concreta de romper com o padrão que colocou o Tribunal debaixo de fogo cerrado.

Leia também “O triunfo da injustiça”

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28 comentários
  1. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    O STF se encontra em sua pior composição talvez desde sua criação ainda no Império. É fato que os postulados constitucionais não vem sendo observados há um bom tempo tanto na indicação, como na aprovação de ministros, pois os filtros do Executivo e do Legisllativo se monstram completamente falhos. Idoneidade moral e notável saber jurídico, há muito foram relados a lato do lixo na história republicana recente, pois Ministros como Dino, Moraes, Tofolli, Gilmar Mendes, Barroso (perdeu mané), Carmem Lúcia, Lewandowysk, e mais quem possa integrar esta tenebrosa lista, são exemplos contundentes de quem não indicar a Suprema Corte, isto sem nos esquecermos de Zanin, que somente integra o Tribunal por ter sido advogado pessoal de Lula, o qual condenava a atitude em campanha e simplesmente nomeou seu defensor com a desfaçatez que lhe é peculiar. O Senado, a seu turno, protagoniza um escândalo atrás do outro ao demonstrar sem mea culpa sua subserviência ao STF. Ações como as de Moraes dutrante po Governo Bolsonaro e recentemente no 8 de janeiro demonstram sua total impossibilidade de permanência na Corte, assim como as ações de Tofolli, de Gilmar Mendes e Dino, completamente absurdas e despropositais, especialmente quando admitem a possibilidade de escritórios de paretnes atuarem no Tribunal sem impedimento ou suspeição. O caso Master o e contrato de 130 milhões de Viviane Moraes, as digitais de Tofolli no caso e de sua Mulher Roberta Rangel, demonstram a total falta de seriedade e de segurança jurídica no país chamado Brasil, pois já deveriam ter sido afastados, investigados e punidos.

  2. Armando Augusto Scanavez
    Armando Augusto Scanavez

    É uma pena que irá acabar em pizza. Afinal, o conselho protege o síndico e ninguém é penalizado, só os condôminos. Lembrem da Primavera Árabe, só uma igual aqui, para resolver. Mas, o brasileiro continua taioba.

  3. Valesca Frois Nassif
    Valesca Frois Nassif

    E o povo sempre aguardando pelas próximas eleições e acreditando que as coisas vão melhorar .

  4. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Até quando o povo brasileiro vai aguendar sustentar toda essa podridão das instituições, que deveriam ser exemplo para o povo.
    Homens, que não se envergonham de se olharem no espelho pela manhã. E quando estão trafegando pela cidade, nos carrões com motoristas pagos pelo povo, não se sentem tocados quando veem uma família morando na rua, enquanto eles compram mansões com dinheiro de corrupção.

  5. Otário Pagador de Impostos
    Otário Pagador de Impostos

    ESPERMA NA TOGA, não seria essa a manchete mais atual para este caso? Quero saber quando vão sair os vídeos da suruba que ministros dessas cortes, políticos e pangarés como Temer e Ciro Nogueira também estão nos vídeos, a Oeste pode apurar e publicar isso por favor.

  6. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    CÓDIGO de Ética!?!
    Kkkkk Isso já deveria ViR da Família, da escola…MAS NÃO…a índole deles é de seus familiares passados e futuros SÃO PODRES, PERVERTIDAS e PERVERSAS.
    O BOSTIL e seus Bostileiros são INTANKÁVEIS!!
    Nossa população é composta por um mal caráter hereditário….A ÉTICA Brasileira nunca é completa, plenamente idônea…a honestidade brasileira tem vários pesos, medidas e CIRCUNSTÂNCIAS….NOJO dessa cultura do jeitinho…o jeitinho SEMPRE BANDIDO. Sempre atrasa Lado de alguém, seja na praia, na ciclofaixa, na calçada, na escadaria rolante, no atendimento ao público no checkin, no ônibus no nosso condomínio…
    Em algum Lugar a má índole de 80% da população bostileira aflora e se manifesta em toda sua plenitude dantesca..
    Seja de direita ou esquerda, porém, MAIS concentrado nessa última…
    Pobre BOSTIL!
    Todas nossas instituições SÃO FACCIONADOS!! Até as forças armadas.

  7. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    As togas alinhadas no consórcio lulopetista e defensoras do já desacreditado Moraes, pelo simples fato de explicações demasiadas, está alertando os gansos. A confiança pública não aceita mais evasivas, quer respostas comprovadas. Fato, o acúmulo de crises da composição política do STF só desperta mais atenção, aguçam a curiosidade e apontam holofotes sobre seus protagonistas, a turminha que condenou Bolsonaro. A turminha que Fux apontou o dedo como ilegais. Um bom sinal, as paredes e o piso mostram fendas. .

  8. Francisco José Coelho de Morais
    Francisco José Coelho de Morais

    O bandido Toffoli é o testa de ferro do ditador Moraes.
    Ladrões!

  9. A-DDS
    A-DDS

    É exatamente nisso que dá colocar no “stf” um reprovado duas vezes em concurso pra juiz de primreira instância e um sujeito que advogou para o PCC. .

  10. Rodrigo Adley Silveira da Silva
    Rodrigo Adley Silveira da Silva

    Vocês da Revista Oeste foram bloqueados por quem quer que seja! Pra não dizer censurados! Esta assinatura está mantida pelo silêncio de vocês!

  11. Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva
    Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva

    O Brasil é um dos lugares do mundo em que todas as instituições são podres. Os esperançosos, bobos da corte. Os becos não têm saîda. Dia 31, brindaremos à próxima eleição, com entusiasmos morno e riso falso, cansados de esperar pelo que nunca chega. Parabéns pela reportagem.

  12. Elias
    Elias

    Estamos vendo a promiscuidade em sua mais suja versão!!
    PESSOAS QUE DEVERIAM ZELAR PELA JUSTIÇA, USANDO SUAS ESPOSAS, TAMBÉM INESCRUPULOSAS, COMO DISFARCE PARA FACILITAR A VIDA DE BANDIDOS!!
    Que vá todos ao inferno !!!!

  13. Victório Siqueira
    Victório Siqueira

    Código de conduta para os ministros do STF deveria ser desnecessário mas no Brasil atual está mais que recomendável, é indispensável. Mas ele só será útil para coibir desmandos futuros. E os atuais como ficam? O contrato de R$ 129 milhões é o caso mais clamoroso do momento mas sabemos que há muitos outros em que vários membros do STF têm agido fora da lei. É pra isso que serve o STF?

    1. Ana Maria de Miranda
      Ana Maria de Miranda

      Se há muito tempo, todos os dias, não obedecem à Constituição, irão obedecer a um código de ética? E quem irá conferir e cobrar o cumprimento desse código? Eles mesmos?? Mais uma providência do tipo “me engana que eu gosto”…

  14. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Uma opção razoável seria seguir o dinheiro pago à advogada de plantão contratada pelo banco Master .

  15. ELIAS
    ELIAS

    De concessão em concessão chega-se à prostituição, já afirma o velho ditado.
    De tanto autodeclarar ausência de conflitos de interesse em episódios francamente escandalosos em que verdadeiras fortunas transitaram pelas mãos de escritórios de “esposas” dos ministros, a corrupção foi sendo normalizada e, autoinvestida do poder supremo de se colocar no patamar da impunidade, a corte chafurdou no chiqueiro. Agora, até os narizes habituados com o cheiro, como os da grande imprensa, começaram a se tapar.

  16. JOÃO RICARDO ASTOLPHI
    JOÃO RICARDO ASTOLPHI

    Infelizmente e como dizem aqui no interior: a porteira já se abriu e a boiada passou, não acredito que haverá qualquer retorno à decência com essa atual composição de ministros do minúsculo stf! Temos sim uma verdadeira máfia que ao menor sinal de perigo, se blinda com ações ilegais e pior, inconstitucionais! Exemplos (apenas alguns!): Barroso explodindo a PEC do voto impresso, o inquérito das fake news, denunciantes das atrocidades do psicopata assassino sendo revertidos a réus, a imensa promiscuidade com terceiros em processos julgados por eles mesmos, os escritórios das esposas, a blindagem de banqueiros corruptos, a auto blindagem contra um Congresso inepto, sabujo e vassalo e por aí vai! Só Deus na causa mesmo!

  17. Ricardo
    Ricardo

    Este proposto código de ética é um piada. Os caras não obedecem a Constituição que deveriam guardar e vão obedecer um código interno julgado pela própria corja?

    1. Ney Wilde
      Ney Wilde

      Se precisam de código de ética, fica evidente que não estão aptos a ocupar uma cadeira do supremo.

  18. Jeovane Pinto dos Santos
    Jeovane Pinto dos Santos

    Infelizmente vai ficar tudo bem e tudo certo…pra Moraes..

  19. Andre mendonça
    Andre mendonça

    A velhinha de Taubaté (alguém ainda se lembra dela, a última pessoa do Brasil que apoiava Figueiredo, era uma personagem de Jô Soares) acredita que alguma coisa vai mudar. Deixai num cemitério todas as esperanças, oh vós que Morais no Brasil…

    1. Antonio Carlos Almeida Rocha
      Antonio Carlos Almeida Rocha

      era do Luís Fernando Veríssimo, nao do Jô Soares…

  20. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Caso não ocorra uma limpeza urgente, nesse poder “superior, passaremos a viver em anarquia absoluta onde até uma advogada medíocre ganha milhões sem comprovar os “serviços prestados”.

  21. MNJM
    MNJM

    Parabéns Crystian um excelente artigo. O atual colegiado destruiu a credibilidade da Instituição, o STF passou a ser uma banca de negócios, a cara de pau de alguns ministros assusta, acham que o povo é idiota. O Senado se fosse digno e atuante, por dever colocaria esses destruidores da Instituição na rua. Tofffoli , Moraes, Gilmar e a primeira turma (a Patotinha do Moraes) envergonham o país. Cadê moral?

    1. Jeovane Pinto dos Santos
      Jeovane Pinto dos Santos

      STF não tem Moral tem Moraes..faz o que quer quando e como quiser..

  22. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Mais uma vez artigo brilhante de Cristyan Costa. Para quem ainda não sabe o que é corrupção e roubalheira desse governo está aí uma excelente oportunidade para conhecer realmente o STF,seus tentáculos e até onde chega a tirania de Alexandre de Moraes e seus cúmplices.

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