Desde que a Constituição passou a ser violentada sistematicamente, Augusto Nunes sustenta que bastaria uma única autoridade recusar o descumprimento da lei para colocar-se um ponto final na onda de ilegalidades cometidas contra incontáveis brasileiros. Como constata Nunes em sua coluna e reafirma a reportagem de capa desta edição, assinada por Cristyan Costa, o ministro André Mendonça dá sinais de que está pronto para assumir esse papel.
Nesta terça-feira, durante o julgamento de um habeas corpus que manteve na cadeia o pai e o primo de Daniel Vorcaro, dono do falido banco Master, Mendonça e Gilmar Mendes protagonizaram mais um embate entre a lei e a desordem. Mendes deixou evidente que buscará pretextos que permitam a nulidade do processo — como aconteceu com a Operação Lava Jato.
Mendonça rebateu calmamente ponto por ponto e mostrou que vai cumprir o que a legislação determina. “Não tenho medo de combater o crime aplicando a lei. Não tenho medo de absolver quem é inocente”, avisou Mendonça. “Não vou transformar o certo em errado nem vou admitir que isso seja feito”, complementou.
Do outro lado da Praça dos Três Poderes, Lula tenta responsabilizar os sites de apostas pelo desastre econômico que o Brasil está vivendo. “Nos últimos meses, enquanto os brasileiros veem o carrinho do supermercado encolher e as faturas do cartão de crédito crescerem, Brasília encontrou o réu perfeito: as plataformas de apostas esportivas, as chamadas ‘bets’”, observa Carlo Cauti. Antes das bets, o governo culpou a seca, a guerra na Ucrânia, o Banco Central autônomo, o mercado financeiro e, naturalmente, a herança maldita. “Há sempre um vilão disponível para quem não quer ser o protagonista da crise que ajudou a criar”, lembra Cauti.
Como faz nas questões econômicas, Lula não se constrange com a mudança do discurso em nenhum assunto. Como registra Rodrigo Constantino, o dono do PT é uma espécie de Zelig, o personagem de Woody Allen que se adaptava ao interlocutor. “Se está diante de um aiatolá xiita, ele sempre rezou voltado para Meca. E se está em ano eleitoral, ele é católico fervoroso que frequenta a missa.” Na mais recente flexão de caráter, jurou que nunca foi esquerdista.
Além de coerência, faltam seriedade e comprometimento por parte do governo. Como atesta reportagem de Rachel Díaz e Vanessa Araújo, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em agosto de 2023, “prometia impulsionar a infraestrutura nacional por meio de milhares de empreendimentos espalhados pelo país”. Mas os resultados “foram pífios e, como de costume, maquiados ou superestimados pela gestão petista”.
A malandragem não se limita ao centro do Poder. A indústria de falsificação de carteirinhas estudantis, por exemplo, faz com que os preços dos ingressos para eventos culturais e esportivos sejam muito mais caros para quem não tem o documento. Na prática, “só quem realmente não quer não consegue uma”, relata Uiliam Grizafis. É possível comprar carteirinhas falsificadas pelo WhatsApp, por aplicativos e até por sites de e-commerce, como o Mercado Livre e a Shopee.
No país do jeitinho, ser ousado, competente e inovador é quase um crime, constata a reportagem de Erich Mafra e Dagomir Marquezi. Assim, não surgem nestes combalidos trópicos figuras como Elon Musk, que acaba de tornar-se o primeiro trilionário do mundo. Fabricar um carro elétrico a cada 40 segundos, fazer um foguete dar marcha ré, espalhar satélites pelo planeta e oferecer esperança a quem perdeu a mobilidade são algumas das proezas de Musk. Em vez de apenas acumularem riqueza para o próprio desfrute, como tenta fazer crer o pensamento enviesado da esquerda, empresários como Musk ajudam a tornar o mundo muito melhor — e menos injusto.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de Redação

Hoje, a leitura de Oeste fez o sábado ainda mais prazeroso.
E as carteirinhas!!!
Que calamidade!!!
É o país das grandes e pequenas falcatruas. O país do engodo.
Governo justiça e parlamento narcoterrorista
Muito bem Ministro Mendonça. Só isso o que queremos: cumpram-se a Lei!