Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
A Carta ao Leitor desta edição analisa a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a presidência de Alexandre de Moraes em 2022, destacando a percepção de parcialidade em favor de Lula e contra Bolsonaro. Com Nunes Marques na presidência, espera-se uma postura neutra, mas há pressões do governo Lula e do STF para controlar o TSE e as redes sociais. Além disso, a gestão de Lula é criticada por aumentar impostos e gastos públicos, em contraste com a austeridade de seus antecessores.
“Na eleição podemos fazer o diabo”, disse Dilma Rousseff em março de 2013. Passada quase uma década, a frase resume com precisão o desempenho do Tribunal Superior Eleitoral. Em 2022, sob o comando de Alexandre de Moraes, o TSE enxergava incontáveis excessos na campanha do então presidente Jair Bolsonaro, enquanto não via um único deslize cometido por candidatos favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva.
A poucos meses de outra disputa pela Presidência, espera-se do TSE, agora presidido por Nunes Marques, nada mais do que a neutralidade institucional que ele próprio prometeu no discurso de posse — além do respeito à Constituição. Integrantes do consórcio no poder preferem que não seja assim. O governo Lula e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal não escondem o desejo de sequestrar as prerrogativas do cargo exercido por Marques.
A reportagem de capa desta edição, assinada por Augusto Nunes e Cristyan Costa, detalha o aparato de vigilância que está sendo montado pela turma convencida de que numa eleição só é feio perder. “As medidas de Nunes Marques que desagradarem a nós não vão dar certo”, avisou Gilmar Mendes em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Na prática, o decano e seus aliados querem subordinar o TSE ao STF. E o controle das redes sociais é peça central do plano.
Em entrevista a Pâmela Zacarias, a juíza Cyntia Cordeiro, presidente do Sindicato dos Magistrados Brasileiros (Sindmagis), resumiu numa frase a situação da mais alta Corte do país: “O STF está perdido em seu papel”. No Executivo, Lula segue empenhado em perpetuar-se no poder e ampliar o tamanho do Estado. Entre novas cobranças e reajustes de alíquotas, os impostos foram aumentados 27 vezes até outubro do ano passado. Ao mesmo tempo, os gastos públicos continuam crescendo em ritmo acelerado.
Como destaca Adalberto Piotto, Lula recebeu uma herança bendita de Michel Temer e Jair Bolsonaro, “que se dedicaram à austeridade com crescimento econômico sustentável”. No entanto, age com absoluta irresponsabilidade, movido, tal como Dilma, pela crença estúpida de que ‘gasto é vida’. Alexandre Garcia reforça esse contraste ao lembrar que Bolsonaro “teve a humildade de chamar quem entendia para ajudá-lo nos setores em que se reconhecia fraco”. Paulo Guedes, na economia, é um dos principais exemplos.
Paralelamente às preocupações cotidianas, a Copa do Mundo de 2026 revelou uma transformação histórica nos meios de comunicação. Sucesso comercial, de audiência e de engajamento, a CazéTV demonstra que uma nova lógica domina as transmissões esportivas. Anderson Scardoelli e Eugenio Goussinsky contam de que forma um canal criado há poucos anos agora desafia a hegemônica Globo. A reportagem mostra que as transformações tecnológicas não ficam à espera de alguém. Quem não compreende os novos tempos fica inevitavelmente para trás.
A inteligência artificial é outra evidência dessa mudança. Carlo Cauti e Dagomir Marquezi informam que, pela primeira vez, empresas podem crescer sem ampliar o quadro de funcionários — em muitos casos, até conseguem reduzi-lo. É provável que os países que se prepararem sairão na frente, reprisando o que aconteceu em outras revoluções tecnológicas.
O agronegócio poderia ajudar o Brasil no financiamento da adaptação a essa nova economia. Mas, além dos desafios naturais da atividade, precisa sobreviver à má vontade do atual governo. “A segurança alimentar do mundo dependerá cada vez mais de quem consegue produzir em escala, com ciência, tecnologia e liberdade”, observa Antonio Cabrera. O Brasil reúne quase todas essas qualidades. O desafio é preservar justamente aquela da qual dependem todas as outras: a liberdade.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de Redação

A BN é perita em editoriais e resumos das matérias publicadas. Nesta semana o assunto com amigos escondidos no facebook foi sobre IA. Descobrimos que é muito vulnerável. Falamos com ex-apuno que “era hacker” e ele didaticamente disse que devemos esperar mais um pouco de tempo para aceitar a dita cuja IA. Eu ainda não permiti acesso com IA. E soubemos de alguns problemas que atingem até informações pessoais, contas bancárias, produção industrial e manipulação jurídica. Futebol? Mas, deixamos o assunt para quem tem mais tempo e recebe salários para investigar na PF e na imprensa.
Temos boa leitura para o final de semana, como sempre.
Uma carta boa de ler mesmo sendo portadora de tantas más notícias.