A vacina e o vexame

A largada da vacinação no Brasil em meio a disputas de poder

O Brasil deve ser o único país onde a covid-19 ganhou status de mercadoria política. Por aqui, governantes usam a pandemia para tirar proveito eleitoral da desgraça da população. A indústria da calamidade pública abriu as portas para episódios de desvios de verba, corrupção e desperdício de dinheiro do pagador de impostos. Sob pretexto de conter a expansão do coronavírus, contratos firmados sem licitação rolaram aos montes para enriquecer oportunistas de plantão. A construção dos hospitais de campanha a toque de caixa, encampada por políticos, se mostrou pouco eficaz. Foram gastos milhões em tendas improvisadas que ficaram vazias boa parte do tempo e acabaram desmontadas poucos meses depois. Agora, gestores públicos reclamam da falta de leitos para internar pacientes.

A mais recente disputa política envolve o início da vacinação no Brasil. Mais de 55 países começaram a vacinar. Alguns já completaram mais de um mês de campanha de vacinação, como nos casos de Reino Unido, França e Estados Unidos, e mais de 40 milhões de doses foram aplicadas em todo o mundo até o momento. Estamos atrasados? Sim, mas começamos praticamente ao mesmo tempo que a Índia, que iniciou no último sábado, 16, e a Indonésia, que deu o start no último dia 13. Ou seja, não estamos no fim da fila e avançamos junto com outros países populosos, com dimensão territorial extensa e complexidade econômica e social similar.

Do ponto de vista sanitário, o que vai determinar o sucesso ou o fracasso de um plano de vacinação é o porcentual de imunizados em relação à população geral. Começar um pouco antes ou um pouco depois, importa menos. E, nesse sentido, o Brasil tem uma vantagem: contamos com a experiência do Programa Nacional de Imunização, uma referência internacional de política pública de saúde. Desde a década de 1970, o país acumula conquistas na área, como a erradicação da varíola e da poliomielite. São cerca de 38 mil salas de vacinação espalhadas pelo território, e mais de 27 vacinas distribuídas gratuitamente para a população, inclusive todas as recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. O histórico é promissor, só precisa funcionar direito na pandemia.

O show da vacina

O país acompanhou um verdadeiro show político após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) dar o sinal verde para o início da vacinação no último domingo, 17, com a autorização do uso emergencial de duas vacinas — a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac junto com o Instituto Butantan, e o imunizante da farmacêutica britânica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O governador de São Paulo, João Doria, passou na frente de outros Estados e transformou a cerimônia em espetáculo eleitoral. Para não perder tempo, Doria e sua equipe assistiram à transmissão da reunião da Anvisa no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Minutos após o anúncio da liberação de uso dos dois imunizantes, a primeira brasileira foi vacinada, diante das câmeras — e, claro, ao lado de Doria. Assim, o governador garantiu a foto oficial da primeira dose aplicada no país e deve exibir o troféu como principal arma política para concorrer à Presidência da República em 2022. Mas as estratégias de marketing não pararam por aí: o governo instalou um “vacinômetro” para contabilizar o número de doses aplicadas. Além disso, o governador e seus auxiliares providenciaram um uniforme, uma camiseta com a bandeira nacional e a inscrição “Vacina do Butantan, a vacina do Brasil”.

O evento marqueteiro foi um esforço para afastar a imagem arranhada da CoronaVac, após as falhas da equipe de comunicação do governo e do Instituto Butantan na divulgação de dados da vacina. Primeiro, a sucessão de adiamentos para anunciar os resultados dos estudos clínicos. Depois, os dados científicos foram divulgados a prestação, até que se revelou o segredo guardado desde dezembro — a eficácia da CoronaVac é de 50,38%, no limite exigido para aprovação pela Organização Mundial da Saúde e pela Anvisa. Além disso, o contrato entre o governo paulista e o laboratório chinês Sinovac envolve cláusulas sigilosas que não podem ser compartilhadas com a comunidade médica — são mantidas em segredo pelos fabricantes, algo um tanto quanto peculiar, no mínimo. Os únicos países que toparam vacinar com a CoronaVac além do Brasil foram Turquia, Indonésia e China, pelo menos por enquanto. Ou seja, o produto não é aplicado em nenhum país desenvolvido e com boa reputação na gestão de saúde pública. Não é para menos que se instalou uma verdadeira crise de confiança em torno do produto chinês.

Mas o fato é que, hoje, a CoronaVac é a única opção dos brasileiros para a vacinação. A grande aposta do governo federal, a vacina da Oxford, ainda não chegou ao Brasil. Não há até o momento uma dose sequer do imunizante disponível para aplicação em solo nacional. Ou seja, no que dependesse das negociações do Ministério da Saúde (MS), o país seguiria ostentando o tão aguardado aval da Anvisa, mas de nada adiantaria porque não haveria vacinas. O governo poderia, por exemplo, ter avançado no acordo com a Pfizer/BioNTech, responsável pelo imunizante mais aplicado no mundo até agora. Entretanto, o contrato empacou em algumas cláusulas, especialmente com relação ao termo de isenção de responsabilidade, embora essa seja uma exigência internacional aceita por outros países que fizeram negócio com o laboratório norte-americano.

O imbróglio envolvendo a compra de 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca fabricadas na Índia ainda não acabou. Enquanto a equipe da Saúde se preocupava em adesivar o avião oficial que buscaria o produto no dia 15 de janeiro, o governo indiano informou que era “muito cedo” para confirmar a data de envio das vacinas. A declaração frustrou os planos do MS, que se preparava para receber o imunizante até domingo, 17, a tempo de ser usado no início da vacinação em todo o país. Não deu certo. O jeito foi bater à porta do Instituto Butantan e solicitar a entrega “imediata” de 6 milhões de doses da CoronaVac.

O mal-estar criado com a demora no envio dos imunizantes pelo governo indiano deve acabar nesta sexta-feira, 22. A Índia finalmente autorizou a exportação das doses da vacina para o Brasil. A previsão é que o carregamento desembarque no aeroporto de Guarulhos no próximo sábado, 23. A Fiocruz tem um acordo com a britânica AstraZeneca para produzir a vacina e promete fornecer 700 mil doses diárias do produto. Entretanto, a entrega de IFA, sigla para “ingrediente farmacêutico ativo”, atrasou a produção tanto do Butantan quanto da Fiocruz. Um dos maiores fabricantes de IFA do mundo é a China, de onde virão os insumos para a fabricação das vacinas no Brasil. Mas as importações estão travadas pelo governo chinês. Não se sabe se por ato político ou se por motivos “técnicos”, como alegou o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.

A esse respeito, leia também o artigo de Rodrigo Constantino nesta edição, “Chantagem chinesa?”

O fiasco brasileiro na condução da pandemia

A guerra das vacinas só evidencia a inépcia e a falta de preocupação do gestor público com a saúde da população. Mas o Brasil coleciona uma série de vexames na condução da pandemia. O Supremo Tribunal Federal (STF) esvaziou poderes do governo do presidente Jair Bolsonaro e transferiu para Estados e municípios a responsabilidade para tomar medidas no combate ao coronavírus. Para o governo federal sobrou a conta para socorrer os gastos dos entes da Federação.

Com a decisão do STF, o que se viu foi a ascensão de governos autoritários que, em nome da “ciência”, impuseram confinamento horizontal e ameaçaram prender quem não cumprisse as regras. Até mesmo caminhar pela Praia de Copacabana ou sentar-se no banco de uma praça ao ar livre foi considerado crime contra a saúde pública, com direito a uso de algemas e detenção. Em vez de focarem o combate à doença, alguns prefeitos e governadores optaram por implementar políticas de gabinete para restringir a circulação de pessoas e determinar o fechamento de estabelecimentos. Fora os episódios do chamado Covidão, que escancararam a roubalheira com o dinheiro dos pagadores de impostos para a compra de respiradores e equipamentos médicos.

Até hoje, a discussão sobre tratamento precoce é um tabu com lado político bem definido. As medicações ganharam status “de direita” e não importa que existam evidências científicas favoráveis ao uso desses remédios — quem decide se você deve ou não ficar em casa acha que não funcionam e ponto-final. Outro desastre é a precariedade dos números da pandemia. A coleta de dados imprecisos e com atraso impacta diretamente nas políticas sanitárias. No registro de mortes no país, falta rigor para determinar quantas pessoas morreram de fato de covid-19 e quantas estavam com covid-19 ao morrer, o que é bem diferente. Com a queda considerável no número de óbitos de outras doenças como pneumonia, infarto, septicemia, é bem possível que esses registros tenham ido parar na conta do coronavírus. E é mais certo ainda que nunca saberemos o que de fato aconteceu.

Em meio a tantos tropeços, em clima de guerra e disputas de poder, foi dada a largada para a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil. A conquista científica deveria ser celebrada sem paixões políticas, com a sobriedade que o momento exige. Mas no país que marca evento de vacinação no Cristo Redentor, cartão-postal do Rio Janeiro, os dividendos eleitorais falam mais alto. É bom lembrar que as vacinas estão na fase 4 dos estudos, quando são testadas em larga escala e eventos adversos ainda desconhecidos podem pôr tudo a perder. Não se sabe ainda quanto tempo dura a imunidade da pessoa vacinada. É possível que falte imunizante no mercado em breve. As campanhas precisarão ser interrompidas até a reposição do estoque, o que pode prejudicar a efetividade das vacinas. A ciência não tem a resposta para todas as dúvidas e muitas só serão respondidas com o tempo. Mas o mundo econômico e a opinião pública dão sinais de que a questão da imunização deve ser prioridade. Para quem está de olho em 2022, não há como saber ainda o peso que a vacinação terá nas próximas eleições. Qualquer palpite agora é mero exercício de futurologia. De qualquer modo, o dever do gestor público para com o cidadão pagador de impostos precisa ser cumprido. E já.

Leia também o artigo de J. R. Guzzo nesta edição, “A vacina é de quem paga a conta”

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22 comentários Ver comentários

  1. Muito bom! Somente que dizer que o Brasil é o único país com uso político da vacina é muita ingenuidade. São poucos os que não tem essa maldição, bem provavelmente de fato nenhum! Acho que só China, Coréia etc. pois não há oposição e na Venezuela, terra das “Goticas milagrosas”do asno do PSOL e afins.

  2. Que triste, os jogos de interesses políticos , não são nem disfarçados. Seria um sonho ver nossos políticos, realmente preocupados com seu próprio povo.

  3. Quando os insumos chegarem e o Brasil estiver fabricando 2 milhões de doses/dia da vacina, essa confusão toda tende a arrefecer. Precisamos superar essa questão da covid19 o quanto antes, o Brasil precisa voltar aos trilhos do desenvolvimento.

  4. Creio que o grande problema desta pandemia é a grande quantidade de cientistas e de especialistas. Parecem uma torre de Babel
    Lotada e que em nome da ciência não dizem nada. Maravilha.

  5. Prezada Paula, eu fiz por diversas vezes a leitura da decisão do STF. Além disso fiz a leitura do relato de Notas Oficiais do STF e de entrevistas de vários de seus Ministros. Em nenhum momento o STF “esvaziou poderes do governo do presidente Jair Bolsonaro e transferiu para Estados e municípios a responsabilidade para tomar medidas no combate ao coronavírus” , pelo contrário afirmou que as responsabilidades são “concorrentes”, ou seja : o que se produz ou ocorre no mesmo momento que outra coisa; simultâneo, concomitante.” Mesmo assim , caso o Presidente não soubesse interpretar o texto( e interpretação da questão faz parte da prova) veja que no Federalismo Americano – para dar um exemplo- onde Estados tem amplos poderes e Leis diferentes , a Governo Federal atuou para promover – agora mais ainda- o combate a pandemia. O Governo Federal precisa assumir seus equívocos , como você muito bem pontuou em seu artigo. Com relação às questões de ciência e de aplicabilidade ou não de conceitos e entendimentos sobre eficácia ou não da vacina e do afamado tratamento precoce o quê se lamenta na verdade é a grande e incompreensível atuação do Conselho Federal de Medicina e outras entidades científicas que preferiram politizar o tema dando mais ênfase ao debate ideológico do que o científico. Para o STF bastava também não entrar no debate científico porque não possui competência para tal . Para o Governo bastava seguir o plano nacional de imunização (que existe desde de a década de 1970) e atuar com efetividade comprando vacinas de várias fontes produtoras com a antecipação que não houve.

      1. Concordo. O STF tirou sim os poderes do Governo Federal solicitado pelos partidos de esquerda juntos com o Sr. João Dória. Vejam que a semana passada o Ministro Levandoski de uma caneta autorizou o Governo Federal intervir na saúde do Amazonas. Para qq pessoa com um mínimo de conhecimento isso já bastaria. Não querem levar a culpa da balbúrdia que criaram. Essa é minha interpretação do que li e entendi do que foi feito pelo STF.

  6. Tá bom o texto. Nota 9,455. No início de maio tentei escrever algo sobre os dados cadastrados e coletados para divulgação e análise, feito por “órgãos públicos”. A imprensa não deu bola. Até a revista Oeste recebeu um recado neste espaço de comentários. Naquela época conheci algumas pessoas que “preenchiam” os formulários e relatórios. Fiquei com a impressão que acontecia em outras regiões do Brasil. Eram pessoas despreparadas e certamente colocadas no cargo por serem cabos-eleitorais de políticos. Conheci duas delas. Recebiam dos postos de saúde e hospitais alguns rascunhos, depois tentavam preencher uma planilha para enviar a Secretaria da Saúde. Lá, outra pessoa despreparada fazia a mesma coisa e enviava para a Secretaria de Saúde do Estado que depois mandava para o Ministério da Saúde. Além disto, a planilha não informava quase nada, definhando em dados importantes para serem computados e analisados. O governo até tentou mudar alguma coisa, mas foi impedido pelo STF que entendeu que era uma jogada para esconder a pandemia para debaixo do tapete. E era o contrário. Com o tempo mudou alguma coisa, mas até hoje ficou nisto mesmo. Para finalizar, dois pontos que a imprensa esqueceu: 1) discutir a legislação em torno da Municipalização da Saúde que reúne competências, responsabilidades e informes transparentes periodicamente. 2) milhares de pessoas trabalharam na distribuição de insumos e de vacinas, utilizando centenas de aeronaves, helicópteros, caminhões e barcos; às vezes, fazendo plantões de 48 horas sem dormir e cuidados especiais de isolamento e quarentenas; regiões inóspitas, centenas de planos de voo (e outros) que tiveram que ser alterados de última hora, incluindo temporais em pistas de pousos e deslocamento para outras cidades que podia alcançar até 500kms a mais de distância. E quando chegavam nas capitais, outras milhares de pessoas esperavam para fazer a mesma coisa para distribuição para o interior. Brasileiros fraternos, patriotas esquecidos pela mídia e pela população. Os outros, cientistas, médicos e enfermeiros merecem o crédito, mas outras áreas também merecem valorização. Já que não está provado cientificamente, a Fé ajuda também.

  7. Paula inicia artigo com perfeito relato do que assistimos nessa pandemia, porem não me pareceu adequada sua interpretação sobre erros do governo federal, ao não considerar que a vacina coronac é a única opção dos brasileiros para vacinação.
    Que vacinação é essa sem vacinas aprovadas pelas agencias e sequer com estoques suficientes? Esquece que o empresário comerciante da Coronavac, em quem infelizmente votei para governar o estado de SP, estabeleceu um programa de vacinação para os “brasileiros” com inicio em 25/01 sem vacina aprovada pela ANVISA e sequer pela China. Pior sem disponibilidade. Afirmou até que não queria aprovação emergencial da ANVISA, mas registro definitivo.
    Quando Paula comenta que o governo poderia ter avançado no acordo com a Pfizer, esquece a dificuldade estabelecida para comercializar e armazenar tal vacina, em baixíssimas temperaturas neste pais continental, além de clausulas contratuais que não os responsabilizava sobre eventuais eventos adversos. É muito mais fácil países como Israel estocar e vacinar a totalidade da sua população e isso não ocorreu até agora.
    Então entendo que há sim muita politização das vacinas que sequer existem, forçadas por políticos e judiciário que mais se preocupam com suas corporações pedindo inclusive reservas de vacinas para uso próprio, ao Butantã e a Fiocruz. Que espirito público é esse?
    Com vacinas pouco testadas e empurradas compulsoriamente a toda população e sem qualquer disponibilidade, não é possível exigir do governo federal cronogramas dos programas nacionais de imunização. Comercializar a “ciência” como estão fazendo diante de tão grave epidemia e especialmente em nosso país para derrubar um governo, ai preocupa-nos a sanidade mental de suas “excelências”, a imprensa, os políticos, os juristas, os artistas, enfim uma minoria insignificante que nada conhece de mortes causadas por crises de abastecimento, fome, saneamento, e outras doenças neste imenso país.
    A vacina é necessária, desde que segura, eficaz e que futuramente sejam produzidas em nosso pais somente os imunizantes mais seguros e eficazes e de tecnologias diversas. Será que o Butantã só poderá produzir a vacina da Sinovac, e a Fiocruz a de Oxford? Não sou cientista, mas custa-me entender que se a vacina Sinovac for superada por outras, que o Butantã só tenha tecnologia para produzi-la.

  8. Quando o governo federal estimula uma campanha de atendimento precoce através de prescrição médica de ivermectina (ou outro medicamento) ele deveria fazer isso de modo mais convincente, mais abrangente, mais contundente, mais claro. Os estudos existem e são sérios. Mas o governo não sabe se comunicar e é taxado de negacionista. Bolsonaro está perdendo a mais importante batalha: a batalha da comunicação. Na área da Saúde e não outras também.

  9. Paula, bom artigo! Retrata muito bem a situação caótica da pandemia versus agenda politica. Cabe aqui a discussão se esta agenda é moral ou imoral. O que não pode se descartar é a incompetência dos gestores públicos (Federal, Estadual e Municipal) alem do Supremo Tribunal Federal. Um verdadeiro show de horror. Há ainda um grupo que precisaria repensar seu papel, que são as pessoas que frequentam as festas sem nenhum controle de distanciamento social, ou prevenção. Poderíamos ficar discutindo filosoficamente se as pessoas tem ou não tem a liberdade de escolha, mas dado que não há controle se a pessoa esta ou não contaminada, que o sistema publico está no seu limite, estes eventos não deveriam estar ocorrendo, e principalmente pela decisão de cada um de simplesmente não ir. Seria um ótimo exemplo de cidadania e diminuiria a influencia dos politicos.

    1. Em primeiro lugar, o distanciamento não é social, é físico. Em segundo lugar, se as pessoas acham que vale correr o risco e ir a festas ou onde quer que seja, cada um deve ser livre pra fazer o que achar melhor. Liberdade é tão importante quanto a vida. Em terceiro lugar, o sistema público está no seu limite desde o tempo de Adão e Eva. Inventa outra. Essa pandemia é moral, e não de saúde.

      1. Gostei do comentário. Só não concordei sobre o “desde os tempos de Adão e Eva”, mas claro que sei que se trata de uma metáfora, mas está perfeito o seu comentário.

      2. Bom texto, Paula!

        Tivemos erros, sim, na condução dessa pandemia, aqui no Brasil. Alguns naturais para percursos desconhecidos como o que ora vivenciamos. Outros, por ignorância e até por má-fé. Estes últimos deveriam ser objeto de escrutínio e de responsabilização.

        A ONU poderia buscar a melhoria da OMS, a fim de criar uma entidade capaz de gerenciar melhor crises de saúde pública como essa, servindo de balizas a todos os países.

        O mundo gasta exageradamente com orçamentos militares, através de pactos como o da OTAN, mas muitos povos padecem de doenças básicas como dengue, malária e outras. Poderíamos canalizar mais recursos e energias para aliviar a população mundial de muitas doenças.

  10. A intenção da oposição, com esta pandemia, além das vantagens econômicas, é a desestabilização do Presidente e sua destituição do cargo.

    1. Concordo. O jogo do interesse financeiro fortalece sim e muito a ferrenha luta que João Doria protagoniza nessa questão. Vale lembrar que o valor pago pra cada dose consumida em duas etapas é algo inimaginável….. se foram capazes de comprar mascaras a R$ 32,00 cada…. pra assim praticar o toma lá da cá…. o que dirá pagar US$ 19,80 de cada dose…. taí …isso é uma vergonha de roubo do meu e do seu dinheiro…

    2. A batalha política promovida pelo Governador Doria no fim ofuscou o trabalho sensato que tem sido feito pelos institutos, Butantam e Fiocruz, sendo o segundo com a vantagem de ter participado efetivamente de um consórcio para ter o direito tecnologia, que não servirá apenas para o Covid 19, mas para conhecer o comportamento da família do Coronavirus, que é ampla. Decisões a parte, a da Coronavac foi escolhida pelo governo estadual de SP, pois ao que parece seria a mais breve a estar disponível. E na minha opinião pessoal o governador de SP é um propagandista do Governo de Pequim no Brasil, seja lá para o que for, é só verificar mais amplamente o que já está nas mãos de empresas Chinesas no Estado de SP, em concessões por exemplo. Mas voltando ao mérito espero que o Governo federal que tem órgãos de Estado para se relacionar diretamente e uma federação para resguardar se organize e não se esforce para ir na contramão, se a vacina tão alardeada pelo mundo não der certo não será culpado por isso, mas se, se negar a tomar atitude agora vai ficar mais marcado do que já foi.

    3. Paula, excelente artigo. Em minha modesta opinião na mosca. Como já se disse aqui( leitor Silvio Ramos Jr) É no que dá, quanto a falhas horrorosas de comunicação um presidente que verbaliza muito mal e um ministro das comunicações que parece absolutamente sem bagagem

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