Um sentimento de euforia parece ter invadido a Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que há dias não para de subir. O Ibovespa ganhou cerca de 10 mil pontos em dois dias, uma alta superior a 6%. Tudo isso ocorreu logo depois da divulgação da mais recente pesquisa eleitoral da Atlas/Intel, que mostrou como a distância no segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro diminuiu de 12 para quatro pontos percentuais em relação às medições anteriores. Esse dado foi suficiente para animar o mercado financeiro, que começou a comprar ações. Principalmente de empresas estatais, como a Petrobras ou o Banco do Brasil. Sinal claro de que os investidores estão apostando em uma mudança na política econômica do governo federal.
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Gringos otimistas
Os analistas estrangeiros estão olhando com atenção para o mercado brasileiro, prevendo uma forte alta em 2026. Segundo os estrategistas do banco de investimento americano JPMorgan, este ano poderá registrar fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras. Para o JPMorgan, entre outras razões, os estrangeiros deverão continuar buscando diversificação fora dos Estados Unidos. O ano começou com a entrada de R$ 7,3 bilhões de capital estrangeiro no Brasil, mas poderia chegar a R$ 25 bilhões, em comparação com os R$ 20 bilhões registrados em 2025.

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Ofertas bombando em 2025
O mercado de capitais brasileiro registrou um recorde de R$ 838,8 bilhões em ofertas no ano passado, uma alta de 6,4% na comparação com 2024. Segundo dados divulgados pela Anbima, os fundos imobiliários (FIIs) dominaram as ofertas, com um volume de R$ 79,2 bilhões em 2025, 77,2% acima do registrado no ano anterior. Fundos de direitos creditórios (FIDCs) também registraram uma alta expressiva, de 9,5%, alcançando R$ 90,8 bilhões. Por outro lado, operações envolvendo ações registraram uma queda de 37,9%, com apenas R$ 15,5 bilhões em volume e o número de transações passando de nove para dez.
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Alliança à venda
O grupo de saúde Alliança, de propriedade de Nelson Tanure, está formalmente à venda. O BTG Pactual, responsável pela operação, terá o difícil papel de tentar colocar no mercado uma empresa com um valor de mercado de cerca de R$ 650 milhões, mas sem liquidez alguma. A previsão é de que gigantes como Rede D’Or, Dasa e Fleury apresentem propostas para parte da empresa ou para todo o negócio, possivelmente dando em troca ações mais líquidas ou outros ativos. Tanure foi alvo da segunda fase da operação da Polícia Federal denominada Carbono Oculto, que apreendeu o telefone do empresário e bloqueou seus bens, com base na investigação sobre sua suposta ligação com o Banco Master. Tanure nega.

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JBS em expansão nas arábias
A JBS anunciou que dobrará a produção de sua nova fábrica de processamento de frangos na cidade de Jeddah, na Arábia Saudita. Segundo a maior produtora de carnes do mundo, as obras deverão terminar até o final de 2026. A JBS trabalha na Arábia Saudita com base na estratégia do reino árabe em aumentar a produção local de alimentos e reduzir a dependência das importações. A fábrica da JBS naquele país foi construída do zero e iniciou suas operações no ano passado, permitindo que a empresa quadruplicasse sua capacidade geral de produção no país, onde fabrica e vende produtos de carne bovina e de frango sob a marca Seara. A concorrência também está se mexendo. Em outubro do ano passado, a MBRF, rival da JBS, assinou um acordo de investimento com a saudita Halal Products Development Company para impulsionar sua joint venture local. Uma decisão que abriu o caminho para a listagem na Bolsa de Valores de Riad até 2027.
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Varejo titubeante
O varejo iniciou 2026 de forma indefinida. Segundo dados coletados pela Ibevar e pela FIA Business School, o varejo de bens registrou retração de 0,48% no quarto trimestre de 2025, enquanto o setor de serviços apresentou crescimento impulsionado por modelos digitais, conveniência, recorrência e busca por proteção financeira. No caso dos bens, o varejo foi sustentado por produtos essenciais, como artigos farmacológicos, médicos e de perfumaria (alta de 6,86%), calçados e vestuário (2,69%) e equipamentos para escritório e comunicação (3,97%). O setor de serviços registrou expansão em aplicativos de delivery (21,2%), seguro residencial (20,6%) e aplicativos de transporte (15,9%). A previsão para o mês de janeiro é de um crescimento moderado para as vendas do varejo, com alta de 0,06% no varejo restrito e de 0,77% no ampliado em relação ao mês anterior.
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Todo mundo quer alugar
O aluguel não para de subir e chegou a beirar os 9% de alta em 2025. Segundo os dados registrados pelo Índice FipeZAP, essa foi a maior alta jamais registrada para os preços de locação de salas e conjuntos comerciais desde o início da série histórica, em 2013. A inflação do aluguel quase dobrou o IPCA no período, que acumulou 4,26% de alta, enquanto o IGP-M ficou negativo em -1,05%.

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será que o mercado entendeu que a podridão vai fazer o grupo que tomou o poder cair de ‘maduro’ sem nem precisar de magnitsky? o caso Vorcaro está fervendo…mas eu ainda acho cedo para essa conclusão, algo estranho está no ar…o silencio e demora no caso Filipe me deixa curioso também…