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Saúde

CFM proíbe uso de bloqueadores hormonais em crianças e adolescentes

Resolução determina idade mínima para procedimentos como terapia hormonal e cirurgias de transição de sexo

bandeira trans
A proibição do uso de bloqueadores hormonais não se aplica a casos de puberdade precoce ou outras condições endócrinas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma resolução na terça-feira 8 que proíbe o uso de bloqueadores hormonais em crianças e adolescentes para mudança de sexo. A medida ainda precisa ser publicada no Diário Oficial para entrar em vigor.

A resolução determina o aumento da idade mínima para cirurgias de transição com efeito esterilizador de 18 para 21 anos.

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Além disso, eleva de 16 para 18 anos a idade mínima para o início da terapia hormonal cruzada, que visa à feminização ou à masculinização, de acordo com a “identidade de gênero”.

Detalhes sobre a proibição

A proibição do uso de bloqueadores hormonais não se aplica a casos de puberdade precoce ou outras condições endócrinas, mas é específica para crianças e adolescentes que buscam a transição.

Procedimentos cirúrgicos para redesignação de sexo sem efeito esterilizador mantêm a idade mínima de 18 anos.

Os serviços de saúde que realizam esses procedimentos devem cadastrar os pacientes e garantir a disponibilização das informações aos Conselhos Regionais de Medicina locais. Essa medida visa a assegurar o monitoramento adequado das práticas médicas envolvidas.

Fundamentação do CFM

parada gay 2024 em São Paulo tem bloco crianças trans
Bloco de Carnaval em São Paulo, 2024; há cartazes com os dizeres ‘Crianças e adolescentes trans existem’ | Foto: Reprodução/Instagram

Para fundamentar essa mudança, o CFM se baseou em uma lei aprovada em 2022 que reduziu de 25 para 21 anos a idade mínima para laqueadura ou vasectomia no Brasil.

A resolução também destaca que transgêneros que mantêm órgãos do sexo biológico original devem buscar atendimento preventivo ou terapêutico com especialistas adequados, como ginecologistas e urologistas.

O CFM ressalta que as alterações estão em linha com medidas adotadas em outros países, como no Reino Unido, que impôs restrições à transição para menores de idade depois de reavaliar os tratamentos.

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