Tem alguma coisa pior no trabalho, na carreira, enfim, na vida profissional do que não gostarem de algo que você fez? Tem. É atribuírem a você o que você não fez. Está circulando por toda parte um artigo assinado por mim que eu não escrevi. Tem também um link para a Revista Oeste, que obviamente não o publicou. Tudo falso, portanto. E uma quantidade expressiva de pessoas tomando como verdadeiro — e passando adiante.
O texto pirata é sobre o militar que discutiu com o deputado no Congresso. Pretende revelar “bastidores” da trajetória desse militar para criticar sua conduta. Usar uma fraude para difundir uma mensagem supostamente virtuosa é grotesco.
Mesmo que a fraude se sustente como verdade para muitos incautos, o delito aparecerá — como estou expondo aqui — e provocará o efeito inverso ao pretendido pelo fraudador. Aquele a quem ele critica poderá mostrar a todos que é criticado de forma criminosa.
O artigo falsificado com a minha assinatura tem o seguinte título: “Quem é o General que intimidou Marcel Van Hattem e por que ele é protegido por generais e juízes”. A pessoa que escreveu e não teve coragem de assumir o que desejava dizer forjou a minha autoria para um texto mal escrito, com vários erros de português e cheio de especulações apresentadas como revelações. Esse é o perfil dos “virtuosos” que querem denunciar desvios políticos nas Forças Armadas?

O que uma fraude como essa consegue é encorpar as teses autoritárias de que as redes e os aplicativos de mensagens são ambientes tóxicos, propícios à “desinformação” — e que portanto requerem controle especial (outro nome para censura).
Se o farsante usou meu nome por achar que posso dar credibilidade a uma crítica sobre desvios institucionais, ele conseguirá exatamente o contrário: associar minha autoria a um libelo sofrível e obtuso — tomado por muitos até aqui como verdadeiro. É um moralismo deletério que não sabe respeitar nem o que considera respeitável.
O alimento para os delinquentes que se acham justiceiros é o descuido no consumo da informação. Passar adiante sem checar qualquer texto, atribuído a qualquer pessoa, com link de mentira e tudo, nem pode mais ser considerado descuido. É no mínimo uma irresponsabilidade.
Num tempo tão pródigo em éticas de fachada, se responsabilizar pela aferição da informação que você ajuda a circular é um requisito de caráter. A bomba que parece estourar longe de você, mais cedo ou mais tarde, vai atingir a todos.
Leia também “Violência de boa aparência”
Perfeito, fraude não! Queremos apenas o Fiuza verdadeiro, que está aqui na Oeste!
É preciso ter o cuidado de avaliar uma notícia, essa responsabilidade é essencial.
Na época de IA ninguém confia em ninguém nem na própria sombra
AMIGOS É QUE ISTO QUE DEVEMOS ESPERAR DE UM POVO QUE NÃO TRABALHA NÃO TIRA A B……DA DA CADEIRA.
PORTANTO É FAZER FAKE NEWS COM A B….DA NA CADEIRA – TRABALHAR É DIFICIL E CANSATIVO !!!!!
Já pensou na possibilidade de ser uma manobra “false flag”? De uma só tacada, ela descredibiliza o suposto “autor”, ao publicar um texto grosseiro e mal escrito; bem com a revista que o teria “veiculado”, além de, obliquamente, aliviar a barra do militar envolvido, que poderá posar de vítima de “fake news”. Por tabela, difunde a idéia de que episódios como esse reforçam a necessidade de um maior controle das redes sociais. Ou seja, tudo atende aos interesses da esquerda.
Parabéns…Foi no âmago …
Fiuza autêntico: assunto tão sério nao permite nem suas sempre brilhantes ironias e sarcasmos. Parabéns pela forma da tão necessaria chamada à responsabilidade que cada um tem nos destinos do Brasil!