Um duelo perigoso

Jair Bolsonaro tem muita live, passeio de motocicleta etc. O STF tem o apoio cego de um Congresso morto de medo com o passivo penal de seus membros

Morreu, foi enterrado em cova rasa e não será ressuscitado enquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal não deixarem, o assunto político mais sensacional deste ano — a adoção, nas eleições de 2022, de modificações no sistema de votação, com o objetivo de torná-lo mais seguro e verificável. É onde anda a política brasileira de hoje. Quando uma questão dessas, que deveria ser absolutamente técnica, racional e neutra, se transforma, a exemplo dos antigos títulos de filme, num violento “duelo de paixões” entre as partes, fica-se com uma ideia sobre o baixo nível da vida pública praticada neste país. Fazer o quê? É assim que funciona.

A única vantagem, para o público pagante, é que a mídia finalmente vai parar de falar no assunto. Já deu, realmente, o que tinha de dar — quem aguenta continuar ouvindo essa conversa? Por mais extravagante que pareça a ideia, chegaram a inventar, numa tentativa de manter as emoções em sua temperatura mais alta, que “os militares” tentaram intimidar a Câmara dos Deputados e o resto da politicalha nacional com um desfile de carros blindados no dia da votação do assunto. O desfile fez parte de uma operação que ocorre há 33 anos numa região de Goiás próxima a Brasília; já vinha rolando havia dias, mesmo porque é impossível montar um negócio desses de hoje para amanhã. Mas e daí? Na guerra para manter o Brasil em atmosfera de catástrofe iminente e inevitável está valendo de tudo. O desfile virou ameaça à democracia no Brasil e no mundo.

Os blindados passaram por Brasília, foram embora e não aconteceu coisa nenhuma, é claro. Que raio poderia ter acontecido? Serviu, apenas, para encher página de jornal e permitir exibição de valentia por parte de político que se enche de coragem quando enfrenta general manso, mas que sai correndo apavorado assim que vê general bravo. “Ninguém vai nos intimidar”, etc. etc. etc. Querem enganar a quem? Em todo caso, é um fecho perfeitamente adequado para a coisa toda — farsa acaba em farsa. A questão nunca foi séria. De um lado, não se comprovou fraude na eleição de 2018 — o sistema foi, sim, invadido por um marginal (chamam de hacker), mas até a Nasa, o Pentágono e a Santa Sé vivem sendo invadidos e não acontece nada. De outro lado, não se demonstrou com um mínimo de lógica por que um sistema físico não pode ser aperfeiçoado — e muito menos por que a mudança proposta seria a destruição da democracia.

O que aconteceu, na verdade, não foi uma discussão honesta com o propósito de servir aos interesses do cidadão brasileiro. Houve, isso sim, mais um teste de força entre a Presidência da República e o STF — e o STF ganhou mais uma vez, pela boa e simples razão de que é mais forte que o presidente. Jair Bolsonaro tem muita live, passeio de motocicleta etc. O STF tem o apoio cego de um Congresso morto de medo com o passivo penal de seus membros, o poder da caneta que coloca suas ordens em vigor e o aplauso incontrolável da mídia e da elite — política, econômica, intelectual e de todos os outros tipos, num arco que vai do sistema OAB-CNBB-escritórios de advocacia para corruptos às empreiteiras de obras públicas que sobreviveram à Lava Jato. Os tanques de guerra do Exército, supostamente os tanques “de Bolsonaro”, passam por Brasília e vão embora. O ministro Luís Roberto Barroso fica, manda e todo mundo obedece — general, marechal, almirante de esquadra, senador, deputado, presidente da República, Deus e todo mundo. Isso é a vida como ela é. O resto é conversa fiada.

A Câmara, em seu conjunto, rejeitou a proposta de mudanças no voto para 2022 e se ajoelhou diante do STF em obediência ao instinto mais primitivo do político brasileiro — ficar do lado que ganha. Os deputados já cheiraram há muito tempo que o Judiciário é mais forte que o Executivo, que um manda e que o outro obedece. Sabe que ele próprio, o Legislativo, fica de quatro diante do tribunal; num dos momentos mais baixos da sua história, aceitou há pouco que o STF enfiasse na cadeia, levado pela polícia, um deputado federal. Isso mesmo — um deputado federal no exercício de mandato, que tem imunidade parlamentar por força da Constituição e cujos atos só podem ser apreciados pela própria Câmara. Imunidade parlamentar? Foro privilegiado? Qual? Por medo físico do Supremo, de quem dependem para sobreviver às suas tempestades diante da lei criminal, nada disso vale. O que vale é saber o que os ministros estão querendo e obedecer rapidinho.

Na votação final, o “voto impresso” teve até mais votos — 229 contra 218

O próprio caso do “voto impresso” é um exemplo perfeito dessa subserviência que começa na presidência do Senado e da Câmara, passa pelas mesas e acaba no fundão do plenário. A Câmara havia aprovado, em ato legislativo impecável, uma lei estabelecendo a adoção de mudanças que permitiriam a impressão de comprovantes de votação — que não seriam levados para casa com o eleitor, mas ficariam em cada urna, à espera de verificação posterior pelos partidos. O STF anulou a lei, pura e simplesmente. Segundo os ministros, ela seria “inconstitucional”, por dar chances de romper o sigilo do voto — um disparate que jamais conseguiram explicar até hoje de maneira minimamente compreensível. Se a Câmara pode ter uma decisão como essa jogada no lixo, qual a razão para alguém achar que a separação de Poderes está valendo no Brasil? Os deputados baixaram a cabeça, disseram “sim, senhor” e ficou por isso mesmo. Alguns parlamentares, tempos atrás, resolveram reabrir o assunto. Não era um grupo pequeno: na votação final, o “voto impresso” teve até mais votos — 229 contra 218. Mas não era grande o suficiente — ficou abaixo dos 308 necessários para a aprovação do projeto. O caso, de qualquer forma, já estava resolvido. O STF, logo no começo da discussão, entrou em transe: nenhuma mudança seria permitida, informou o ministro Barroso. Ele chegou a ir à Câmara, pessoalmente, para convencer os deputados a rejeitar a proposta de mudanças. Convenceu.

Fica aberta, no atestado de óbito, uma questão até agora sem resposta: por que um problema essencialmente político como esse foi tratado como um teste de força entre Bolsonaro e Barroso, com xingamento de mãe e tudo o mais a que se tem direito? Na véspera da votação, Bolsonaro disse que, “sem negociação”, a proposta de modificações não iria passar. Por que, nesse caso, ele só foi lembrar de negociar quando Inês já estava morta? Por que, se estava mesmo disposto a ganhar a parada e acha que negociação é essencial, não começou a negociar em janeiro de 2019, logo que tomou posse? Não fica claro, do mesmo jeito, por que o presidente esperou tanto tempo para falar de fraude na apuração de 2018. Se está convicto de que roubaram voto, por que só veio tocar no assunto já na reta final?

A discussão enfim acabou, mas o saldo que fica disso tudo é um belo desastre. Com a não solução a que se chegou, fica criada, e não se sabe se irá embora mais tarde, a suspeita de que as eleições presidenciais de 2022 não serão limpas. Não adianta ficar falando que isso “é golpe”. Fama de eleição roubada é coisa difícil de ir embora com manchete no horário nobre e manifesto de artista. O fato é que continua sem resposta a pergunta-chave nessa coisa toda: por que não seria possível aperfeiçoar um sistema eletrônico de votação? O ministro Barroso insiste, e não muda nada em nenhum milímetro, que o TSE montou um aparato invulnerável e perfeito para as eleições brasileiras; não pode ser quebrado por ninguém e não há nenhum recurso na ciência digital capaz de tornar melhor um sistema eleitoral que só é adotado no Brasil, no Butão e em Bangladesh. Os bancos, sites de vendas on-line e cartões de crédito aperfeiçoam todos os dias seus sistemas de segurança; gastam bilhões nessa tarefa. Por que o STE é melhor que eles? É uma estupidez.

O STF se apresenta como vítima e se coloca, ao mesmo tempo, nos papéis de acusador e de juiz

Sobra para o governo, agora, o dever — que até o momento parece não ter sido examinado por ninguém — de fazer tudo o que a tecnologia permite para cobrir o máximo de vulnerabilidades do atual sistema. Agora não é mais discurso; é puro trabalho, silencioso e longe do picadeiro de circo armado em volta do assunto, coisa que exige cabeça e não dá cartaz para ninguém. O roteiro mostrando onde pode haver problemas existe. O que se pode fazer a respeito é colocar todo o potencial de conhecimento digital à disposição do governo, a começar pelo arsenal de recursos tecnológicos das Forças Armadas, no acompanhamento de cada passo do processo eleitoral de 2022 — há mais de um ano para fazer isso, até o início da apuração. É um trabalho a ser feito em conjunto com os partidos — e quem mais estiver habilitado a auditar o sistema. Ou será feito ou não. Depende do governo.

É possível, também, que resulte alguma coisa de esforços que os políticos pretendem fazer para mudar alguma coisinha aqui e ali — nada que deixe nervosos os ministros e que carregue junto as odiosas palavras “voto” e “impresso”, mas que dê uma satisfação qualquer aos 229 deputados que votaram a favor das mudanças. É o que temos, além do descrédito quanto à honestidade dos resultados da eleição e do duelo pessoal cada vez mais perigoso entre o presidente Bolsonaro, de um lado, e o STF, do outro — no qual o STF se apresenta como vítima e se coloca, ao mesmo tempo, no papel de juiz. Abre os inquéritos e processos, aguarda uma denúncia do procurador-geral da República e, no fim, dá a sentença. É difícil uma coisa dessas acabar bem — a menos que se torne melhor, e não pior a cada dia que passa.

Infográfico revisado pelos especialistas em tecnologia da informação Amílcar Brunazo e Carlos Rocha | Infográfico: Luiz Iria, Naomi Akimoto Iria e Cristyan Costa

 Leia também “Quem quer dar o golpe?”

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65 comentários Ver comentários

  1. Excelentes colocações. A frase “ O STF tem o apoio cego de um Congresso morto de medo com o passivo penal de seus membros”define bem o nosso Congresso. Este Congresso, junto com os 13 governadores que assinaram o manisfesto de apoio ao Min Barroso e Alexandre de Moraes, e este STF como um todo, formam o que de mais horrendo na política brasileira

  2. O ministro pode mandar em todos, mas incluir Deus é um erro grosseiro. De Deus não se zomba, ele não deixa passar impune quem tenta fazer isso.

  3. Para que as coisas funcionassem todo parlamentar processado deveriam, obrigatoriamente, serem afastado até que o processo transitasse em julgado.Se ganhassem receberiam os atrazados.

  4. Sr. Guzzo, as respostas aos seus questionamentos estão na cronologia dos fatos, na matemática (estatística) e no conhecimento das possibilidades de desenvolvimento de software. Estas são as fontes para aprofundar o debate, não bravatas.

  5. Perfeito!!! Para um bom entendedor meia….. mas não posso deixar minha imaginação correr nas cenas mais repugnantes entre STF e Senado…..ecaaaaa

  6. Há muito que se vive no Brasil a ditadura do judiciário. A guerra travada entre Barroso e Bolsonaro apenas escancarou a prepotência do STF, que se nutre da covardia do legislativo e reducionismo do debate político.

  7. A salvação do Brasil está em eliminarmos do congresso os políticos com processos e os oportunistas. Sem um novo congresso nunca haverá mudança. Rogo para que em 2022 haja uma renovação de 100% dos deputados e senadores. Ainda temos alguns governadores que devem ser banidos. Quem sabe seja o início do fim da esquerda tipo PT e seus puxadinhos. O Lula perdendo em 22 já é um alívio pois em 26 ele não terá mais saúde para ser presidente.

  8. Se estão com medo, devem ter culpa no cartório, como diz antigo ditado… Roubo de dinheiro público, suposta pedofilia…. Enfim, lugar onde temos muitas certezas….

  9. Como eh bom ler um artigo deste. Seria muito pedir para que deputados e senadores lessem . Mas, a maioria eh analfabeta de pai e mãe. Uma país que tem senadores como Kajuru, Humberto Bos…,Assiz, Canalheiros, Rondolfa,. Flavio …..e assim vai. Esperar o que?

  10. Guzzo só para lembrar porque o Presidente não iniciou o mandato com o voto auditável: 1 – A pauta do primeiro ano do mandato foi a reforma da previdência; 2 – o presidente da Câmara era Rodrigo Maia – O sabotador.

  11. Concordo com o Maurício Vitor Leone De Souza.
    O escritor escorregou na casca da banana.
    Foi parcial e confuso.

  12. A causa da eleição limpa e auditável não é “a causa do Bolsonaro”. Bolsonaro, no máximo, conseguiu mostrar que essa causa é de todo cidadão que deseja viver sob um Estado Democrático de Direito. Democrático no sentido verdadeiro da palavra, e não no sentido cubano, venezuelano, nicaraguense, petista… Não no sentido sinistro. Num país em que não haja o receio de a polícia bater na sua porta de repente só porque você discordou publicamente de uma autoridade ou porque duvidou de um sistema “infalível”, ou porque criticou uma vacina placebo. Liberdade e Justiça são coisas que clamam desde o DNA do ser humano. Isso não pertence a Bolsonaro ou a quem quer que seja. Por isso, é engano pensar que o assunto está encerrado, como se apressou em dizer o Presidente da Câmara, e como deseja o establishment. É pauta recorrente. Sempre voltará, e cada vez mais forte. Desta vez ela conquistou muitos corações porque ficou claro para todo mundo que só a existência de algo muito podre no sistema é capaz de explicar tamanha resistência ao seu aperfeiçoamento. Mesmo a esquerda menos radical, percebeu que “há um monstro debaixo da cama”, daí o seu discreto silêncio. Hoje o povo está consciente de que tem sido enganado, por isso, é impossível prever o que vai acontecer até as eleições de 2022, e também depois que seu resultado (em todos os níveis) for divulgado. Quem for derrotado vai aceitar? Como vai reagir. O país está cheirando a pólvora, e esse cheiro não vem dos quartéis. Isso é que é o pior. O cheiro está nas ruas. Há um longo percurso até outubro de 2022. Até lá, o STF-TSE vai continuar em sua sanha contra a Constituição do país, cujo último exemplar parece ter sido entregue a Bolsonaro em sua posse, contra o Presidente conservador eleito, e contra o senso de justiça do cidadão comum. Um impeachment, fundamentado ou não, seria guerra civil, e isso, acredito, seus inimigos não desejam, porque ele teria uma força imbatível. E com sua popularidade sempre crescente, vencê-lo em eleições limpas será impossível. Se em eleições eletrônicas, será catastrófico. O mais provável é que Bolsonaro seja tornado inelegível de alguma forma que o STF ainda não encontrou. Esse é o nó que a esquerda ainda não conseguiu desatar. De qualquer forma, não vejo saída para o Brasil a não ser eleições limpas e auditáveis, que assim sejam vistas pelo povo.

    Obs: faltou o martelo na figura no topo da matéria.

  13. No esquema apresentado para o caminho do voto só faltou mencionar que o próprio TSE, através de seus técnicos, pode adulterar a totalização do resultado.

    1. Desaparelhem o TSE, e ainda assim quero contagem HUM A HUM dos votos.
      Sistema confiável e moderno como o nosso não existe.
      BARROSO NÃO CUIDOU DELE.
      Nomeemos então Toffoli ou Lula para seguirmos!!!

  14. o povo tem que aprender a discordar, o jornalista é bom mais fala muita besteitra também e ai vem os manes ahh perfeito, pelo amor de deus neee menosssssssssssssssss

  15. e para concluir, vai ter eleiçoes auditaveis, e contado todos os votos em cada seção eleitoral, vai ser assim, ah mais o tse, este na maioria vai estar presos, entendeu agora

  16. DISCORDO SEU GUZZO AO FALAR QUE O STF É MAIS FORTE QUE O PR. POIS TEM NAS MÃOS OS CORRUPTOS. BOLSONARO TEM NAS MÃOS O POVO QUE ESTÁ COM ELE.
    É MOLE ??? OU QUER MAIS ?

  17. Falam tanto que a urna não tem acesso à internet, e realmente não tem. Mas ao menos em dois momentos os dados trafegam pela rede. Sem contar que o processo todo pode funcionar, mas a fraude acontecer na sala-cofre.

  18. Uma coisa que há de se admirar neste governo, além de inúmeras obras, é o desmascaramento da grande Mídia. Hoje sabemos quem são e de que lado estão

  19. Me junto ao Daniel aí e ao Fakir!!!
    Bolsonaro tem sangue nos olhos e, estrategicamente, seu staff governamental preparou em 30 meses a contenda final, que chegará mesmo antes de sua reeleição.
    Que os perdedores do mecanismo se abdiquem das armas.
    Já ficou decidido que não haverá recuo ou panos quentes.
    A farsa, o conluio, ainda que não totalmente desnudados, já é palco da transformação urgente e urgentíssima.
    Até a covid-19 trabalhou a favor do Povo.
    Nem precisava de CPI, esta que, apenas representa os votos em papel que não teremos!!!
    O avanço tem sido estratosferico. O governo e o povo que lúcido, deixou de ser fantoche da imprensa suja e cooptada, poderá finalmente se libertar de títulos indecentes que lhes são emplacados, como ignorantes para votar, ou como diz Lula, qq 10 reais os compram.
    Quem disse que os congressistas diplomados o foram pelo voto?

  20. Bolsonaro ainda não pediu o impeachment de Barroso e do Moraes. Espero que não seja mais uma bravata. Se não for bravata e Pachequinho não aceitar levar a plenário, Bolsonaro vai ter que tomar a ultima medida qud dispõe na constituição sem sair das 4 linhas. Entregar ao 142 a arbitragem desse embrolio jurídico do Senado em conluio com o STF contra o executivo. Vão ser dias turbulentos e só os fortes seguirão. Só espero que a corrupção e a China não vençam.

    1. BINGO!
      Todos os comentários representam as mais diversas e importantes opiniões de brasileiros, hoje, realmente preocupados com o presente e futuro da nossa nação, e o seu é simplesmente o “Resumo da Ópera”.

  21. O ponto é que o Barroso e outros não podem ficar, este não é o caminho da solução, mas apenas reforça a tirânica do STF. Como existe tantos desequilíbrios e o Senado que deveria resolver tem o rabo preso, só um poder moderador poderá resolver o problema. Há custos, sabemos, é como os bombeiros, o que o fogo não queima a água pode destruir, mas quando pega fogo nunca deixamos de chamá-los.

  22. Certo está o Bob: o STF é formado por “ministros” de rabo preso e de rabo solto. Vergonhoso!!!

  23. Guzzo, pelo que eu entendi vc está afirmando que o Bolsonaro não passa de um bravateiro ! Acho que vc está enganado ! Não se esqueça que ele está apenas há 30 meses no poder e, apesar disso, está enfrentando esses canalhas do STF de peito a aberto ! O jogo é duro e ainda tem as minas espalhadas pela grande mídia ! Nunca na história do Brasil um presidente enfrentou esses canalhas comunistas e corporativistas como o Bolsonaro !

  24. Parece que, finalmente, o sistema encontrou o seu candidato da “soi disant” terceira via. É o Barroso!! Age de há muito como candidato, empavona-se como “iluminista” em tertúlias controladas com “influenciadores” — inclusive infanto-juvenis — e ex-jornalistas dos órgãos da mídia ativista, orgulha-se do papel de controlador-geral da verdade e das emoções populares (o povo não sabe o que quer) e reescreve a Constituição segundo “princípios” que a todo momento ele utiliza de modo quase sempre transversal. Pertence a uma minoria comportamental e defende todas as outras, não importa quais sejam ou pretendam representar, manifesta em seu comportamento o seu próprio conceito de candidato a “timoneiro”.
    O único obstáculo para a sua unção definitiva talvez esteja em que não será fácil convencê-lo a abandonar a cadeira de ditador enrustido para submeter-se às críticas que certamente advirão se passar a ocupar outra cadeira, para cuja viabilidade terá de suprimir os superpoderes de seus atuais “parças”.
    Mas é um tema a ser considerado nas análises futuras: para onde caminha o “iluminado”?

  25. A eleição será limpa. Mas ficou claro que o STF não é limpo. Com a ajuda do Legislativo. Veja o que acontece pelo lado do Moraes…

  26. A questão é simples: se o Presidente Bolsonaro defender a lei da gravidade, é capaz do STF querer cancelá-la ou o Congresso revogá-la… É só queda de braço, esforço para mostrar quem manda, e continuar a conduzir o Brasil como sempre fizeram, desde a proclamação da República. No fundo, é uma reprise da eterna luta entre interesses pessoais e de grupelhos e o interesse coletivo, com a tradicional pendência pelos primeiros!

  27. Acorda povo! Tá, e faz o quê? A única coisa que o povo pode fazer acordado é renovar o Congresso. Fora isso é esperar o Mestre Guzzo na semana que vem e continuar o mesmo blá, blá, blá. Ou quem sabe a CPI da COVID ou o STF mande fechar a Oeste e prender seus gestares e jornalistas. Quem duvida?

  28. Pois é Guzzo, nada disso estaria acontecendo se o STF não tivesse “inventado” que Lei aprovada em 2015 do voto impresso era inconstitucional por “violar o sigilo e a liberdade do voto” e outros argumentos dos notáveis como: é um retrocesso, custa muito caro, o bilhete pode engasgar na impressora, e outras baboseiras nada jurídicas.
    Dai porque a deputada Bia Kicis jurista que entende da matéria, propôs essa PEC do voto impresso, que impossibilitaria o STF de ter essa criatividade de torna-la inconstitucional.
    Ai entra o iluminado Barroso, e cria essa desarmonia no Congresso Nacional, interferindo no sucesso da votação que já vinha aprovada por larga margem na CCJ da Câmara dos deputados, e interrompida na Comissão Especial com a troca dos seus membros favoráveis a proposta.
    O grande problema é a insatisfação popular com essa falta de transparência nas urnas eletrônicas que poderá provocar em 2022 graves conflitos, bem como deixa aberta a possibilidade de “malfeitores” manipularem essas inauditáveis urnas eletrônicas.
    Entendo que a solução devera ser imposta pelo Executivo e o Legislativo, para que a gestão das urnas eletrônicas, o desenvolvimento do software e a tecnologia mais moderna de auditagem digital, seja supervisionada por técnicos de TI do Ministério da Defesa, da Ciência e Tecnologia e técnicos independentes como o engenheiro Carlos Rocha que liderou o desenvolvimento das urnas eletrônicas, recentemente entrevistado na JP (Pingo nos Ís).
    Parabéns Guzzo, afinal foi o que você sugere ao final do artigo.

  29. DEepois de ler o Guzzo, e os comentários acima, fico com a impressão de que teremos que pegar em armas, se quisermos que alguma mudança aconteça.

  30. Mestre Guzzo, mais uma vez você mata a cobra, MAS NÃO MOSTRA O PAU!
    Qual é a saída para tudo isso? A resposta é simples, a saída está nas mãos do povo. Está nas mãos dos caminhoneiros que tem o poder (e devem) de paralizar o país novamente. Está nas mãos dos COVARDES que só sabem fazer passeatas, carreatas, motociatas, mas ainda não entenderam que o verdadeiro poder emana do povo.
    Há um video, viralizando na mídia, que mostra um torcedor invadindo o campo durante um jogo de futebol. Os policiais, após imobilizá-lo, passam a agredi-lo inclusive com uso do cassetete. Só não esperavam pela reação dos torcedores. Para os bons entendedores não é necessário explicar mais nada.

    1. Perfeito Alberto. Sua colocação é de uma preciosidade infinita. Ainda que os demais ainda não reagiram, seu convite é uma bela esperança !!! Acorda povo brasileiro !!! Nossa liberdade está em jogo. Desperta Pátria Amada Brasil !!! Vamos fazer valer o que diz nossa Constituição, no seu artigo 1º:
      Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados e municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:

      I – a soberania;

      II – a cidadania;

      III – a dignidade da pessoa humana;

      IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

      V – o pluralismo político.

      Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
      Então, que tal colocarmos em ação esse Parágrafo único para não ficarmos somente em vãs palavras ???

  31. Eu sou fã do Guzzo, mas ele se contradiz. Uma hora fala “até a Nasa, o Pentágono e a Santa Sé vivem sendo invadidos e não acontece nada”, depois diz que “Os bancos, sites de vendas on-line e cartões de crédito aperfeiçoam todos os dias seus sistemas de segurança; gastam bilhões nessa tarefa. Por que o STE é melhor que eles? É uma estupidez”. Ora, o sistema está se protegendo, simples assim. Quem manda no jogo não vai permitir melhorar nada. A menos que encontre alguém com mais coragem do que os donos da bola. Aí eu vou achar lindo. Ver os 11 animais do STF se cagarem nas calças vai ser o melhor momento da minha vida.

    1. Concordo contigo!É exatamente assim que esperamos que seja.

  32. Funciona assim: Achamos o texto impecável, aplaudimos, continuamos inertes em nossos sofás, aí passamos a contar os minutos até a próxima edição da revista com mais um texto brilhante do Guzzo, mostrando o que mais foi destruído durante a semana. Difícil arriscar qual a saída, mas qualquer meio escolhido, só será levado adiante com coragem e muita disposição de lutar!

  33. O stf esperava uma vira-latas como os vários anteriores. Mas eis que surge um pitbull. Por essa os excelentíssimos não esperavam. Agora é bateu levou. Aliás, os poderes são iguais. Bateu, levou.
    Tic tac tic tac.

  34. O Brasil com a máscara no chão. Podem falar o que quiserem do Bolsonaro mas nunca existiu, e acredito que jamais existirá, alguém que desmascare tanto e deixe o Brasil nú como está. Juízes sempre foram e sempre serão os donos da bola e levam embora ou furam quando quiserem. Numa nação onde roubam até o vento, ladrões, nóias e fraudadores em todo lugar, a lei é interpretada por homens que saíram desta sociedade doente e que só querem o poder, raramente podemos ver juízes dotados de grandeza e ética neste Brasil do fim do mundo.

  35. Existe um meio de pacificar a sociedade: Triplebiscito Já! Um plebiscito, Três temas – candidaturas avulsas, voto impresso e transformação do STF em corte exclusivamente constitucional. >> youtu.be/uC8IraYgCCA <<

    1. O STF JÁ É UMA CORTE EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. ACONTECE QUE OS ATUAIS MEMBROS DESSA CORTE OPTARAM POR ESQUECER A CONSTITUIÇÃO E DECIDIRAM IMPOR SEUS CAPRICHOS SEM UM MENOR CONSTRANGIMENTO.
      ESTAMOS REALMENTE A MERCÊ DOS TOGADOS DO STF. E AGORA?

    2. Caio Fontoura, concordo plenamente consigo e, acrescento, temos idiotas em todos os lugares neste país, STF, TSE, Congresso, e fazendo comentários sem noção neste espaço.

  36. Quando o Guzzo escreve que o ministro Luiz Roberto Barroso manda e todo mundo obedece, o estômago revira. Esse Congresso covarde, ajoelhado perante uma figura desprezível dessa não tem mesmo vergonha e acha que ainda representa a sociedade.
    Falta um ano para as eleições. Se o PR quiser, teremos eleições limpas; é só tirar a meia dúzia de petistas da elaboração do programa de votação e da sala secreta de apuração. Bolsonaro vai ser reeleito com 75 milhões de votos no primeiro turno

    1. Espero que Bolsonaro seja.reeleito.Nao tem outra saída.Brasil não pode retroceder.

      1. Reeleito para rosnar mais um vez. Bolsonaro foi o presidente que conseguiu quase 58.000.000 de eleitores com o discurso de macho. Está se mostrando sondas mais um machocho. O STF está pulando de alegria com um presidente do tipo do Bolsonaro que só fala. Não conseguiu ganhar nenhuma no STF. Se tiver 25.000.000 de votos nas próximas eleições já será uma vitória.

      2. Roberto Fakir,ou você não conhece como funciona o nosso sistema presidencial depois da constituição de 1988 ou você é muito tapado mesmo, quero crer que seja a primeira opção,se quer cobrar, vá cobrar de quem realmente pode fazer alguma coisa contra o supremo, segundo a constituição federal, que é o congresso nacional, então,cobre com essa veemência o seu senador.

    1. O presidente demorou a abordar o assunto, porque ninguém imaginava que o STF iria fazer uma maracutaia para tornar o maior ladrão do Brasil elegível, o que entendo ser o motivo de não querer transparência nas eleições.

  37. Bom artigo, mas sobre o “… instinto mais primitivo do político brasileiro — ficar do lado que ganha”, eu acho que não é só do político não. O brasileiro é assim mesmo fora da política (ou principalmente fora da política).

    1. De certa forma, essa questão me remete à “observação” do jornalista Otto Lara Resende – que talvez só peque, ou erre o alvo, pelo bairrismo – de que “o mineiro só é solidário no câncer”…

      1. Num país que nunca conseguiu se livrar da pesada herança varguista autoritária de inspiração do fascismo italiano, onde todas as estruturas de poder e associações de classe e profissionais continuam deitadas no berço esplêndido de Vargas. e que todas as ditas redemocratizações não passaram de acordo entre bons amigos, além de um povo boi manso, o que a pode esperar, a não seguir a recomendação de uma ilustre senhora, ministra da cultura – se o estripo é necessário, então…

      2. Chega desse GARANTISMO SELETIVO do STF! Chega desse INQUÉRITO DE GAVETA de Moraes! Chega dessas PRISÕES À LA CARTE por crime de opinião! O Congresso precisa reagir ao ativíssimo político e aos crimes de abuso de autoridade cometidos por Ministros do STF.

    2. A democracia está indo pro ralo. O Judiciário atropelou os demais poderes.

      1. Leio o Guzzo e não perco, pois sei da qualidade, lucidez e imparcialidade. Mas nessa coluna, com o devido respeito, acho que a isenção veio em excesso. Na minha leitura do cenário não estamos mais nessa fase descrita pelo exemplar articulista. E de um ícone do Jornalismo como J.R., se espera aponte o problema com mais clareza, ainda que não aprecie o estilo do Presidente, que apesar de tudo, em nenhum momento agiu fora dos limites Constitucionais.

    3. GUZZO, não queira diminuir a gravidade do fato da urna dita inviolável ter sido violada e invadida argumentando que a eleição de 2018 não foi fraudada. A discussão principal é sobre se é violável ou não, aliás, isso não tem nada a ver com invasão de outros órgãos. Voltando à fraude de 2018, o colunista, até onde li o seu texto por não suportar tanta hipocrisia, esquece de mencionar o essencial, relevante e estranho, ou seja, o fato de, misteriosamente, terem apagado os arquivos que poderiam provar a fraude.

      1. Isto é o mais grave de tudo.Mostra que sem, sombra de dúvidas, é um sistema absolutamente insegura. Os próprios desenvolvedores externos então habilitados para apagar LOGS. Um dos requisitos mais elementares
        para se atestar a segurança do sistema. COM HAKER OU NÃO O SISTEMA CARECE DOS MAIS ELEMENTARES REQUISITOS DE SEGURANÇA. Imagine quanto à precisão técnica. ESTE SISTEMA NÃO PODERIA TER O ACEITE TÉCNICO SERIO. Nunca se viu isto em matéria de construção de Sitemas alguém deixou correr frouxo, porque, será que vão explicar ?

    4. Pura verdade, e depois fica ofendido que é chamado de macaco de circo !

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