A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de um lote de água mineral Crystal do mercado depois que testes apontaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida, publicada nesta quarta-feira, 3, envolve a paralisação da comercialização, distribuição e uso do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126.
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O lote em questão, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia (GO), compõe o portfólio do Sistema Coca-Cola, responsável pela marca Crystal. Ela utiliza diferentes fontes minerais no país. Ao todo, a marca envasou 374,4 mil garrafas de 500 mililitros em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027.
Destino das garrafas da água Crystal
A distribuição das garrafas contemplou principalmente o Distrito Federal, com pouco mais de 230 mil unidades. Em Goiás, cidades vizinhas receberam quase 67 mil garrafas, enquanto cerca de 76 mil foram para o interior paulista e 1,5 mil para o Tocantins. Até o momento, não há registros de reclamações de consumidores relacionados ao lote, segundo a fabricante.
A detecção da bactéria ocorreu durante uma inspeção de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) confirmou o resultado depois de contraprova, ao gerar o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.
Medidas das autoridades sanitárias

Depois da confirmação, a vigilância sanitária do DF interditou o lote e notificou a Anvisa, que apontou o descumprimento dos padrões microbiológicos previstos para alimentos e águas envasadas. A agência afirmou que a medida busca prevenir riscos à saúde dos consumidores.
A orientação da Anvisa é para que consumidores verifiquem no rótulo se possuem o lote LZ1 VAL200127 em casa. Caso identifiquem o produto, recomenda-se não consumir e aguardar orientações oficiais sobre devolução ou reembolso com a fabricante.
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Até o momento, a Mineração Bom Jesus Ltda. ainda não emitiu comunicados direcionados ao consumidor. A empresa afirmou à Anvisa que iniciou o recolhimento com os distribuidores e calcula que 99,2% das unidades já estejam fora do mercado.
Em nota divulgada pela Anvisa, a empresa relatou ter realizado apuração interna sobre a causa do incidente e encaminhou documentos à agência. A Mineração Bom Jesus também participou de reuniões com autoridades sanitárias e se mantém colaborativa nas investigações.






































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