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A reinvenção necessária dos partidos tradicionais

Vencedores da eleição municipal, MDB, PP, PSD e DEM precisam fazer a sua transformação digital para 2022

Surpreendidos pelo fenômeno das redes sociais em 2018, alguns partidos da política analógica (MDB, DEM, PSD e Progressistas) ganharam uma segunda chance com a performance obtida nas últimas eleições municipais. Eles conquistaram 33,5% das prefeituras e controlarão neste ano 40% das câmaras municipais. Ainda há um longo caminho até 2022, e a última vitória nas urnas não é garantia de êxito futuro. Em dois anos, o presidente Jair Bolsonaro deve concorrer à reeleição, a oposição tentará um candidato viável e o centro precisará encontrar narrativas para tentar neutralizar os extremos. Sem uma estratégia digital, os vencedores de hoje serão engolidos por uma nova polarização.

A eleição de Bolsonaro comprovou a ineficiência dos modelos clássicos de campanha política junto ao eleitorado e a pouca aderência dos partidos tradicionais do Brasil ao mundo digital. Apenas no primeiro turno da disputa em 2018, os candidatos alcançaram 225 milhões de interações em suas mensagens nas redes sociais. Na eleição passada, em novembro, esse número saltou para 496 milhões entre aqueles nomes que concorreram para prefeituras em todo o Brasil, considerando curtidas, compartilhamentos, comentários e retuítes.

MDB, DEM, PSD e Progressistas estão diante de uma oportunidade de mudança. Caso desejem avançar de modo consistente e utilizar com inteligência os novos meios, precisarão abandonar o passado e partir em direção a uma profunda transformação digital. Por enquanto, esse movimento não está acontecendo.

Os 17 maiores partidos do Brasil têm 13,2 milhões de seguidores no Facebook, no Twitter, no Instagram e no YouTube. A liderança é do PT (3,2 milhões), seguido do Novo (2,9 milhões) e do PSDB (1,8 milhão). Os grandes vencedores das eleições municipais — MDB, Progressistas e PSD — ocupam nessa lista, respectivamente, a sétima (MDB), a 14ª (PSD) e a 15ª posições (Progressistas).

Na Câmara dos Deputados, a primeira colocação pertence aos parlamentares do PSL, com 33 milhões de seguidores, à frente de Republicanos (13 milhões), PT (12,6 milhões), DEM (11 milhões) e Psol (10 milhões). Mas existe um detalhe relevante: os dois universos — canais dos deputados e canais oficiais dos partidos — não conversam. Há falta de sintonia de conteúdo. A sincronização seria o primeiro passo para a transformação digital dos partidos. A falta de coordenação é o reflexo do baixo uso estratégico de práticas digitais nos perfis oficiais das principais lideranças partidárias.

O maior desafio dos partidos analógicos é estruturar narrativas junto aos millennials e à Geração Z

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, por exemplo, tem menos de 100 mil seguidores nas redes sociais. Bruno Araújo, que comanda o PSDB nacional, reúne 176 mil seguidores em seus perfis. Senador pelo Piauí, Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, é acompanhado por 132 mil fãs nas redes. A soma dos três é 21 vezes menor do que o volume de Eduardo Bolsonaro, o deputado federal com o maior número de aliados digitais.

Nesse cenário, o DEM pode ser a exceção. Atual prefeito de Salvador e presidente nacional do partido, ACM Neto é um dos poucos políticos de agremiações tradicionais que já entenderam a dinâmica da internet e seu impacto na construção de narrativas políticas e no relacionamento com o eleitorado. Ele é acompanhado por 1,8 milhão de seguidores.

O PT também precisará atentar para essa necessidade. A sua conhecida militância não conseguiu fazer a transição para o mundo digital. E entre os seus principais líderes não há um nome capaz de conduzir o partido nessa direção. Uma das possibilidades é abrir espaço para a nova geração, como a deputada federal Marília Arraes, que disputou e perdeu a eleição no Recife para João Campos, do PSB. A parlamentar fez bom uso da internet na sua estratégia eleitoral e conseguiu ampliar bastante a base de seguidores. Quando a campanha começou, em 27 de setembro, eram 248 mil; no segundo turno, somavam 381 mil. A variação foi de 54%.

O capital digital é de extrema importância estratégica. Possibilita ao político produzir maior reverberação de seu discurso junto à opinião pública digital. É garantia de vitória? Claro que não. Mas permite a leitura de tendências, a calibragem de pautas de campanha, a identificação de nichos e, sobretudo, o engajamento de eleitores com potencial de se tornarem multiplicadores — gente que, munida de argumentos, convencerá outras pessoas.

O maior desafio dos partidos analógicos é estruturar narrativas junto aos millennials (21 a 39 anos) e à Geração Z (15 a 20 anos). Entre os prefeitos e vereadores que tomam posse hoje, dia 1º de janeiro, a presença de integrantes desses dois grupos ainda é baixa nos partidos de centro. No MDB, 31% dos eleitos estão nessas categorias etárias; no PP, a taxa é de 35%, a mesma do PSD. O problema está no extremo. No Psol, a presença de jovens entre os eleitos é de 45%, 11 pontos porcentuais acima de PT e PDT, que postulam disputar a eleição presidencial pela esquerda.

No Brasil, 83% do eleitorado (125 milhões de pessoas) tem acesso à internet. Entre 18 e 39 anos, há 69% de eleitores mulheres e 76% de homens. E os dois grupos (87% do total) acessam a internet apenas por seus celulares. Ao não entenderem essa realidade e a nova dinâmica da opinião pública digital, os partidos podem ter conquistado em 2018 uma vitória equivalente àquela obtida pelo general grego Pirro.


Manoel Fernandes é diretor da BITES, que acompanha os fluxos da opinião pública digital. BITES não trabalha para partidos, campanhas eleitorais nem políticos com mandato.

 

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8 comentários

    1. A propósito de sua opinião, Alcindo, não só concordo com vc. como também acrescento que MAIS DO QUE CONFUSO ele é DÚBIO E OBTUSO. Completamente fora do padrão da Revista Oeste (que me deve uma resposta importante, sobre um Artigo de dois números atrás). O Articulista “ACONSELHA” (veladamente), com alguma insistência (SUSPEITA), aos Partidos que ele identifica como ANALÓGICOS, que evoluam para a era DIGITAL. No meu entender, de maneira CONDENÁVEL (escolhi a palavra, de propósito, quase como uma denúncia). Ora, A INSISTÊNCIA da recomendação para que os políticos dessas SIGLAS DEPLORÁVEIS (desde o nascimento delas) se esmerem nas NARRATIVAS, deixa claro que o articulista está muito mais para um MARQUETEIRO DESEMPREGADO. É forçoso admitir-se que o BRASIL está na beira do abismo EXATAMENTE pelas atitudes de políticos, governantes E ATÉ MAGISTRADOS que – há muito tempo – extrapolaram todos os limites da CRIAÇÃO DE NARRATIVAS. Vivem delas e nos exploram e enganam fazendo uso delas…A realidade do país, às quais eles se SEMPRE se referem, E QUEREM QUE ACREDITEMOS, NUNCA PASSAM DE “NARRATIVAS” típicas de ILUSIONISTAS DE CIRCO MAMBEMBE. Não enxerguei no texto desse BABACA – dentre os “conselhos” dele aos políticos, nenhuma MENCÃO A ELABORAÇÃO BEM FEITA DE UM PROGRAMA PARTIDÁRIO ou, pelo menos, DA ORIENTAÇÃO POLÍTICO IDEOLÓGICA DOS PARTIDOS e SUAS METAS PROGRAMÁTICAS ou qualquer coisa que permita aos eleitores reconhecer cada um dos Partidos no Espectro Nacional, de molde a facilitar uma identificação ou angariar simpatias e possíveis adesões. A ideia que o texto me passou foi a de um cara expondo um “Manual de Sacanagem Cibernética” para modernizar a comunicação dos Partidos e fomentar seu sucesso de marketing político….Pergunto, para que serve um Artigo desses numa Revista como essa. Com a Palavra a direção da Revista, mais uma vez.

      1. Não sou da direção da revista, mas gostaria de, respeitosamente, apontar para o fato de que o objetivo do texto era exatamente o que o autor fez, entre outras, referir a questões relacionadas aos aspectos midiáticos, mostrando o papel dos jovens eleitores, tanto do ponto de vista do engajamento quanto da educação política. Educação política, por sinal, que falta à grande maioria dos eleitores, que, infelizmente, não lembram em quem votou para deputados ou senadores, em 2018 e, portanto, aparentemente, não compreende como funciona o nosso sistema eleitoral ou mesmo o nosso sistema de governo. De qualquer forma, e se me permitirem, penso que as últimas eleições, em especial devido ao contexto em que se desenvolveram, já foram bastante elucidativas quanto às questões apontadas no artigo, além de terem nos dado a oportunidade de compreender que Educação Política, diferentemente da ideologização política, ainda precisa percorrer uma longa caminhada antes de poder contar com Eleitores de propostas, e não de partidos.

  1. Os partidos em qq tecnologia continuarão a ter donos e a viverem do patrocínio do Estado De jeito algum são pessoas jurídicas de direito privado Continuam com espírito de autarquia evoluindo para sentido empresarial Sem participação ascendente. Ao contrário com chefes nacionais e regionais atuando “na câmara, naquele indecente valhacouto de caixeiros de oligarcas abandalhados “ dizia Lima Barreto em 1910

  2. A análise do articulista SE MOSTRA “SIDERAL”, SEM QUALQUER VÍNCULO COM A REALIDADE POLITICA BRASILEIRA . E ainda, partindo de uma eleição de Vereadores e Prefeitos (quase sempre singulares) – tentou focar a postura e a comunicação politica global dos Partidos, tal como se apresenta (na visão dele) nas relações com o eleitorado no Plano Nacional, mas desprezou: 1) a singularidade das eleições para Vereador e Prefeito de 2020, associada à GIGANTESCA ABSTENÇÃO na eleição – outra exceção – e tratou o momento eleitoral analisado como se retratasse o padrão nacional médio comumente observado no Brasil – em outras palavras – tratou uma tipicidade como panorama geral ; 2) desconsiderou A DISTORÇÃO BRUTAL RESULTANTE do sequestro absoluto do STE – desde muitos anos – pela esquerdalha, que VEM DANDO O TOM, deformado e mascarado, DAS DISPUTAS POLÍTICAS NO BRASIL. Basicamente, em conformidade plena com o “mecanismo das tesouras”.
    Esta “Estratégia das Tesouras” na dialética de Hegel e Marx (para não se falar da astúcia de Lênin e das sutilezas de Gramsci) intenta, usa e cria em jogar com as contradições não somente no plano teórico, mas no de ação prática para se atingir um objetivo que no caso seria a conquista e a permanência no poder.
    (Lênin sempre falou e praticou esta política da “Estratégia das Tesouras”. Que consistia em ter dois partidos comunistas sempre dominando o cenário político, midiático, econômico e social do país. Um com viés autoritário/estatal, por exemplo, e o outro ou com viés mais ameno ou democrático/apaziguador. O líder comunista Josef Stalin, que governou a União Soviética de 1920 até a sua morte em 1953 continuou a prática).
    A “Estratégia da Tesoura”, portanto, consiste num diversionismo, onde a briga (pseudo-brigas e falsas discórdias) entre dois partidos de esquerda polariza o eleitorado, fazendo com que saiam de cena, empurrados pelos holofotes tão somente na esquerda, os verdadeiros partidos de oposição liberais ou conservadores, reduzido-os a meros espectadores, quando não a uma existência vegetativa. Essa ilusão engana sem resistência o eleitorado que pensa estar havendo uma real disputa política e de que realmente possui opções distintas de escolha para as urnas.
    Embora milhões de pessoas hoje no Brasil desejem um partido à direita do espectro ideológico que as representem, persiste uma lacuna nesse espaço, pois que é viciada com esquerdismo. Notem que ambos defendem inúmeras bandeiras ou causas semelhantes, ambos não atacam estranhamente os mesmos determinados perenes problemas e que ambos recebem dinheiro para suas campanhas das mesmas fontes. Em verdade, existe alguma esperança de real mudança para melhor ?

    O exemplo mais gritante é o Partido Aliança Pelo Brasil, do Presidente Bolsonaro, que há quase dois anos ele tenta registrar SEM SUCESSO – sempre obstruído por “exigências”, nunca feitas aos outros quase 35 Partidos esquerdistas existentes.
    Vivemos a realidade nua e crua de ESQUERDIZAÇÃO PRÁTICA DO BRASIL, com a concordância silente dos militares, e dos demais poderes – onde a Constituição NEM CONTA MAIS e o poder – totalitária e arbitrariamente – É EXERCIDO
    PELO STF e cada um dos Ministros encarna um TIRANETE.

    Ora, NO QUADRO REAL QUE VIVEMOS, COMO ENXERGAR ALGUM SENTIDO (INTELECTUALMENTE HONESTO E REAL) NESSE PALAVRÓRIO TODO DO ARTICULISTA ?

    QUEM SE IMPORTA, LEVA A SÉRIO OU PERDE TEMPO COM A LINGUAGEM POLÍTICA E O MANEIRISMO POLÍTICO ELEITORAL DE UM BANDO DE “FIGURAS DEPLORÁVEIS E CORRUPTAS” QUE REPRESENTAM APENAS O PATRIMONIALISMO MERCENARISTA MAIS VILGAR JÁ VISTO EM ALGUM LUGAR ?

    Rememoro o texto de Guzzo, quando da fundação da Revista Oeste :
    “Nosso site e nossa revista serão, sim, conservadores na sua visão da política, da vida e da sociedade”, resumiu Guzzo no texto de abertura do site.

    Na página “Nosso compromisso”, a revista apresenta as diretrizes e normas seguidas pelos profissionais. Além de expor os ideias ideológicos da publicação. A Revista Oeste se define como conservadora, liberal e a favor do Estado mínimo.

    “Ser conservador, em nosso entendimento, é defender claramente que as coisas boas sejam conservadas; não vemos nada de errado em conservar o que nos parece positivo. É nossa convicção que o conservadorismo, hoje, é o oposto das posições estáticas, reacionárias e, no fundo, defensoras do atraso social, econômico e político do Brasil”, diz a página.

    PERGUNTO:
    ONDE FOI PARAR TODO ESSE DISCURSO ?
    HONESTAMENTE, COM BASE EM ALGUMAS MATÉRIAS PUBLICADAS NOS ÚLTIMOS NÚMEROS, VCS. ESTÃO COMEÇANDO A LEMBRAR A O ANTAGONISTA E A REVISTA CRUSOÉ… SINTO MUITO.
    MINHA DECEPÇÃO SERÁ ENORME.
    ESTOU ESPERANDO RESPOSTA DA REVISTA, SOBRE UMA MATÉRIA PUBLICADA, NA EDIÇÃO DE 13 DE NOVEMBRO DE 2020 – POLÊMICA SOBRE ARTIGO DE BRENDAM O’NEILL (um comunistoide contumaz) QUE ESTRANHEI MUITO VER NESTA REVISTA, É TIVE UMA EXPLICAÇÃO “ESTÚPIDA”, DESRESPEITOSA À MINHA INTELIGÊNCIA E ATÉ GROSSEIRA, DE UM FUNCIONÁRIO DE VCS. QUE CONFESSOU TER SIDO QUEM ESCOLHEU O TEXTO DO TAL BRENDAM O’NEILL (UM BOSTA). RETRUQUEI O QUE ELE ME DISSE, VOLTEI À REVISTA E ATÉ HOJE ESTOU SEM RESPOSTA.

  3. Acho que a mudança para a digitalização dos partidos não é tão relevante e pode ser feita rapidamente, afinal o presidente Bolsonaro fez isso com parcos recursos. A questão é a seguinte: esses partidos tem coragem de colocar nas redes sociais os projetos e decisões que eles tem apoiado nas casas legislativas? Eles tem coragem para colocar o telhado de vidro deles nas redes sociais?
    Na verdade acho que eles estão em um dilema existencial: como atuar fortemente nas redes sociais para cativar os eleitores sem serem criticados, com talvez força reversa ainda maior, pela péssima atuação na representação dos interesses do povo?
    O presidente dá a cara a tapa todo santo dia. Eles resistem a isso?

  4. ** À DIREÇÃO DA REVISTA OESTE – UMA SUGESTÃO
    Acho que como eu, muitos assinamos a revista para ler os artigos e dar uma espiada nos comentários, quando temos tempo.

    Tenho visto que as seções de comentários têm se tornado campo de batalha de narrativas, com textos enormes de gente sedenta por atenção, poluindo visualmente as seções, fazendo com que seja cada vez menos atrativo ler comentários enormes, mesmo que seja o direito de gente com tempo livre e necessidade pra desabafar.

    Acho que o lugar ideal para fazer TEXTÕES sejam suas próprias redes sociais, mas bom senso atualmente parece uma virtude da minoria.

    # FICA AQUI MINHA SUGESTÃO (COMO ASSINANTE) PARA LIMITAR O NÚMERO DE CARACTERES DE CADA COMENTÁRIO.

    Talvez o número limitado pelo twitter dê uma boa indicação, para que a coisa não fique fora controle, e se torne mais interessante rolar a tela até embaixo e ler os comentários.

    Talvez isso fomente mais idéias resumidas em frases, ao invés de discursos intermináveis daqueles que possuem muito tempo livre, e sempre acham muito importante o que têm a dizer pro mundo.

    ** FICA A SUGESTÃO, um abraço à equipe e parabéns pelo Trabalho!

  5. Tem gente INFATILOIDE, que não se sente viva sem um MECANISMO DE CONTROLE sobre a própria cabeça.
    Se o comentário lhe parece grande, SIMPLESMENTE não o leia.
    Querer restringir ou limitar a opinião de alguém pelo número de caracteres e AINDA CITAR O TWITTER COMO MODELO DE ALGUMA COISA é muita boçalidade para uma pessoa só.
    Ah! Será que FABIO ARRUDA SERQUEIRA é aquele da TV ?
    Caso seja, ignore tudo que eu disse.
    Jamais perderia meu tempo com um cara como aquele.
    Se não é, tome esse comentário como um EPITÁFIO e aproveite-o PARA SUA COVA.
    Se vc. tivesse um mÍnimo de capacidade cognitiva poderia entender que existe milhões de motivações para alguém fazer alguma coisa.
    Escrever comentários e opinar sobre temas que possam parecer relevantes NEM PRECISARIA DE UMA MOTIVAÇÃO ESPECIAL. Uma pessoa comentar alguma coisa com uma ou mil palavras DEVERIA PARECER ALGO NORMAL, PARA PESSOAS NORMAIS.
    Sua postura é – sem dúvida – totalitária e encarna algum transtorno mental.
    Sua ansiedade, impaciência e ímpeto de cagar regras para os outros tipifica um perfeito cidadão ORWELIANO – um cretino a procura de limites.

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