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Caos absoluto na gestão

Recorde de mortes no Brasil expõe a incompetência do poder público durante a pandemia

Número de casos de covid-19 em ascensão, recorde de mortes dia após dia, hospitais abarrotados e risco de colapso no sistema de saúde brasileiro. Em 2020, estávamos em pleno voo cego, tateando teses sobre isolamento, contaminação, vacinas e tratamentos para conter o avanço do vírus chinês. Mais um ano se passou e o Brasil enfrenta uma crise sanitária ainda pior que a do primeiro pico da pandemia. Sem entrar na fissura das manchetes olímpicas e fúnebres tão apreciadas pela grande imprensa, o fato é que registramos quase 3 mil mortes em um único dia nesta semana e acumulamos um saldo de mais de 285 mil mortos no país. Algo deu errado.

O Brasil contou com a vantagem de ser alvo do coronavírus tardiamente em relação a outros países da Ásia e da Europa. Os governantes tiveram a oportunidade de aprender com a experiência de outras nações, aplicar as medidas que deram certo e descartar as erradas. A primeira capa publicada pela Revista Oeste, em março do ano passado, mostrava, por exemplo, o caso da Coreia do Sul, que investiu em testagem em massa e no rastreamento de doentes, evitando a transmissão desordenada. O uso massivo de tecnologia de dados também permitiu rastrear rapidamente o percurso feito por um infectado, e avisar a população, por mensagens de celular, sobre as áreas de maior contágio, os bairros a evitar, a rota de alguém com diagnóstico positivo para a doença. Para não dizer que isso seria medida muito futurista para o Brasil, o governo de São Paulo fez uma parceria com as operadoras de telefonia para rastrear o deslocamento da população. Mas foi só para se certificar de que você não sairia de casa. Ponto. Em vez de focarem as lições de sucesso, os governantes resolveram implementar as próprias políticas de gabinete e copiar alguns fiascos de projeção internacional. São vários os motivos que tornaram o Brasil o epicentro mundial do coronavírus. Um deles, certamente, é a guerra política entre presidente, prefeitos e governadores. Como se não bastasse, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também resolveram virar “gestores” da covid, e palpitar sobre tudo relacionado à pandemia. A encrenca começou quando o STF esvaziou poderes do governo federal e transferiu a Estados e municípios a responsabilidade para tomar medidas no combate à covid-19. A decisão do Supremo deu carta branca a cada gestor para implementar as próprias políticas. Virou bagunça.

Medidas descabidas, resultados medíocres

Em São Paulo, entre idas e vindas na paleta de cores do governador João Doria (PSDB), todo o Estado está agora na fase vermelha “emergencial”, a mais restritiva de todas. Só que dar tratamento igual a municípios com realidades sanitárias diferentes está longe de ser uma política justa e eficiente. Inconformado, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), ganhou na Justiça o direito de manter a cidade na fase laranja do Plano São Paulo, menos rigorosa que a vermelha. O argumento utilizado pelo gestor municipal é que a ocupação de UTIs não justificaria a mudança para o nível mais severo do plano de combate à covid-19. Em vídeo publicado no Facebook, Ramuth chegou a dizer que a “justiça foi feita”. Entretanto, a “justiça” durou pouco. O STF suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça e a cidade foi obrigada a seguir o decreto estadual e ir à fase vermelha. É a segunda vez que a prefeitura de São José dos Campos não adota as regras do governo de São Paulo e o embate chega ao Supremo. Com o poder da caneta nas mãos, 11 juízes togados, cada vez mais desconectados da realidade brasileira e com seus salários intocados, decidem o destino de milhões de pessoas.

Todos os municípios do Estado de São Paulo estão na fase vermelha “emergencial”

Na cidade de São Paulo, no ano passado, o rodízio de carros “pares e ímpares” instituído pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) foi um desastre: tirou carros da rua, mas lotou o transporte público. A prefeitura também tentou diminuir o número de automóveis em circulação bloqueando avenidas — a medida foi suspensa em dois dias. A antecipação de feriados apenas estimulou o trânsito de pessoas da capital para o interior, espalhando a disseminação do vírus pelas regiões que estavam com a epidemia sob controle. A estratégia dos gestores da covid baseou-se em provar que o confinamento da população iria deter o coronavírus. “A gente sabe que essas epidemias virais vêm em ondas. Na gripe espanhola, a segunda onda foi ainda mais mortal. As pessoas não estudam História para ver como as coisas se comportam”, pondera o médico imunologista Jorge Kalil Filho. Leia a entrevista com Kalil nesta edição.

Oeste publicou uma extensa reportagem sobre o fracasso do lockdown, experiência sem base científica que não se mostrou bem-sucedida em vários países. Mesmo assim, foi copiada por aqui, com algumas adaptações tupiniquins. O fechamento obrigatório de atividades comerciais promoveu demissões em massa, falência de empresas, fome e pânico. Estima-se que, passada a pandemia, o mundo terá mais 150 milhões de indivíduos vivendo abaixo da linha de pobreza. Como bem observou J. R. Guzzo, colunista de Oeste, ao questionar a gestão dos “cientistas” que hoje ditam as regras no país: “Nunca lhes ocorreu, até hoje, que é indispensável salvar, ao mesmo tempo, a vida de quem pega a doença e a de quem não pega; uma e outra valem por igual”. Em Aparecida, cidade no interior paulista conhecida nacionalmente pelo turismo religioso, o prefeito Luiz Carlos de Siqueira (Podemos) deu um depoimento emocionado ao programa Opinião no Ar, na Rede TV, sobre as dificuldades enfrentadas com o endurecimento das medidas de restrição. “Minha cidade está destruída, completamente destruída. Na periferia, está faltando comida na mesa. O governo do Estado não tem os olhos voltados para a tragédia socioeconômica que a cidade vive. Estamos em situação de miséria, de tragédia.” O município, que chega a receber 12 milhões de fiéis anualmente, está deserto e falido. “Estou governando uma cidade com mais de 70% de desempregados. O comércio todo está quebrado e quebrando. Esse novo decreto emergencial do governador está levando nossa cidade para uma situação muito grave”, disse o prefeito.

 

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Comércio de Aparecida, no centro, com as portas fechadas | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Em Criciúma, cidade de Santa Catarina que fica no sul do Estado, o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) decretou um lockdown sob medida para o serviço público, que bem poderia servir de modelo para o restante do país. “Estou assinando o decreto de lockdown na prefeitura de Criciúma — lembrando só um detalhe: lockdown sem remuneração”, explicou. “Não quer vir trabalhar? Não tem problema. Quer se cuidar? Ótimo! Pode ficar em casa, mas não receberá salário”, afirmou Salvaro. “É muito fácil pedir lockdown com a geladeira cheia e o salário garantido”, completou.

Impulsionada por grande parte da mídia brasileira, a classe média comprou a tese de que o “Fique em casa” é a solução para vencer a pandemia. Na bolha imaginária de uma minoria da população, o mundo ficou restrito ao home office, comida por delivery e compras on-line. Excluindo os funcionários públicos, que torcem pelo isolamento eterno, e os que vivem de renda, há uma multidão de trabalhadores que simplesmente não podem viver a “pandemia caviar”. Eles precisam sair de casa e trabalhar todos os dias para ganhar a vida. Oeste compilou uma série de dados para estimar quantas pessoas na cidade de São Paulo são obrigadas a se deslocar diariamente para garantir serviços como manutenção de wi-fi, abastecimento de água e energia, entrega de comida, atendimento a clientes em supermercados, farmácias e postos de gasolina. Nada menos que 4,3 milhões de indivíduos estão nessa situação. Ou seja: parece razoável presumir que, em vez de reduzir a oferta de transporte público para desestimular aglomerações, o governo deveria ampliar a oferta, dada a existência de um contingente expressivo de pessoas que inevitavelmente terá de sair de casa.

No metrô de São Paulo, a aglomeração inevitável de trabalhadores que não têm como fazer home office | Foto: Roberto Costa/Estadão Conteúdo

A nova fase da pandemia e a busca por culpados

Em vários Estados brasileiros, nesta segunda fase da pandemia, o sistema de saúde se aproxima do colapso. Especialistas afirmam que o perfil dos internados mudou em relação ao do pico anterior, em julho. Segundo dados do Estado de São Paulo, tem crescido o número de pacientes entre 30 e 50 anos, sem doença prévia. Além disso, o tempo de permanência em UTI aumentou. “Tínhamos antes média de sete a dez dias de internação, agora ela está em 14 a 17 dias de internação no mínimo em UTI”, diz o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Ao contrário do primeiro pico, em que foi dada atenção especial a casos de baixa e média complexidade, desta vez o foco é nos pacientes mais graves, que precisam de leitos de UTI. Só que eles estão em falta. Mas alguém parou para se perguntar por que não havia hospitais e leitos de UTI antes da covid-19? A população já pagou os impostos para a sua construção e operação, e agora paga tudo novamente para, em troca, ouvir dos gestores que é culpada pelas mortes nesta pandemia. Governadores e prefeitos se queixam de que a União suspendeu repasse de recursos para o financiamento de leitos de UTI para a doença. O governo federal já transferiu R$ 420 bilhões a Estados e municípios. Só para as secretarias de Saúde foram R$ 131 bilhões — R$ 33 bilhões desse montante para gastos exclusivamente no combate à covid-19.

Nesse jogo de empurra, que só evidencia ainda mais a incompetência do poder público em administrar a crise, o bode expiatório preferido para o morticínio no país é o presidente Jair Bolsonaro. É inegável que a gestão federal falhou. Falhou ao não negociar antecipadamente a aquisição de vacinas no ano passado. Agora falta produto no mercado. Quem se planejou e comprou com antecedência saiu na frente. É o caso de Israel, Estados Unidos e Reino Unido. O Brasil ficou atrás na fila. Vacinamos até o momento apenas cerca de 5% da população brasileira — embora, em números absolutos, estejamos em quinto lugar no mundo. O caminho ainda é longo e, apesar das promessas de entrega de doses, ficamos na dependência dos laboratórios para acelerar a vacinação. É fato também que a pandemia tem sido tratada pelo presidente num discurso com sérios problemas de comunicação. A questão da vacina é um exemplo. Bolsonaro se manteve resistente em relação à imunização e preferiu investir no debate sobre o tratamento precoce, como se uma coisa excluísse a outra. A politização de medicamentos não contribuiu para o debate, pelo contrário. Acirrou ânimos partidários e afastou a ciência do centro da discussão. Entretanto, desde o início, a preocupação de Bolsonaro com os impactos das medidas de isolamento social na economia é legítima. Mas qualquer tipo de solução intermediária foi execrada pela mídia e por parte dos “cientistas” eleitos para decidirem por você. Agora, o presidente carrega nas costas a conta das mortes pela covid no país. Como se a pandemia não tivesse começado na China, país que escondeu, com a chancela da Organização Mundial da Saúde, a gravidade da doença. Como se países bem mais desenvolvidos que o Brasil, como Bélgica e Reino Unido, não estivessem amargando números de mortos por milhão de habitantes bem piores do que os nossos. Como se a União Europeia não estivesse às turras enfrentando problemas logísticos e atrasos na vacinação. Parece até negacionismo…

A caçada pelo culpado-mor da pandemia culminou com a cabeça do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em uma mudança que já era esperada, o Brasil amanheceu nesta semana com um novo ministro, o quarto a comandar a Pasta. O médico cardiologista Marcelo Queiroga ainda não assumiu oficialmente o cargo, mas já está em Brasília aquecendo as turbinas. Queiroga caiu no “olho do furacão” e terá a missão de conduzir o país em meio ao pior momento da tragédia sanitária. O maior desafio de todos: garantir a vacinação em massa. Se faltava um jaleco ao futuro ex-ministro Pazuello, a questão está resolvida, embora esse detalhe não tenha impedido a demissão dos antecessores, os também médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Queiroga também terá de enfrentar a pressão por leitos de UTI e acompanhar a distribuição de recursos a Estados e municípios. Na última sexta-feira, 12, o Ministério da Saúde liberou R$ 188,2 milhões para financiar quase 4 mil novos leitos de UTI em cidades de 21 Estados.

O poder público, que no ano passado pediu à população que ficasse em casa sob o argumento de que era preciso “achatar a curva” de contágio e assim ganhar tempo para equipar o sistema de saúde a fim de atender à nova demanda, mais uma vez não entrega o que prometeu. Parece cena repetida. Depois de um ano de luto, de isolamento social, de fechamento do comércio, falência de empresas, chega-se ao desastroso quadro atual, sem que tenham sido superados desafios como a oferta adequada de leitos. De novo, os mais pobres pagam a conta da inépcia dos governantes. Quem tem plano de saúde e pode pagar por bons médicos sabe que a doença tem controle e tratamento, ainda mais quando feitos precocemente, como qualquer outra doença cuidada pela medicina. “O que mais mata no Brasil é o tratamento tardio, isso é um fato”, defende o médico clínico geral e doutor em imunologia Roberto Zeballos. O brasileiro está cansado de replay.

Leia também “Os políticos vão admitir o erro do lockdown?”

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36 comentários

  1. Discordo num ponto da reportagem: a classe média não comprou a ideia do “fique em casa”. Quem executou isso são a classe média alta e os ricos. A classe média normal tem que manter a atividade para pagar seus impostos. É uma parcela importante dos custos!!! Não há condições de se manter em casa tendo que pagar tudo além de escola e plano de saúde.

    1. Gostaria muito que a revista trouxesse uma reportagem sobre o artigo do Dr. Geert Vanden Bossche, sua biografia e a opinião de outros especialistas, pois as advertências que ele fez são impactante e se suas previsões de confirmarem, o Brasil será um dos mais impactados .. se sua avaliação estiver correta, estamos correndo rapidamente para um precipício!

  2. Parabéns pela reportagem, com riqueza de dados e informações.
    A verdade é que os grandes responsáveis pelo caos são os togados do STF, que retiraram a autoridade e o poder de coordenação do Presidente. Esse é o cerne do problema e a causa maior da crise.

  3. Esse texto é mais uma pérola da Ana Paula Leal. Não sei o que significa “classe média normal” citada em resposta anterior, mas sim, a classe média aderiu ao “ficaemcasismo” torcendo para o iFood chegar rapidinho, que as crianças vão pro play. É isso mesmo. É a mesma classe média que estaciona irregularmente, quer atendimento sempre prioritário e antes de quem está já à espera, desafia a autoridade qualquer que seja, e por aí vai. E é a mesma que vota regularmente para manutenção de seus privilégios. E dentre eles estão componentes da casta elitista do país, os funcionários públicos, classe teúda e manteúda pela pobreza oprimida, e com quem dizem se importar. Dizem. Obrigado pelo texto. O último parágrafo é um primor.

    1. Concordo sr. Alberto com sua interpretação sobre parte da classe média normal, mas houve muita classe media normal que ficou desempregada ou sob o risco de ficar desempregada que seguramente não achou normal ficar em casa, sem o mesmo conforto da pequena classe de privilegiados que tem direitos adquiridos, não perdem salario e emprego e mandam no pais.

  4. faltou ênfase a:
    1) corrupção associada à liberação de recursos…governadores e prefeito querem mais é que a pandemia se perpetue, para poderem comprar a vontade sem licitação (vide escândalos que estão vindo à tona, como o caso do Gov Rui Costa da Bahia)
    2) tratamento precoce: está mais o que provado cientificamente que a ivermectina funciona tanto como profilático como no tratamento precoce…enquanto isso, em Porto Alegre, a justiça proíbe o tratamento precoce, após uma solicitação do Psol
    3) hospitais de campanha que foram desmontados

    ou seja, há muitas razões pelas quais a crise existe…se tivéssemos todos esses pontos mais a vacina, não estaríamos chorando as mortes…

  5. Paula no seu artigo tem questões importante, porém discordo de alguns pontos que deveriam te muito mais relevância. São eles:
    o seu artigo você minimiza a responsabilidade do Bolsonaro, mas ele é responsável pela recomendação de remédios em que não comprovação cientifica de eficácia, ele foi o grande irresponsável pela não compra das vacinas (A ANVISA é monopólio do Governo Federal), ele é responsável pela troca de ministros competentes e da área de saúde por idiotas.
    O Bolsonaro surfou uma onda de liberal, anti corrupto e eficiente, e que demonstra no dia a dia que só está preocupado em proteger os bandidos dos seus filhos, em se reeleger fazendo demagogia, protegendo os corruptos a custo da sustentação politica. Em resumo estamos f…..

    1. Paula Leal excelente e esclarecedor artigo sobre o momento que vivemos atualmente, contém notícias atualizadas de tudo que estamos passando.Nao existe solução rápida e eficaz para um vírus que a humanidade desconhecia.Nenhum presidente pode ser chamado de genocida, não desejavam isso para seu povo, sendo de esquerda ou de direita.Claro que países ricos saíram antes no mercado para comprarem tudo que podiam,mesmo sem ter certeza se as vacinas seriam seguras e eficazes.O mundo globalizado funciona assim.Acho ridícula ,arrogante e até primária a comparação de quem vacinou mais, quem se saiu melhor.Cada um luta com as armas e o poder que possue.Fica a dica: outros vírus virão, mais fortes ou mais fracos em nível de contaminação.Se preparar com insumos produzidos em seus próprios países é uma delas,investir em institutos de pesquisa que já possuem a expertise de vacinação, também.Brasil com todos os problemas que já possuem, não está fazendo feio.Esta vacinando com os recursos disponíveis e conta com um programa de vacinação do SUS, que é referência para alguns países.O mundo vive uma situação difícil,vamos tirar algumas experiências que poderão nos ajudar.

    2. Paula seu artigo e excelente, porém tem pessoas que gostariam que ao invés de relatar os acontecimentos com imparcialidade, seria melhor
      que quase como toda imprensa, ponha como responsável por todas as mazelas uma só pessoa. Quem será?

    3. Nem a Alemanha e a União Europeia estão conseguindo comprar vacina, o Brasil está à frente deles nas farmacêuticas.
      Sobre remédios sem comprovação, a Ivermectina tem cada vez mais comprovação pesquisas, e a HCQ foi identificada como eficiente em um estudo e coronavirus de 2007/12 – e também tem se provado sua utilidade em minimizar mortes.

    4. Esse Geraldo deve habitar em outro planeta, outro país. Como pode ser tão assertivo em suas opiniões. Estamos diante de uma sumidade, dessas que com toda certeza goza do privilégio de expor com tamanha e brutal ignorância de conhecimento e causa, a situação REAL DO BRASIL. Decerto que desconhece, finge ignorar, (não importa), o que foi decidido pelos “11supremos” do tal STF. Acrescente sua má fé, seu partidarismo latente, sua dissonância cognitiva com a realidade, temos aqui então o verdadeiro, o sublime, o mais prefeito idiota !!! Junto com a “tal imprensa” local …

      1. Perfeito De Lima, esse Lamounier é um idiota completo, irretocável, uma obra desprezível e acabada.

    5. Não estamos ferrados,temos sim problemas sérios,como qualquer país do mundo está vivendo em uma pandemia,com o vírus que ninguém tinha conhecimento,nem mesmo cientistas da área da Saúde.Brasil está lutando com as armas que tem,sua população população está sendo vacinada.Eu mesma já me vacinei pois pertenço a um grupo de profissionais liberais autônomos da área da Saúde.Mostre-me um país no mundo que não teve problemas com mortes e economia.Se informe.

  6. Excelente artigo, Paula! Acredito que um dos maiores erros foi da parte dos governadores e prefeitos, uma vez que desmontaram os hospitais de campanha já construídos, com leitos disponíveis e pagos com nossos recursos. A pandemia arrefeceu um pouco no 2º semestre de 2020, mas penso que, diante de um cenário incerto, não seria nada sensato desabilitar hospitais que estavam ali, prontos para receberem pacientes caso uma nova onda da covid-19 surgisse. Outro ponto determinante para esse caos foi o fato de boa parte dos recursos transferidos, via governo federal, para Estados e Municípios não ter sido utilizado pelos governadores e prefeitos para o enfrentamento da pandemia, e sim para pagamento de folha salarial do funcionalismo público. Houve prefeitura que utilizou esse dinheiro até mesmo para compra de carros novos (e não. não eram ambulâncias). A PGR recentemente enviou ofício aos Estados questionando como foram utilizados esses recursos. Espero que a partir disso surja uma profunda investigação e que a Polícia Federal possa trazer à tona o que houve com toda essa grana.

  7. Culpar o Presidente é sempre mais fácil do que culpar ministros, juizes, governadores, prefeitos, secretários de saúde dos estados e municípios. Isto é uma covardia turbinada pela grande mídia e seus esquerdopatas. Quanto a vacina, se compra e a Anvisa não aprova o governo teria jogado o dinheiro fora e se aguarda a aprovação da Anvisa, como fez, comprou tardiamente. Melhor o governo perdoar a dívida da Globolixo que a pandemia acaba hoje.

  8. Venho reparando que a grande mídia (argh) vem usando a expressão “hospital de catástrofe”.
    Senhores por favor, um pouco de vergonha na cara não faria mal algum. O nome certo é HOSPITAL DE CAMPANHA.
    Parece que, mancomunados com governadores , estão querendo fazer cair no esquecimento o assunto. Não se fala mais no COVIDÃO.
    Os governadores ainda tem a petulância de pedir mais verbas para leitos de UTI. Onde estão os leitos de UTI dos HOSPITAIS DE CAMPANHA ?
    Onde estão os HOSPITAIS DE CAMPANHA ? Porque foram desativados ?
    Onde estão os Ministérios Públicos estaduais para pegar os larápios do COVIDÃO ?
    Hospital de catástrofe é o raio que os parta, cambada de ladrões !
    SÃO VINTE E SETE GENOCIDAS. Esses são os verdadeiros GENOCIDAS, POIS DELIBERADAMENTE DESVIARAM VERBAS LIBERADAS PELO GOVERNO FEDERAL para colocar salários do funcionalismo em DIA.

    1. Sr. Victor, agora a desculpa é que não há agentes da saúde para atendimento, tampouco medicamentos. Então para que pedem mais leitos hospitalares? Gente inútil, muito bem remunerada e em campanha eleitoral antecipada.

  9. Desculpe, Paula, mas ler o seu artigo DEPOIS de ter lido o artigo do J.R.Guzzo (Agora a culpa é do povo?) foi simplesmente constrangedor, não pelos dados e fatos que expõe, mas pelo que você insinua. Insinuação que começa logo no subtítulo da matéria – “incompetência do poder público”. Como assim, “poder público”? Por que essa abstração idiota? Por que não falar claramente em “governadores e prefeitos”, em “STF”? Por que “esqueceu” de mencionar as denúncias de corrupção contra governadores e prefeitos no seu rol de fatos e dados? Quanto mais eu lhe lia, mais parabenizava o Guzzo.

  10. Parabéns, Paula. Excelente texto, só faço ressalvas ao comentário sobre servidores públicos. Há profissionais da esfera pública que não concordam com o fechamento de tudo.

  11. Tá bom o texto. Nota 9,233. Um lembrete: comparar o Brasil com países ricos onde estão os maiores laboratórios e centros de pesquisa não é correto. É lógico que nos Eua, Reino Unido, Alemanha e Índia levam vantagem, pois exportam e dominam o mercado, com a China entrando forte no negócio. Mas, lembro que comentei aqui um probleminha que passou desapercebido. Em março ou abril apontei um problema técnico na elaboração de levantamentos sobre a Covid. Pessoas despreparadas ou quase analfabetas tinham a obrigação de preencher planilhas para enviar para Secretarias de Saúde do Município ou dos Estados. Geralmente pessoas que ocupavam o cargo através de indicações de seus políticos preferenciais. Não pensavam no que iria acontecer na saúde… Quem recebia as planilhas também não sabiam o que fazer, além da manipulação dos dados, com números que tinham objetivos espúrios. A desorganização era vista com gente totalmente despreparada em todos os níveis. Não é possível esconder o problema atual: uma empresa não pode quadriplicar a produção de qualquer produto em curto espaço de tempo se já está no limite. Assim aconteceu com vacinas (são necessárias bilhões de doses) e outros insumos básicos que já estão faltando pelos hospitais espalhados pelo país. Nem pessoal suficiente existe. Ou seja, procurar culpados numa hora dessas é desumano e injusto. Afinal, começamos a acreditar que a pandemia se alimenta de ódio, incompreensões e politicagem. Quanto mais energias negativas, mais tempo termos que conviver com a praga que não se sabe ainda como surgiu.

  12. Perguntas básicas, simples e elementares. Por que não se tem um perfil demográfico dos pacientes que já morreram de covid, como:
    1. Qual a idade e gênero?
    2. Tinham sido vacinados?
    3. De onde eram provenientes (estado, cidade e bairro)?
    4. Profissão e nível socioeconômico?
    5. Usavam transporte público?
    6. Faziam isolamento?
    7. Fizeram uso de tratamentos preventivos ou emergenciais?
    Dessa forma a abordagem terapêutica poderia ser mais direta e eficiente!
    Aliás uma boa matéria para a RO.

  13. A doença é real e cruel, ninguém pode negar. Agora usar essa paleta de cores com base na ocupação dos leitos de UTI depois de um ano, o silêncio predomina naquela estratégia inicial de “achatar a curva para dar tempo de preparar a estrutura de pronta resposta a pandemia”. Além da hipocrisia emergida pelo capítulo “sem máscara em Miami”, se fôssemos trancar toda a economia com base na sobrecarga do sistema de saúde, estaríamos em algo similar a essa paleta de cores há séculos. Pensar que a população engole jujubas e não enxerga a incoerência das ações com foco no poder, isso também mata, pois como fica o sistema imunológico de quem não se alimenta, não consegue comprar um medicamento, um suplemento, fazer atividades físicas e sérias doenças emocionais?

  14. A luta do governo brasileiro não é contra o vírus, os vírus é do planeta. A luta do governo brasileiro é a luta contra uma Cleptocracia e uma justiça que é um câncer com metástase

  15. Paula, não é correto insistir como já fizeste em artigo anterior que Bolsonaro falhou ao não adquirir vacinas no ano passado, quando você como jornalista sabe que o governo fez acordo para aquisição e transferência de tecnologia com a Oxford/AstraZenica/Fiocruz em meados do ano passado e o atropelador marqueteiro candidato, mau caráter Doria(votei nele) com a Sinovac.
    Qualquer gestor brasileiro com responsabilidade não se envolveria com a Pfizer em meados do ano passado com a rigorosa e cara politica de comercialização (quant., preço e responsabilização) que o laboratório impunha, e pior, para armazenamento e transporte em refrigeração abaixo de 70 graus, e de eficácia ainda desconhecida.
    Portanto seu argumento que EUA, ISRAEL e Reino Unido saíram na frente não é adequado para comparar países produtores com compradores.
    EUA, reservou a produção da PFIZER primeiro para atender sua população e as leis lá possivelmente são diferentes para responsabilizar ou não o laboratório por eventos adversos e somente aprovaram a utilização emergencial em 13/12/20. Israel tem recursos financeiros no mundo todo e compra quanto e quando quiser e ainda assim não vacinou toda a pequena população de 9 milhões de habitantes.
    Como vacinar neste vasto continente com a vacina da Pfizer que virou a queridinha da classe privilegiada brasileira? Entretanto o governo acabou de fechar acordo para compra de 100 milhões que esperamos sejam entregues a toda população brasileira, sem privilégios. Quem quiser que as compre em instituições particulares.
    Paula, muito mais culpados pelas mortes foram os gestores estaduais que receberam vultosas verbas do governo federal para criar leitos hospitalares, que foram mal preparados e utilizados, para precocemente serem desativados.
    Ouvi em 20/03 na BandNews o clinico geral dr. Alfredo Salim entrevistando o diretor geral do hospital Sirio Libanês de SP dr. Paulo Chap Chap, que informou importantes resultados obtidos no tratamento COVID19 no estabelecimento. Aumentou leitos ambulatoriais e de UTI, admitiu e qualificou funcionários da saúde e conseguiu resultados importantes de baixa letalidade, nos casos moderados 2 a 3% e 12% nos casos graves em UTI.
    Poderíamos concluir que se as verbas destinadas aos governadores fossem para gestores de saúde profissionais privados, não teríamos óbitos em filas de espera e em precárias instalações hospitalares por falta de equipamentos, oxigênio e medicações hospitalares?.
    Paula, considero importante fazer matéria a respeito nas outras instituições privadas Einstein, H. Cor, Sta. Catarina, 9 de julho, Paulistano, inclusive com a esquecida da imprensa Prevent Senior que tem sobrevivido com seus idosos mesmo sendo injustamente criticada pelo ministro candidato Mandetta.

  16. Li atentamente os bons comentários do leitores de Oeste. Muito satisfeito com a qualidade e amplitude de pontos de vista, contrapontos e crítica. Paula Leal, sua fluência de idéias e estilo de redação são dignos de nota positiva. Todos estão de parabéns.

  17. A falta do tratamento precoce como política pública matou milhares de brasileiros e ainda mata, além de majorar muito o custo de combate à pandemia.

  18. Não é verdade que o governo federal negligenciou a obtenção de vacinas para a covid. A parceria Fiocruz astra zeneca foi vanguardista e as intenções de compras de todas as vacinas disponíveis foram feitas ao seu tempo. O que matou e ainda continua matando é a falta do tratamento precoce, e quem o implanta com sucesso comprovado, é perseguido pelos partidos e instituições aparelhadas pela esquerda. Não generalize Oeste!

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