Sem filhos, e daí?

Como a decisão de mulheres das classes média e alta de não ter filhos impacta o futuro do país e torna urgente a revisão da estratégia de educação pública

A consulta de rotina ao ginecologista virou um verdadeiro divã. Durante o atendimento, a médica se vira para Juliana*, de 35 anos, e pergunta: “Você planeja ter filhos? A partir de sua idade, as chances de engravidar começam a diminuir. Já pensou em congelar seus óvulos?”. O questionamento paralisou por alguns instantes a paciente. Juliana era solteira, morava sozinha, tinha uma carreira bem-sucedida em uma empresa de tecnologia e a maternidade não era um assunto premente. Mas o choque de realidade de que o relógio biológico estava batendo à porta a fez repensar nos rumos que sua vida tomava. Hoje, aos 39 anos, Juliana mantém óvulos congelados há três anos para tomar a decisão na hora certa, se é que essa hora um dia chegará. “Não queria ficar com essa espada sobre a cabeça e me sentir pressionada para engravidar por conta da idade. E se lá na frente eu resolver ser mãe? É um recurso caro, um investimento, mas tomei a decisão para ter essa garantia”, diz. Cláudia*, 35 anos, solteira, trabalha em um banco internacional e decidiu há pouco tempo que preferia a tranquilidade de saber que seus óvulos estavam bem guardados em um tanque de nitrogênio líquido a lutar contra a natureza. “Fui postergando, até que tomei a decisão em março. Mas aí veio a pandemia e só retomei o processo em setembro.” Ao fazer uma bateria de exames, Claudia descobriu que sua reserva ovariana estava baixa. Diferentemente dos homens, que continuam a produzir milhões de espermatozoides após cada ejaculação, a mulher já nasce com o estoque de óvulos que vai usar durante toda a vida. “Como não há reposição, com o passar dos anos perde-se em quantidade e qualidade”, explica a ginecologista, obstetra e diretora da clínica de reprodução humana Elo, Carla Iaconelli. “Fiquei muito chateada porque agora é mais difícil. Não dá para saber se sempre foi assim ou se foi por causa da idade. Se algum médico tivesse me alertado antes, eu já teria feito o procedimento lá atrás”, lamenta Cláudia, que está iniciando o tratamento para retirada e congelamento de óvulos.

Depois de muitas lutas por reconhecimento de direitos, as mulheres efetivamente conquistaram nas últimas décadas liberdades de que não dispunham anteriormente. A inserção no mercado de trabalho foi um grande salto na independência feminina. Com autonomia financeira, elas hoje desfrutam de liberdade para decidir sobre carreira, casamento e maternidade. Se, até a década de 1990, uma mulher solteira aos 30 anos já tinha “ficado para titia”, hoje, nessa idade, muitas estão no auge profissional, investindo em cursos, viagens, recebendo promoções no trabalho, empreendendo em diversos segmentos. A perspectiva de casar e ter filhos se torna uma possibilidade, mas não mais uma missão de vida. Porém, o passar do tempo cobra seu preço e, por mais que as mulheres depois dos 30 se sintam jovens e dispostas, o fato é que biologicamente seus óvulos seguem envelhecendo da mesma forma. O jeito é apelar para a ciência para dar um “empurrãozinho” na mãe natureza. Não por acaso, cada vez mais mulheres na faixa etária de Juliana e Cláudia pagam para estender e preservar sua fertilidade em clínicas especializadas em reprodução humana. Só na clínica Elo, a procura pelo procedimento aumentou 50% desde 2017.

Se a pílula anticoncepcional foi o primeiro grito de liberdade, o processo de congelamento de óvulos sacramentou a libertação feminina de vez. A medicina prolongou a “janela de oportunidade” das mulheres e aliviou a tensão de ver o passar dos anos como um inimigo da fertilidade. Os motivos para postergar a gestação variam, mas engana-se quem pensa que a carreira seja o principal deles. De acordo com uma pesquisa da Universidade Yale (EUA), divulgada em 2018, a principal razão está ligada à falta de um parceiro ou de um relacionamento estável. Entre as 150 entrevistadas, 85% estavam solteiras quando optaram pelo congelamento, e 15% estavam se relacionando com um homem que ainda não considerava a paternidade. “Se eu conhecer alguém legal que queira ter filhos também, é um alívio saber que tenho opção. Mas nunca foi o sonho da minha vida. Posso conhecer uma pessoa que não queira ter filhos e não será um problema para mim”, diz Juliana.

Ao contrário de Juliana e Claudia, que ainda cogitam a possibilidade de uma gestação, Andrea* já se definiu. Aos 44 anos, a engenheira e o empresário Rodrigo* optaram por não ter filhos. “Nossa decisão foi tomada há uns três anos. Tenho falência ovariana e só engravidaria por meio de fertilização _in vitro_.” Embora Andrea já tenha nutrido o desejo de ser mãe, ela abriu mão e preferiu seguir no relacionamento a dois. “Como meu marido não quis fazer o tratamento, acabou que a vontade dele de não ter filhos foi maior do que a minha de ter.” Assim como Andrea, um contingente cada vez maior de mulheres decide não engravidar. Segundo pesquisa do IBGE, em dez anos, o número de casais sem herdeiros cresceu de 15,2%, em 2005, para 19,9%, em 2015. Os impactos na demografia brasileira são diretos. A taxa de fecundidade, ou seja, o número de filhos por mulher fértil no Brasil, está hoje em 1,7. Era 6,2 em 1950 e 4,3 em 1980. Para manter o tamanho de sua população, países precisam de uma taxa de natalidade de 2,1 filhos por mulher [o casal precisa gerar pelo menos duas crianças para ser substituído. A fração 0,1 compensa os indivíduos que morrem antes de atingir a idade reprodutiva]. Na Europa, essa média está em 1,59. Estamos nos igualando a países como os Estados Unidos, com 1,7; a França, com 1,9; e o Reino Unido, com 1,8. O detalhe é que o Brasil está adquirindo perfil demográfico de país desenvolvido sem condições econômicas e sociais para tanto. Somos um país que pode se descobrir envelhecido antes de se tornar desenvolvido.

Para manter o tamanho de sua população, os países precisam de uma taxa de fecundidade de 2,1 filhos por mulher. Ou seja, o casal precisa gerar pelo menos duas crianças para substituí-los. A fração 0,1 compensa os indivíduos que morrem antes de atingir a idade reprodutiva.

Com educação de primeira, um filho pode custar R$ 5 milhões até a idade de 23 anos

A postergação da maternidade, ou até mesmo a opção por não ter filhos, é um fenômeno que se verifica sobretudo nas classes média e alta. O processo de “congelamento social de óvulos”, quando a mulher não tem problemas de fertilidade, gira em torno de R$ 25 mil e o Sistema Único de Saúde não cobre o procedimento. Além disso, a maior escolarização, o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho e o uso de contraceptivo permitem maior controle das mulheres sobre uma futura gestação. Até mesmo as classes mais pobres já sacaram que uma boca a mais para alimentar custa e pode complicar o padrão de vida da família. Antigamente, os filhos trabalhavam desde cedo e ajudavam a compor a renda do lar. Cada novo nascimento era celebrado como um braço a mais para trazer dinheiro para casa. Hoje, eles vão à escola e consomem boa parte da receita do casal. Entretanto, o planejamento familiar ainda é um gargalo para os mais pobres. Quanto menor o grau de escolaridade e renda, maior o número de filhos. Segundo dados do último Censo Demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, mulheres com até sete anos de escolaridade têm quase o dobro de filhos em comparação com aquelas que passaram oito anos ou mais nos bancos escolares. A taxa de fertilidade entre as mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto era de 3, enquanto o índice entre mulheres com ensino superior completo ficou em 1,14 filho, de acordo com o último Censo. Além de mais rebentos, os desfavorecidos têm filhos mais cedo, quando ainda não alcançaram estabilidade financeira. Estudo divulgado em novembro deste ano pela Organização das Nações Unidas mostra que a gravidez na adolescência e a maternidade precoce são fatores que prejudicam a vida de milhares de jovens e reproduzem a pobreza. “A gravidez na adolescência é uma fábrica de pobres na América Latina”, disse Federico Tobar, conselheiro regional do Fundo de População das Nações Unidas, em entrevista à AFP. Essa nova configuração familiar reduzida, aliada ao fato de que o crescimento populacional brasileiro se concentra nas classes baixas, significará, em futuro próximo, menos profissionais jovens qualificados no mercado de trabalho, mais custos com aposentadorias e risco de queda no crescimento econômico.

Publicada no jornal O Estado de S. Paulo, uma reportagem de 2019 mostrou como pode variar o custo na criação de um filho até os 23 anos na cidade de São Paulo a depender da situação social da família. A comparação foi realizada entre duas mulheres, cada uma com um filho de 7 anos. Uma é influenciadora digital, com renda mensal de R$ 50 mil, e desembolsa com a filha 36% do que ganha, R$ 18 mil. A outra é pedagoga, com renda de R$ 1,5 mil por mês, e compromete R$ 500 com o filho, o que representa 33% de seu orçamento. Em 15 anos, se nada mudar na vida das paulistanas, a professora terá desembolsado por volta de R$ 60 mil na criação do filho, e boa parte desse dinheiro terá ficado no caixa do supermercado. Já a influenciadora digital terá investido 83 vezes mais, cerca de R$ 5 milhões, de forma mais diversificada: 23% em educação, 24% em lazer, 18% em saúde, 7% com roupas e 4% em mesadas.

A chance de uma criança de baixa renda ter um futuro melhor que a realidade em que nasceu está, em maior ou menor grau, relacionada à escolaridade e ao nível de renda de seus pais. A comparação do exemplo acima ilustra uma discrepância nos lares brasileiros que, mais dia menos dia, se refletirá na força de trabalho. Como ficará a demanda por mão de obra especializada no país?

Nos países desenvolvidos, os impactos da redução do bônus demográfico são discutidos há mais tempo. Para enfrentar a questão, governos criam políticas e oferecem subsídios para encorajar as mulheres a ter mais filhos. Desde 2013, todo recém-nascido em Lestijärvi, um dos menores municípios da Finlândia, recebe um “vale” de € 10 mil (o equivalente a cerca de R$ 65 mil). O governo francês paga vários tipos de benefícios, incluindo um “subsídio de nascimento” de € 950 (R$ 6,2 mil). Na Itália, o governo também lançou um programa em 2015 para pagar € 800 a cada casal que tivesse um filho. Embora esses benefícios resultem a curto prazo em pequenos aumentos no número de nascimentos, “no fim das contas, isso não se traduz em uma maior taxa de natalidade”, disse Anne Gauthier, professora de estudos familiares comparativos da Universidade de Groningen, na Holanda, em entrevista à BBC. “Esses benefícios foram usados em diversos países e vemos padrão semelhante.” Outra medida adotada por algumas nações para mitigar a falta de mão de obra jovem é o incentivo à imigração. No Canadá, onde a taxa de fecundidade é de 1,6, o governo implementou em 2015 um sistema de imigração para atrair trabalhadores qualificados interessados em atuar em uma das 347 profissões elegíveis no programa. Os candidatos com melhor classificação são convidados a solicitar visto para residência permanente. Na Noruega, o Estado oferece programas para capacitar imigrantes e torná-los aptos a preencher as lacunas de profissões especializadas, já que não há no país reposição de profissionais para algumas áreas.

Os filhos nascidos em famílias com recursos e dispostas a investir mais em educação estão minguando

O problema da falta de mão de obra qualificada no Brasil já é uma realidade e tende a se agravar com o encolhimento da população. Metade das indústrias brasileiras afirma ter dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados no mercado, segundo dados de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria divulgados em fevereiro de 2020. O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes, estima que dois em cada dez desocupados devem ficar fora do mercado na próxima década por falta de qualificação. E mais, pesquisa da empresa de recursos humanos Korn Ferry, publicada no final do ano passado, prevê que o déficit de trabalhadores qualificados crescerá em média 12,4% ao ano, de modo que em 2030 haverá 5,7 milhões de postos vagos ou ocupados por trabalhadores sem a competência adequada. O “apagão” de mão de obra qualificada no Brasil em áreas estratégicas pode prejudicar o crescimento do PIB. Empresas perderão oportunidades de expansão da produção por não conseguirem preencher seus quadros. Em agosto deste ano, Oeste noticiou que as quatro grandes companhias de auditoria e consultoria — Deloitte, PricewaterhouseCoopers, Ernst & Young e KPMG — não conseguiam preencher 900 vagas de contador em razão do desempenho insatisfatório dos candidatos nos testes de seleção.

O Brasil, com população de 212 milhões de habitantes, não precisará importar mão de obra de outros países. E, pelo menos por ora, políticas de incentivo à gravidez não serão necessárias. Mas o setor público não parece muito preocupado em encarar o problema e mobilizar recursos para investir nas futuras gerações de profissionais. Mais uma vez, a questão esbarra na educação brasileira, precária e atrasada. Com uma política educacional falida, o governo federal gasta em ensino superior (R$ 30 bilhões) o dobro do que aplica em ensino básico (R$ 16,3 bilhões). As universidades públicas, financiadas com o dinheiro do pagador de impostos, formam centenas de antropólogos, sociólogos, oceanógrafos, geólogos, todos os anos. Mas o país carece de mão de obra especializada nas áreas de desenvolvimento digital e tecnológico das empresas. Não há estímulo para o ensino técnico e profissionalizante. E as transformações provocadas pela revolução digital estão criando novos tipos de profissões e empregos em todos os setores da economia.

O novo arranjo demográfico que se desenha no Brasil sinaliza o aumento da relação entre alta demanda por parte das empresas e baixa oferta de profissionais. Em tese, os filhos nascidos em famílias com recursos e dispostas a investir mais em educação estão minguando. Só no Brasil, cerca de 76 mil embriões foram congelados em 2017, segundo o Sistema Nacional de Produção de Embriões, o SisEmbrio. São milhares de potenciais futuros médicos, engenheiros, advogados, programadores, CEOs de empresas que permanecem “adormecidos” em tanques de nitrogênio e sabe-se lá quando — ou mesmo se — serão despertados para a vida. Enquanto isso, uma horda de novos profissionais será despejada no mercado de trabalho e aprofundará o abismo entre a qualidade da mão de obra desempregada e o que as empresas procuram. O poder público precisa enfrentar a questão com eficiência, investir em treinamento e capacitação da força de trabalho e empregar recursos em tecnologia e inovação. Caso contrário, corre-se o risco de o Brasil formar uma legião de pessoas que não serão sequer “empregáveis” em futuro próximo, para usar uma expressão utilizada pelo historiador israelense Yuval Harari.

*Nomes alterados a pedido dos entrevistados

Sobre educação, leia também duas reportagens especiais sobre o tema:
“A formação que deforma”
“A geração covid-19 e o Brasil com o futuro comprometido”

 

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15 comentários Ver comentários

  1. muito boa matéria!
    podemos nos tornar uma China no médio/longo prazo, mas provavelmente será a China de anos atrás, com muito mais miséria e salários exploratórios.

  2. Não se preocupe não, companheira Paula Leal. Dentro de alguns anos os computadores irão fazer tudo, enquanto nós iremos trabalhar para eles ao preço de uma meia de rapadura por dia. Fique tranquila.

  3. Infelizmente, e a exemplo do que o Silvio Navarro “brinca” em relação aos termos olímpicos da COVID, o Brasil já pode subir no pódio dos “não empregáveis” (cfe. Harari). É lamentável, mas o assistencialismo só com porta de entrada já começou a construir isso em nosso país, há pelo menos duas décadas. Conviver e trabalhar com crianças, filhos de adolescentes, criadas por avós, na periferia de Caxias do Sul-RS, foi bastante elucidativo do que tudo isso significa.

  4. Excelente reportagem! O Brasil caminha rapidamente para se inviabilizar (esse é só mais um dos “meios” para tanto). Só ressalvo. Um ponto: a crítica à universidade brasileira é válida, porém a comparação dos gastos FEDERAIS com educação superior e básica é “enganosa” pois a responsabilidade pela educação básica (fundamental e médio) é dos Estados e municípios; portanto, a grande parcela do que é gasto em educação no Brasil é despendida por tais entes da Federação (assim, a analise deveria considerar todo o gasto no setor).

  5. Excelente texto. Existe no país tbm uma falta de incentivo aos cursos técnicos e profissionalizantes. Como se fossem atividades menores, quando na verdade são essenciais.

    1. No Brasil não falta dinheiro para a educação, o que falta são bons gestores e professores capacitados e interessados em ensinar. As futuras mães avós talvez criem uma geração de jovens sem receber uma completa educação familiar.

  6. Quanto a formação profissional de qualidade no Brasil. Temos também um grande problema cultural: “O querer aprender”. Ainda temos dentro de nós a impagável frase de Macunaíma: “Ai que preguiça!”. Comecei a trabalhar aos 11 anos (quando isso ainda era possível) e estudava à noite. Saia do trabalho e ia direto para a escola. Entre centenas de colegas de trabalho, eu era o único que assim procedia. Minha sala, com capacidade para 30 alunos, tinha apenas 12.

    1. A produção de filhos entre as periféricas classes D e E compensa a inapetência da burguesia nacional para tal mister. Daí, porém, decorre a perspectiva de se estar consolidando uma nação majoritariamente miserabilizada, do Oiapoque ao Chuí. Choro por ti, ó gigante dorminhoco, e abomino tuas elites estupradoras !

    1. As grandes empresas, como as 4 de auditoria/consultoria citadas, deveriam “adotar” trainees ou estagiários desde cedo, investindo na educação exata do que precisam. Isso seria muito mais efetivo do que esperar que o governo e sociedade lhes entregasse um candidato pronto. Exemplo notório: a Mercedes apostou num jovem desde cedo, e o preparou para vencer na F1, Lewis Hamilton. Claro que têm de haver cláusulas impedindo a saída precoce p/ a concorrência, multas, etc

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